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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

ACORDAI - PARTE II A IDEOLOGIA DO GÉNERO – O QUE É, COMO SURGIU, DE QUE FALAMOS AFINAL?



Na continuidade do excelente esclarecimento da Dra. Marta Sobral na primeira parte deste texto, partilhamos hoje a segunda parte do mesmo que nos leva de forma lúcida à compreensão da grande falácia e manipulação de que estamos a ser vítimas mas mais que isso as maiores vítimas são e serão os nossos filhos e netos. No final da página encontram o link da primeira parte deste excelente trabalho.

A.


A Ideologia de Género é a mais radical rebelião contra Deus que é possível: o ser humano não aceita que é criado homem e mulher, e por isso diz: 'Eu decido! Esta é a minha liberdade!' — contra a experiência, contra a Natureza, contra a Razão, contra a ciência! É a perversão final do individualismo: rouba ao ser humano o que lhe resta da sua identidade, ou seja, o de ser homem ou mulher, depois de se ter perdido a fé, a família e a nação.”

Gabriele Kuby, socióloga.




ACORDAI  - PARTE II

A IDEOLOGIA DO GÉNERO – O QUE É, COMO SURGIU, DE QUE FALAMOS AFINAL?

A Ideologia do Género pode resumir-se a algo muito simples: a ausência de sexo. Ou seja, segundo os seus defensores, ninguém nasce homem ou mulher, pois não são as características físicas e biológicas do corpo com que nascemos que define ou determina o papel de homem ou mulher, que escolhemos para nos definirmos na nossa identidade pessoal. “Ser homem” ou  “ser Mulher” não depende das características físicas e biológicas do corpo, mas é uma construção social e cultural imposta pela sociedade ao indivíduo  na nascença, em função do sexo e daquelas características físicas  com que nasceu. Assim nasce o conceito de “identidade de género”, plasmado na proposta de Lei  nº. 75/XIII aprovada pela Assembleia da República, definido como “a vivência interna e individual de cada pessoa relativamente ao seu género, independentemente do sexo atribuído à nascença, que inclui a relação pessoal com o corpo e a expressão de género, designadamente através da forma de vestir, falar e de estar, envolvendo ou não a modificação da aparência ou das funções do corpo por meios cirúrgicos, farmacológicos ou de outra natureza, podendo ocorrer quer com pessoas transgénero, quer com pessoas intersexuais;” – artº.2º, alínea c) da proposta de lei.
Embora se possa ir mais atrás para encontrar os fundamentos deste entendimento, um dos primeiros percursores da “ideologia do género”, sua teorização e sustentação “cientifica”, foi John Money, psicólogo e sexólogo, nascido na Nova Zelândia, mas que emigrou e fez os seus estudos, percurso académico e profissional nos EUA. A partir de 1950  propôs e desenvolveu várias teorias e criou a terminologia de que agora tanto se fala, em parte já consagrada na proposta de lei aprovada, como a identidade de género e o papel de género, assim defendendo que o género (masculino ou feminino) é algo aprendido e adquirido na formação social e cultural do individuo, principalmente no seio da família (pela vestimenta, hábitos, brincadeiras, papeis sociais assumidos, etc…) e não inato, dependente das características físicas e biológicas. Esta ideia – de que género é algo adquirido e não inato – legitima a generalização ao recurso dos procedimentos médicos/cirúrgicos que foram denominados como redesignação sexual, pelos quais as características sexuais/genitais de nascença de um indivíduo são mudadas para aquelas socialmente associadas ao gênero no qual ele se reconhece.
Num discurso do ano de 2012 proferido pelo anterior Papa Bento XVI, dizia o seguinte sobre a Ideologia do Género: “De acordo com esta filosofia, o sexo já não é considerado um elemento dado pela Natureza e que o ser humano deve aceitar e estabelecer um sentido pessoal para a sua vida. Em vez disso, o sexo é considerado pela Ideologia de Género como um papel social escolhido pelo indivíduo, enquanto que no passado, o sexo era escolhido para nós pela sociedade. A profunda falsidade desta teoria e a tentativa de uma revolução antropológica que ela contém, são óbvias. As pessoas [que promovem a Ideologia de Género] colocam em causa a ideia segundo a qual têm uma natureza que lhes é dada pela identidade corporal que serve como um elemento definidor do ser humano. Elas negam a sua natureza e decidem que não é algo que lhes foi previamente dado, mas antes que é algo que elas próprias podem construir”. Encontrei este texto no Google, que veio adensar uma dúvida ou perplexidade à qual não encontro resposta, a propósito do estranho silêncio da Igreja Católica sobre este e outros temas estruturantes da nossa sociedade, sem esquecer a Eutanásia, já com debate agendado na AR, para aprovação da sua legalização: curiosamente a mesma instituição que em outros países, a propósito de alterações ao sistema de contribuição para a segurança social, promove manifestações e revoltas gigantescas!
John Money, este ideólogo da Ideologia do Género percursor das ideias sobre o género que já nos são  impostas por lei, também ficou conhecido pelas suas teorias no campo do estudo de comportamentos sexuais (até agora ainda denominados como) desviantes. O conceito de “perversões” foi melhor enquadrado e, tal como surgiu a ideia de “género” em contraposição ao “sexo”, a palavra "preferência sexual" passou para "orientação sexual". Com esta alteração de terminologia e conceitos, procura-se legitimar descrições menos críticas de comportamentos sexuais, que a sociedade, no seu juízo de censura ignóbil e limitador da liberdade de expressão individual, rotula como “desviantes” ou “perversões”, como é o caso da pedofilia. Este sexólogo, psicólogo e professor universitário defendia que a pedofilia pode ser dividida em duas vertentes: a pedofilia afectiva e a sádica, sendo a primeira aceitável no campo da afectividade, não havendo nada que justificasse a sua reprovação, a não ser um conceito socialmente construído de censura desse comportamento, porque “a pedofilia afectiva” baseia-se numa relação de amor e não de sexo, como a segunda. A pedofilia através desta construção terminológica rebuscada (pedofilia afectiva) começa assim a ser introduzida não como um comportamento sexual desviante, mas como a expressão de um afecto mútuo e consentido entre um criança ou jovem e um adulto, que se torna erótico, não havendo motivo que justifique um juízo de censura, construído pela mesma sociedade que, à nascença, nos impõe que somos homens ou mulheres, consoante as características físicas e biológicas com que nascemos.

