Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Recados do Céu


 

 

Aos que desfrutam a graça da vivência de dias de quietude e bonança, apelo à interiorização.

 Criar o sonho da veracidade que querem, é o milagre que nada pode apagar.

 Que esse sonho, vos conduza à única realidade validada pelo Cosmos, a de uma autêntica fraternidade experienciada a cada dia.

 Que as Igrejas (de todos os quadrantes), revirem as suas paredes para o exterior - suprimam os seus muros - do ouro façam pão - do ritual, serviço em abnegação.

 Não me adorem! Caminhem a meu lado....

 Integrem, todos Vós, a Maestria da cura, pois deixámo-la nas vossas mãos.

 Ser! Tu És Eu e Eu sou Tu, o meu dom, és tu….

 Quando te anulas apagas-Me – quando te exaltas, humilhas-Me, porque Eu Sou o coração daqueles a quem diriges as tuas acções

 É chegado, o tempo de redenção….

 Esta, toma forma na mais pura essência da simplicidade em todas as facetas da vossa vida.

 Despertai….e de novo….Olhai os Lírios do Campo

 Sois peregrinos a caminho do Lar. Do andar fazei canção de elevação, de cada pedra fazei partilha e serviço…com o vosso irmão….

 Não preciso que Me abras a porta para Eu entrar, pois sempre estive em ti, mas peço-te que a abras, para Eu sair, e ser, em cada gesto teu.

 Sois, a seiva que me vivifica – Sou, por Vós

 Sou Jesus, o reflexo de todos os Vossos Irmãos

 

 

 

 

 

 
 

domingo, 15 de dezembro de 2013

A infinita melodia do perfume que nunca o foi ou será


 
Respirar não é ser o respirador, ver não ser o que vê e ouvir também não ser o que ouve, e isto é tão certo como o sol que não se põem nem nasce, tanto como uma ideia ou visão não significa uma autoria. 

Falar de nomes é bonito, tanto como falar de futuro ou passado, até porque se tem um nome é passageiro e temporário sendo que para algo ser temporário e passageiro, algo não é, isso é o que é, e tudo o resto é o ruido temporário e impermanente perante o permanente e infinito.

Tu até podes ter a ilusão de estares a ler estas mesmas palavras e até podes ter a ilusão de atribuir um significado às mesmas. Mas por mais que leias, existe um vidro, como o vidro de uma lâmpada que atraiu uma borboleta, por mais que marres a noite inteira, para conheceres o que queres, só entendes partindo o vidro e se partires já não entenderás, porque a ilusão fica mas a ignorância vai. Isto porque ver a lâmpada, não é ser a lâmpada e lâmpada também não o é.
Não é uma charada que se veja, que sirva para alguma coisa, que tenhas de… ou pior, que se encontre, é algo que acontece.
Enquanto isso, alinho e brinquemos ao fazendo de conta do que não somos e do que não está acontecer...


 
Ricardo Monteiro

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Assumir as tarefas quotidianas


A vida quotidiana não é senão uma sucessão de tarefas que é necessário realizar; todos os dias é preciso ir trabalhar, todos os dias há que pensar na família, na mulher ou no marido, nos filhos, nos pais, etc. Por toda a parte há problemas a resolver, novas situações a enfrentar, e muitas vezes é difícil. Mas não se deve fugir a esses esforços. Sejam quais forem as tarefas de que o destino vos encarregou, deveis incumbir-vos delas o melhor possível. Se as descurais com o pretexto de que são fastidiosas ou indignas de vós, parais na vossa evolução e, de qualquer maneira, sereis obrigados a voltar para as assumir até ao fim. Então, constatareis como é difícil ter de retomar uma tarefa que se imaginava ter completado.
Quem julga que pode escapar às suas obrigações para levar uma vida mais fácil, mais agradável, não conhece as severas leis que regem o destino. Se estamos na terra, a sofrer e a debater-nos no meio de tantas dificuldades, é precisamente porque devemos recomeçar a nossa tarefa. Enviaram-nos à terra para repararmos certas coisas, para nos mostrarem que não sabemos trabalhar e precisamos de aprender a fazê-lo. Se não aceitarmos isso, seremos enviados de novo e as nossas falhas tornar-se-ão cada vez mais difíceis de corrigir.
Dir-me-eis: «Mas há momentos em que a situação fica insustentável, não se consegue suportar mais, fica-se esmagado.» Sim, eu compreendo. Então, ide tomar ar por uns momentos e depois voltai para enfrentar a situação. 

Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

DILUIÇÃO



O que é um processo espiritual? Fazer um processo espiritual é deixar- se diluir nas águas. A diluição é um comando poderoso da alma. A alma dilui-se no Universo. Dilui-se na energia. E essa diluição no todo é o que faz com que a alma seja parte do todo, parte do Universo. É nesse diluir que mora o segredo da comunhão. O ser humano, tal e qual como está, tal e qual como vive nessa energia densa aí em baixo, não está minimamente preparado para se diluir. Ele pensa que é matéria, não sabe que é energia.