Perante a eliminação das fronteiras e a inversão dos paradigmas da normalidade e da anormalidade a que temos vindo a assistir nos últimos anos, perante passividade geral, questiono-me quanto tempo demorará, até que um dia, estejamos aqui a discutir que, se calhar, até é normal uma miúda ou miúdo, eles agora até são tão espertos e nascem a saber tudo, pode perfeitamente relacionar-se com um adulto, no âmbito de uma pedofilia afectiva? 


Marta Sobral



Link da primeira parte: https://ogrupo11.blogspot.pt/2018/04/acordai-alteracao-do-genero-parte-i.html


terça-feira, 14 de agosto de 2018

ACORDAI - ALTERAÇÃO DO GÉNERO - PARTE I




ACORDAI!

ALTERAÇÃO DO GÉNERO - PARTE I




Recentemente foi aprovada na Assembleia da República a Proposta de Lei n.º 75/XIII, que regula a “Alteração de Género” e que ainda não se encontra em vigor, por aguardar a promulgação pelo Presidente da República. Nesta matéria a desinformação da sociedade civil é promovida essencialmente pela informação da comunicação social, que não esclarece, não informa e não permite ao comum dos cidadãos perceber minimamente o que está em causa. Desenganem-se aqueles que “assobiam para o lado” porque não têm filhos e o problema não lhes diz respeito. Ou aqueles que têm filhos e se um dia o problema aparecer, resolvem-no com uma “bom par de lambadas”: é que além deste método poder configurar um crime de ofensa à integridade física, será sem dúvida uma ofensa à liberdade de género do filho e dá origem a uma indemnização pelos danos patrimoniais e não patrimoniais (morais) decorrentes, prevista no artigo 17º, nº1 da proposta de lei, onde de forma expressa e específica prevê que “A prática de qualquer ato discriminatório, por acção ou omissão, confere à pessoa lesada o direito a uma indemnização, por danos patrimoniais e não patrimoniais, a título de responsabilidade civil extracontratual, nos termos do Código Civil”. A primeira grande confusão prende-se com o facto de que a proposta da nova lei não regula a alteração de sexo, mas a alteração de género: porque pode alterar-se o género, sem alterar o sexo. Lá iremos. Aliás, a alteração de sexo já era possível e estava prevista na Lei n.º 7/2011, de 15 de Março, que veio regular “o procedimento de mudança de sexo no registo civil e correspondente alteração de nome próprio”, aplicável sempre que fosse apresentado um pedido por cidadão português, maior de idade, acompanhado de “relatório que comprove o diagnóstico de perturbação de identidade de género, também designada como transexualidade, elaborado por equipa clínica multidisciplinar de sexologia clínica em estabelecimento de saúde público ou privado, nacional ou estrangeiro”, dos quais tinha que constar obrigatoriamente um médico e um psicólogo. Ora os defensores da actual Lei e da ideologia nela consagrada, do capricho ou desejo consagrado como o “direito de faço o que me apetece os outros que se lixem, aguentem e paguem com os vossos impostos”, entendem que a simples vontade de alterar o género – não o sexo – basta, embora na hora de pagar sejamos todos chamados a intervir no processo, como contribuintes do serviço nacional de saúde. Deixa de existir a necessidade do relatório médico que a lei anterior previa, bastando a vontade do interessado a partir da maioridade ou com o consentimento dos pais, entre os 16 e os 18 anos, já que a proposta do BE, que entendia que esse consentimento não era necessário, não teve acolhimento. Mas como a proposta de Lei não diz o contrário, no caso de o interessado com 16 anos não obter o consentimento dos pais, ou havendo desacordo entre os progenitores, sempre pode recorrer aos Tribunais para ultrapassar esse obstáculo e suprir a falta de consentimento de um ou ambos os progenitores. E já se adivinham as consequências para a harmonia familiar, coisa pouca, perante o direito individual absoluto do interessado, ou algo com que só gente retrógrada se preocupa. Mas como disse antes, desengane-se quem pense que este problema só afecta quem tem filhos, pois os aspectos práticos desta lei não vão deixar ninguém de fora. Se a lei for aprovada, da próxima vez que se for equipar a um ginásio, ou vestir-se no balneário da empresa, pode ser confrontado com uma pessoa com sexo oposto, mas do mesmo género. É que a alteração do género não implica que a pessoa tenha de alterar o sexo, ou seja, tenha que alterar as características físicas, biológicas do sexo com que nasceu. Isto porque a proposta de lei aprovada visa criar as medidas, a cargo do Estado e que se impõem à sociedade civil, para promover o direito à “identidade de género”, que na alínea c) do seu artº.2º é definida como «a vivência interna e individual de cada pessoa relativamente ao seu género, independentemente do sexo atribuído à nascença, que inclui a relação pessoal com o corpo e a expressão de género, designadamente através da forma de vestir, falar e de estar, envolvendo ou não a modificação da aparência ou das funções do corpo por meios cirúrgicos, farmacológicos ou de outra natureza, podendo ocorrer quer com pessoas transgénero, quer com pessoas intersexuais”. – meu sublinhado. Vamos ilustrar com um caso prático: o Manuel nasceu com um corpo com as características do sexo masculino, que como tal lhe foi averbado no seu assento de nascimento. Em determinada altura da sua vida, o Manuel entende que se identifica mais com o género feminino, pela forma como se relaciona com o corpo, veste, fala, pelos gostos pessoais, etc… e decide que quer mudar de género. Vai ao registo civil e, sem necessidade de um relatório médico, pede para alterar o seu assento de nascimento, alterando o nome e o sexo inscrito, passando a constar como Maria, sexo feminino. Mas como a nova Maria tem uma aversão enorme a hospitais, tratamentos, medicamentos e médicos, decide que não vai submeter-se a qualquer tratamento ou cirurgia para mudar as características do sexo com que nasceu. E no dia seguinte quando se for inscrever no ginásio vai ter direito a frequentar o balneário das mulheres, pois ela, com a alteração averbada no registo civil, adquiriu o género feminino e pode frequentar o balneário feminino, impondo-se o seu direito às restantes frequentadoras – retrógradas, conservadoras e reaccionárias – que perdem o direito de serem confrontadas com pilinhas apenas na sua intimidade, privacidade ou quando muito bem o decidam, sem qualquer imposição. Isto aplica-se, ou melhor, impõem-se a escolas, hospitais, empresas, sob pena de qualquer reacção ou exercício do direito à indignação ser entendido como uma acção ou omissão susceptível de causar danos indemnizáveis.
De forma sucinta ficam alguns aspectos desta proposta de lei e desenganem-se aqueles que pensam que estamos perante uma permissão para a “alteração de sexo”, pois isso já era possível nas situações previstas na lei anterior.

Marta Sobral

(Declaração de interesses – este texto não foi escrito por uma pessoa retrógrada, conservadora, mas que foi educada segundo ideais de esquerda, em particular daquela que agora, e como Pilatos, lavou as suas mãos na regulamentação de uma matéria tão importante, através da abstenção, pelo que, em homenagem a essa formação agora traída, o título deste texto lembra uma música heróica do Mestre Lopes Graça.)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

MISSÃO DE ALMA - A POLARIDADE DO SEXO NUMA VIDA DE MUITAS EXISTÊNCIAS



A Alma enquanto uma dimensão personalizada do Espírito Universal, de quem emana e de quem se autonomizou, tem como Missão de Vida e da sua própria existência trazer Luz à densidade do plano material. Para tal, a Alma, que provém de uma dimensão onde tudo é Uno, onde tudo é Luz, terá de aprender a viver na dualidade/polaridade da matéria.
A Alma vive no Espírito individualizado que habita em cada ser humano e a sua aprendizagem na matéria, para cumprir a sua Missão de trazer luz a esta dimensão, vai ser feita ao longo de sucessivas encarnações, onde terá de experimentar todas as manifestações da dualidade física: vai nascer pobre e rica, bonita e feia, audaz e insegura, atlética e deficiente, europeia, asiática, americana, indígena ……. E mais importante de tudo Homem ou Mulher. Temos de aprender de todos os lados, colocarmo-nos no lugar do outro, que em outra vida não mereceu a nossa compaixão e foi alvo da nossa crítica e julgamento, com quem contraímos dívidas cármicas.  Só experimentando tudo, mudando de religião, raça, posição económica e de sexo, poderemos evoluir na aprendizagem inerente à nossa Missão de Espírito Encarnado, cada um à sua velocidade.
O sexo (e utilizo esta palavra propositadamente, em vez de género, porque nascemos com um sexo definido pelas caracteristicas biológicas e físicas do corpo onde habita o espírito) é a manifestação no próprio Homem da polaridade que existe na matéria: só enquanto encarnado o Espírito vivencia esta polaridade, escolhendo um ou outro sexo em cada encarnação, de acordo com o seu plano encarnatório, que ele próprio escolhe e planeia do outro lado do véu, em função de dois factores essenciais: os desafios que precisa vivenciar para transmutar a densidade que acumulou em si, desde aquele momento inicial em que desceu das estrelas para a matéria; o contributo que pode dar à vida na matéria como um farol de luz, nas concretas circunstâncias de vida que escolheu e que aceitou como o laboratório de mais uma encarnação. O Espírito não tem sexo, e muito menos género, porque na dimensão de onde provém e onde retorna no fim de cada vida Tudo é UNO. Enquanto Espírito encarnado num corpo, nascerá Homem ou Mulher, em função do compromisso que aceitou do outro lado do véu. Negar esta realidade é reduzir o Homem (nascido homem ou mulher) a uma dimensão material, de ser instintivo, que abdica da sua essência de ser divino, criado pela magnificência da força criadora do cosmos, que aqui nos pôs com um propósito, dotando-nos daquele factor diferenciador do livre arbítrio, que mais do que algo que serve para afirmar a superioridade da espécie sobre os outros seres vivos, é algo que nos emancipou à qualidade de Seres Morais, responsáveis pelas suas escolhas: Se somos a única espécie dotada com o livre arbítrio, de onde emerge a consciência moldada pelas nossas escolhas, não será porque existe algo mais do que a matéria, onde nos bastaria o instinto para sobreviver?

Marta Sobral

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A ALEGORIA DA CAVERNA DOS TEMPOS MODERNOS



A ALEGORIA DA CAVERNA DOS TEMPOS MODERNOS

Nos últimos tempos a atenção dos meios de comunicação social, nacionais e do mundo, virou-se para uma pequena e profunda caverna na Tailândia. É claro que não fui insensível ao desafio que aquelas crianças e o treinador viveram, mas fez-me espécie e continuo a questionar-me sobre o exagero mediático, com directos constantes,  e o foco da solidariedade colectiva que parece só emocionar-se pelos alvos que a imprensa elege e nos faz entrar pelos écrans das Tvs, Ipods, Ipads, etc… Com tantos meninos no mundo sequestrados diariamente na dor do sofrimento, causado por guerras, fome, exploração, dramas familiares, privação do mínimo essencial a uma vida digna, questiono-me a razão pela qual a imprensa elege uns e abafa outros, retirando as suas imagens dos écrans que moldam a consciência de quem se compadece, apenas, com os dramas daqueles que têm direito a horário nobre e escolhe não conhecer os dramas de outros.
No entanto, este episódio dos meninos presos na caverna na Tailândia mereceu a minha atenção como uma espécie de alegoria ou exemplo que pais, educadores, a sociedade em geral, podia aproveitar para se questionar sobre o nosso rumo colectivo e individual, retirando proveitos para a educação dos meninos que, por cá, vivem sequestrados num paradigma social e familiar, que lhes rouba a capacidade de enfrentarem e aceitarem adversidades, como algo que decorre do fluir normal da vida. O que mais tem impressionado toda agente é o facto daqueles meninos terem demonstrado serenidade e total ausência de ansiedade ou pânico perante circunstâncias tão adversas. Alguém até referiu que se este facto tivesse ocorrido no ocidente ou com meninos ocidentais, o desfecho seria certamente outro, pois não estamos a imaginar os nossos jovens a manter a serenidade e a sobreviverem tanto tempo naquelas condições de isolamento profundo, privados de tudo a que estão habituados e dão como um dado adquirido. E aqui é que me parece estar o essencial deste acontecimento, que devia merecer a atenção da comunicação social e de quem se emociona diante do écran, pois acreditando profundamente que a Lei Universal da Causa Efeito faz com que nada seja ao acaso, acredito que este acontecimento tem de ter algum significado, pretende chamar a atenção para algo ou dele podemos extrair alguma lição, encontrando aqui provavelmente a explicação para a dimensão mundial que atingiu.
As crianças e o seu treinador sobreviveram na caverna graças às técnicas de meditação que este conhece bem, do seu passado de Monge Budista. Com o recurso à meditação, as crianças focaram-se no momento presente, nas emoções desse tempo, eliminando ansiedade pela projecção de um futuro, que ainda não tinha acontecido e que podia nunca vir a acontecer, dada a dificuldade da sua situação. Mas não há Monge Budista que conseguisse implantar estas técnicas num momento tão adverso, sem duas condições essenciais: primeiro o paradigma de vida daquelas crianças, pautado por uma vivência (cultural, religiosa, social) em que a espiritualidade ou o foco em si, no seu interior, é um pilar essencial na sua educação. Se aquelas crianças na sua vida normal estivessem viciadas nas extensões tecnológicas do seu corpo, não conseguiriam sobreviver tanto tempo privadas dos telemóveis, Ipods, Ipdas, facebooks, etc…, porque estando o alimento da sua alma focado no exterior, jamais conseguiriam encontrar o foco em si pela meditação. Este episódio mostrou-nos bem as diferenças entre dois paradigmas civilizacionais: um fundado no indivíduo, em que se procura a paz, a serenidade, a satisfação de si mesmo, com o foco pessoal virado para o interior, onde nos encontramos iguais ou outro, com quem partilhamos o caminho, inspirando-nos sentimentos de compaixão, amizade, partilha; outro fundado no individualismo, em que o foco pessoal está virado para fora,  para o exterior onde procuramos a razão  da existência, o que nos leva a uma postura competitiva, egoísta, destruidora, porque tememos o outro na luta pelo domínio do que desejamos fora de nós.
A segunda condição essencial para o feliz desfecho foram os afectos daquele grupo, unidos pela amizade, solidariedade, companheirismo, confiança uns nos outros e todos no seu líder. Sim, porque há muito quem postule que o domínio da mente, seja pela meditação ou outras técnicas, é essencial ou determinante para se atingir a serenidade.  Sem dúvida! Mas a verdade é que acredito que antes da mente e do pensamento é preciso serenar o coração, para alimentar a mente com afectos. Como ouvi uma psicóloga a dizer, em jeito de comentário que passou ao de leve e sem grande interesse para o jornalista interlocutor, “Não há mente saudável sem afectos”.
Quanto à comunicação social era bom que tirasse proveito deste episódio e da visibilidade dada à meditação: convinha que em vez de se focarem na exploração do drama, insistindo em cenários prováveis e hipotéticos pelas insistentes perguntas sobre o trauma que estas crianças podem vir a sofrer no futuro, se vão ultrapassar este acontecimento, se o treinador teve culpa, se os pais vão perdoar o treinador, etc…, focassem a sua atenção no presente e explorassem as lições que podíamos tirar desta Alegoria da Caverna dos Tempos Modernos.
Quanto a nós, é mesmo premente pensarmos bem no que andamos a fazer com as nossas crianças e jovens, enquanto criamos gerações inebriadas pela festa constante dos festivais, viciadas no mundo virtual, das coisas, férias, cursos que se tem desde que os pais paguem, mesmo que se endividem para isso, incapazes de enfrentarem as adversidades que todos encontramos na vida real.

Marta Sobral


sábado, 5 de maio de 2018

A Importância da Afirmação da Inata Feminina.





A Importância da Afirmação da Inata Feminina.

O domínio da energia masculina Yang sobressaiu numa Era em que o Homem teve de se afirmar como espécie no planeta e em que, para sobreviver, teve de dominar o meio, garantir a sua subsistência e a protecção da sua família e comunidade. A sua atenção voltou-se para as necessidades mais básicas do instinto, como garantir a sua alimentação, procriação, protecção, habitação, etc…. Neste quadro primitivo ou inicial da demanda humana, foi necessário dar prevalência a uma acção voltada para o exterior, privilegiando a dimensão mental e lógica, e foi o campo fértil para a tão necessária energia Yang. 
Mas o domínio desta energia, que se prolongou por milénios na história humana, sem o necessário ponto de equilíbrio da energia Yin, trouxe o Planeta a um ponto de densidade elevada, reflexo de uma consciência dominante do Ser virado para fora, que se quer realizar no exterior, para onde direcciona o sentido da sua existência, privilegiando a dimensão mental e lógica, que lhe permite dominar o meio físico.
Assim se justifica no Homem moderno o seu apego e medo da perda de tudo o que conquista na materialidade (fronteiras, bens, parceiros, posição social, bens, etc…), o que acaba por originar os grandes males actuais decorrentes de tensões (pessoais e grupais), conflitos, guerras e à justificação de tudo pela satisfação imediata do instinto e domínio do Ego: marcas distintivas de sociedades influenciadas, na sua acção e evolução, pelo domínio da energia masculina ou Yang.
Mas a Humanidade, depois de ter conquistado as condições materiais para dominar o meio exterior e garantir a sua própria sobrevivência enquanto espécie, enfrenta uma Nova Era em que a sua sobrevivência a obrigará a virar-se para o seu Interior. 
Está na hora de diluir e transmutar a densidade que trouxemos da Era anterior e, para isso, a Humanidade (Homens e Mulheres) vai ter de trazer o Ser Humano de volta à sua Divindade. E esse reencontro do Homem com o seu Deus Interior, vai exigir às mulheres que se pacifiquem com a sua inata Feminina.
O “novo ser” desta Nova Era tem de aprender a harmonizar a dimensão mental, que foi dominante na Velha Energia, com a sua dimensão emocional e espiritual. 
Essa necessidade está a convocar o outro polo energético, o Feminino, a afirmar-se, pois é essencial à sobrevivência da Humanidade num tempo em que assistimos às consequências descontroladas do domínio da energia yang em todos os níveis, até na percepção que o Homem tem de si e da sua Missão no Universo, para muitos circunscrita à vida da matéria. 
A ascensão do Feminino, sem pretensão de domínio, mas apenas de afirmação do seu lugar no Universo, é essencial para apaziguar a humanidade. E cada espírito que aceitou encarnar como Mulher nestes tempos, tem de estar consciente da importância dessa Missão que aceitou desempenhar, de pacificação e elevação da Humanidade, da importância da afirmação da energia feminina que incorpora, para transmutar a densidade acumulada durante séculos: sem laivos de vingança por esses tempos em que foi relegada para segundo plano, pois o espírito, ao nascer Mulher, trouxe em si todo o perdão do coração de uma Mãe amorosa, que pulsa pela energia da compaixão que importa resgatar.


Marta Sobral



terça-feira, 6 de março de 2018

Chico Xavier e os Animais - Artigo enviado p/ Marta Sobral



Chico Xavier e os animais:um testemunho amoroso, mas lúcido sobre a essência da dignidade dos animais, seu papel nas nossas vidas e nosso na deles. Em tempos em que se vive o paradoxo da convivência da crueldade e maus tratos dos animais, com a sua humanização/infantilização para satisfazer vazios emocionais humanos, a visão deste homem, influenciada pela doutrina espírita em que o seu pensamento se insere, é um contributo sereno, lúcido e compassivo para se perceber o papel dos animais nas vidas dos homens e a responsabilidade ética/espiritual que essa relação faz recair sobre a espécie humana. Esta, pela desconexão com a natureza que resulta da visão materialista da vida e da existência, esquece-se que também ela é parte do reino animal que tanto agride, sendo o único animal no Planeta que, fazendo mau uso do livre arbítrio e da consciência de que que foi dotada, escolheu matar por prazer, lúxuria,crueldade, diversão, pois todos os outros animais só matam para satisfazer necessidades básicas de alimentação e protecção. Muito se faria pela causa animal e humana se os cristãos, nas suas homilias semanais, ouvissem palavras como estas, tão cheias de compaixão e respeito pelo reino animal, e as tornassem acção para lá da porta da igreja, perpetuando o exemplo do Mestre do amor e respeito pela dignidade de todos os seres, que preferem continuar a lembrar apenas inerte numa cruz.

“Um amigo perguntou ao Chico qual o animal mais evoluído espiritualmente e dele anotou a resposta:

É o cão. O cão desperta muito amor e é modelo de fidelidade. As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, especialmente os cães, se observarem com atenção, verificarão que os vários espécimes são portadores de qualidades que consideramos quase humanas, raiando pela prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência, improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos a idéia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham, preparando-se para o estágio mais próximo da hierarquia espiritual.

Segundo o iluminado Espírito Emmanuel os animais são nossos parentes próximos, com sua linguagem, seus afetos e sua inteligência rudimentar.
Chico Xavier respondendo a uma pergunta sobre os animais, disse:
Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente.
Se nós, seres humanos já alcançamos os domínios da inteligência desenvolvendo agora as potências intuitivas, eles, os animais, estão aperfeiçoando paulatinamente seus instintos na busca da inteligência da mesma maneira que nós humanos aspiramos alcançar algum dia a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso mestre o Senhor Jesus, eles, os animais aspiram ser num futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais.
Deus outorgou aos homens a condição e proteção de nossos irmãos mais novos, os animais.
E o que é que esta humanidade tem agido em relação aos animais nos inúmeros séculos de nossa história?
Porventura nós, os homens, não temos nos transformado em algozes dos animais ao invés de seus protetores fiéis?
Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro?
Quem duvida que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia?
 Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e os ataques? Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres unicamente por prazer esportivo? Que dizermos das devastações inconsequentes do meio ambiente?
Tudo isto se resume em graves responsabilidades para os seres humanos. A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhes alteram o equilíbrio natural de seus princípios espirituais.

A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus.
Marta Sobral




sexta-feira, 2 de março de 2018

Porque é que não comes carne?




Há cerca de seis ou sete anos deixei de comer carne, tendo reduzido os alimentos de outra natureza animal praticamente ao peixe, pois por vezes é socialmente difícil optar por uma alimentação vegetariana. Mas apesar de as pessoas do meu círculo de amizades e familiar já se irem habituando a esta minha opção (às vezes é como Pessoa dizia da coca-cola: “primeiro estranha-se, depois entranha-se”) o certo é que continuo a ouvir aquela pergunta, emoldurada por um olhar de preocupação pela minha saúde e de espanto: mas porque é que não comes carne?
Para responder a esta pergunta dou normalmente três tipos de justificação: a questão ética, pelo respeito da dignidade animal, colocada numa dimensão mais filosófica ou espiritual; a questão de saúde, pois a carne que ingerimos está cheia de substâncias nocivas à saúde, como comprovam os valores incrivelmente mais baixos que passei a ter de colesterol, desde que a bani da minha alimentação, assim como o leite e seus derivados; a questão ambiental, pois a indústria agropecuária é das indústrias mais poluentes do planeta e a que mais contribui para a camada de ozono, com todas as consequências que estão à vista nas alterações de clima.
Mas podia reduzir todas estas explicações a uma, bem mais simples e poderosa: não consigo comer nada, que me faça lembrar um olhar. Quando era miúda sempre ouvi dizer que os olhos são o espelho da alma. Muito cedo diziam-me que no olhar de alguém se vislumbra o seu íntimo, intui-se o que lhe vai na alma. Até há aquela música que diz que “já vi o mar, no fim do olhar de uma mulher!”. Pois bem: e quanto ao olhar de um animal? Já olharam bem no fim dos seus olhos? O que veem? Uma coisa? Uma peça de carne, pronta a ser esquartejada de diversas formas, consoante o seu fim, ora seja para cozer, grelhar, estufar, etc…? Não. 
Quando olho nos olhos de um animal, e para isso treinei-me bem no olhar dos animais de estimação que me acompanham nesta vida, sinto uma alma, uma expressão do Criador, um Ser que exprime em cada pestanejar dor, afecto, alegria e gratidão como nenhum outro. Vejo-lhe a alma no fundo dos seus olhos e essa visão começou, certo dia, a ser insuportável no momento de olhar para uma peça de carne no prato. Esta é a razão mais simples e mais poderosa de ter deixado de comer carne e outros alimentos de origem animal.


 
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Marta Sobral



terça-feira, 31 de outubro de 2017

SAUDADE DO MEU PAÍS!





Era um tarde de um dia de semana. No meu escritório de um 7º andar de uma das ruas mais movimentadas do Porto, aguardava pelas 15h00 enquanto trabalhava, sentindo uma expectativa crescente sobre o que iria acontecer: irão as pessoas aderir? Uns minutos antes daquela hora parei de teclar e dirigi-me ao terraço fantástico que ficava nas alturas, de onde avistava uma paisagem que se prolongava no olhar por terras vizinhas. Mas logo ali, debaixo e bem mais perto do meu olhar, estava a Rua Fernandes Tomás, na sua azáfama e frenesim habitual, de pessoas e carros, cujo movimento era ritmado pelas buzinas e palavrões dos mais impacientes. Irão parar?
Às 15h00 em ponto os carros, um a um começaram a parar na rua. Os seus condutores abriram as portas e puseram-se ao seu lado, numa atitude de respeito e de introspecção, como se depreendia do seu queixo apontado ao chão. Pelos passeios, uma amoldura de pessoas apressadas, que subitamente suspendeu o próximo passo e se quedou no passeio, com o queixo apontado na mesma direcção. Foram 3 minutos em que não se ouviram buzinadelas, nem o tão afamado calão portuense, vindo de alguma garganta apressada e mais distraída, alheada do que ali se passava. Este cenário repetiu-se por todo o país durante 3 minutos, durante os quais os Portugueses mostraram a sua solidariedade com o Povo irmão de Timor, que era massacrado nos écrans das nossas televisões e dava os últimos Gritos de Ipiranga, para alcançar a tão desejada liberdade e independência.
Hoje pergunto com saudade: para onde foi este meu País? Para onde foi o país dos destemidos e inconformados marinheiros, Infantes, povo incógnito, que encheu caravelas? Terá zarpado com os portugueses que emigraram, inconformados com o país que não lhes proporciona trabalho com salário digno? Serão esses que ainda carregam o gene do inconformismo e da luta destemida, aventurando-se por mares e terras desconhecidas, à procura do pão que o seu país lhes nega?
Em Espanha morreram cerca de 40 pessoas num incêndio, na mesma altura em que por cá se ultrapassava a fasquia da centena. Lá saíram logo à rua, sem esperarem pelas redes sociais, e nas ruas ficou bem claro que não iriam tolerar outro desastre igual. Na Islândia um Povo cercou durante três dias o parlamento com panelas, até o governo que queria assumir os prejuízos dos bancos se demitir. Por cá “tá-se bem!”. Morrem compatriotas nossos numa estrada, que podia ser a estrada de um passeio de fim-de-semana de qualquer um de nós, e continua-se com a vidinha do costume! Lá se faz uma chamada de valor acrescentado, vamos a um concerto para festejar a tragédia, aliviamos a consciência e “tá-se bem!”.
No dia a seguir continuamos a ver o autocarro povoado de autómatos com fones nos ouvidos, a ver um país que não exercita os neurónios, porque pensa pelos comentadores de serviço, sobrevivendo na vidinha do dia-a-dia, aliados do sofrimento das imagens dos rostos que nos entram na sala pela televisão, que perderam tudo, levado pelo fogo. Até o Pinhal do Rei não escapou desta vez!

E dou por mim a pensar: que saudades do meu país que ficou algures perdido naqueles três minutos, de uma tarde longínqua! A minha esperança é que um dia destes o encontre ao virar da esquina e lhe diga com a saudade que um velho amigo nos faz sentir: já fazias falta! Ainda bem que voltaste!


Marta Sobral



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Por cá, continua tudo a arder...





Por cá, continua  tudo a arder. Sinto uma inquietude interior para a qual encontro explicação no eco das energias que andam no ar. Sinto momentos conturbados a chegar. As pessoas não se convencem que tudo o que fazem, em particular à natureza, tem retorno e ela está a revoltar-se por a sua paciência estar a esgotar-se. 
Não sei como explicar: para lá do óbvio da situação que estamos a viver (o drama das pessoas que perdem casas – sem pararem para pensar na sua quota parte de responsabilidade) sinto uma energia mais forte e que está para além disso. Como sabe sinto-me muito ligada à energia da natureza e dos animais e tenho a sensação que fecho os olhos e sinto ecos da energia de sofrimento e revolta da Mãe Natureza, seja através dos animais, plantas e terras que nos rodeiam. 
É  uma sensação cada vez mais nítida, como se ela procurasse aqueles que entre nós conseguem ouvi-la para explicar o que está a acontecer e o que está para vir. Estranhamente recebo esse eco com compaixão e não com a ansiedade e revolta que no passado sentiria para com aqueles que estão na origem das causas que levam a estes acontecimentos, embora sentindo também uma profunda tristeza pela constatação de que as pessoas estão muito aquém de serem capazes de perceber o que está a acontecer, de forma a mudarem atitudes.  
Sinto como se estivéssemos à beira de abrir uma “caixa de pandora” e a humanidade, que não aproveitou as oportunidades que lhe foram dadas, vai começar a ser confrontada a sério com as consequências dos seus actos, numa espiral de sofrimento e tragédias que levarão a uma limpeza necessária de tudo e todos quantos, não estão em harmonia com o que está projectado para este planeta. 
A paciência dos nossos Guardiões esgotou-se e está na hora de aprender da forma mais dura.
E nessa altura pergunto: qual o nosso papel aqui? Eu dou por mim a consciencializar-me cada vez mais que é preciso ir contra a corrente e dou comigo à noite a ter necessidade de meditar pela paz, pela harmonia em zonas e locais que nunca vi, pelos ambientes fustigados, coisa que anteriormente achava que não fazia a diferença. Mas agora acho que faz e é cada vez mais necessário, pois tem sido o apelo que sinto nos últimos tempos: meditar, orar, devolver à natureza e ao Universo energia amorosa mesmo em pensamento, como forma de atenuar um pouco a energia que sinto que estão a emanar de cansaço perante as asneiras da Humanidade.



Marta Sobral