Se ele soubesse que é energia, sendo a matéria um mero invólucro, que serve para carregar as limitações físicas que atraiu para poder trabalhar as suas fragilidades… que a sua parte energética é a sua parte mais poderosa… que só se diluindo como físico, só se diluindo como espírito ele encontrará a dimensão da alma e finalmente se poderá fundir…Se ele soubesse que o acordo que firmou antes de encarnar lhe traz o dever de se diluir em energia para melhor fazer a fusão que lhe irá devolver a unidade… Se ele soubesse…

– E como fazer para diluir? Para chegar à frequência da alma? É fácil: Diluir é deixar que cada coisa aconteça quando tem de acontecer. É saber que tudo no Universo tem um tempo propício, e que as pessoas não deveriam bloquear o que está para acontecer. Se alguém de quem gostas te faz mal, por exemplo, deves chorar. Chorar de tristeza. Chorar de tristeza por teres atraído alguém assim, que é tão infeliz ao ponto de magoar quem lhe quer bem. Só isso. Só assim te irás diluir na própria emoção que sentes, e nunca, nunca bloquear uma dor.

Aos poucos vais-te habituando à ideia de que a vida traz emoções alegres e tristes, e que tudo flui se não deixares escapar nada. Sentir, sentir, sentir. Mas as pessoas não fazem isto. Não se diluem em emoções adversas. As pessoas ficam zangadas, ficam com raiva, culpam as outras, ficam endurecidas, e continuam as suas vidas com um nó no peito, provocado por emoções que se recusaram a aceitar.

Como eu sempre digo, não é preciso aceitar o facto de nos fazerem mal, mas é preciso aceitar vivenciar a emoção que esse acontecimento traz. E assim vão vivendo, vida após vida, sem aceitar sentir, sem aceitar vivenciar, sem jamais diluir. E jamais também o ser entra na dimensão da alma. E jamais o ser consegue se libertar. E jamais irá ascender.
Excertos do "Livro da Luz", de Alexandra Solnado



segunda-feira, 11 de novembro de 2013


AS CILADAS E OS LAÇOS FAMILIARES:
COMO ENTENDER E COMO CURAR


LAÇOS DE FAMÍLIA

Um laço é algo que pode prender uma coisa na outra.
Também pode ser considerado uma espécie de amarração feita com uma corda ou fita.
É por isso que a frase “laços de família” pode ser muito bem utilizada para esse contexto, exatamente porque a união de pessoas que forma uma família é algo muito peculiar e bem planejado pelo plano maior de Deus.
Entenda que o laço, embora seja uma amarração, apresenta uma possibilidade de ser solto com simplicidade, contudo, se alguma atitude ou manobra errada for tomada, então ele pode ficar ainda mais preso.
Na família não é diferente, você poderá fazer as coisas certas e ver a evolução acontecer com leveza e simplicidade, mas poderá fazer coisas erradas, e assim ver o emaranhado kármico intensificar-se.
Somos espíritos encarnados em corpos físicos na dimensão terrena com um propósito bem definido, a evolução e a elevação moral. Não somos o corpo físico, mas estamos nele, assim como um líquido que está dentro de uma garrafa.
Para que a evolução da alma aconteça, ainda no plano espiritual, em parceria com os amparadores e guias espirituais, planejamos a melhor forma de reencarnar, com o propósito de desenvolver as inferioridades da personalidade, bem como, de harmonizar antigos conflitos com outras almas.
Embora, quando estamos vivendo a experiência física da encarnação do espírito, planejamos a melhor cidade, a melhor cor de pele, a melhor estatura física, a melhor região, o melhor sexo, e entre tantos detalhes: planejamos a melhor família.
A família terrena é manifestação de espíritos unidos por laços karmicos negativos e positivos. É a própria confirmação da lei de causa e efeito, pois o ambiente familiar pode ser considerado o principal cenário para que a evolução espiritual aconteça. Por isso, o espírito humano tem a tendência de procurar reencarnar próximo aos grupos de semelhantes.

SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE

Esse nível de semelhança refere-se em especial aos aprendizados que são necessários àquele grupo de indivíduos, ou seja, um espírito ainda muito envolvido nas lamentações, nas críticas e na intolerância, também se aproximará magneticamente, por forças de leis naturais, de outros espíritos com o mesmo conjunto de inferioridades.

ESPELHO, PROJEÇÃO OU GATILHO

Esses são diferentes nomes dados para um tipo de situação que tem a capacidade de aflorar as tendências de inferioridades que estão presentes na alma humana. Isso quer dizer que a pessoa que precisa se limpar da mágoa, atrairá situações de mágoa para que possa passar pelo aprendizado novamente e que aprenda a superar essa negatividade.
Aquele que veio curar-se da culpa, atrairá para si pessoas que o faça sentir a culpa.
Aquele que veio libertar-se das críticas e da maledicência, atrairá pessoas que lhe aflorarão mais críticas e pensamentos maledicentes.

As situações, pessoas e acontecimentos ao redor de um indivíduo são manifestações naturais de causa e efeito que afloram exatamente a condição do nível de evolução de suas almas.
E, por assim dizer, o indivíduo encontra em sua família, com grande facilidade, pessoas que facilmente despertarão o seu lado negativo, entretanto necessário para que ele compreenda o que precisa ser curado. Por conta dessa natureza, teremos projetado em nossos pais, filhos, irmãos, cônjuges, tios, tias, avós, as nossas próprias inferioridades.
A falta de paciência surgirá com alguém da família não por causa da pessoa, mas porque essa é uma tendência que a alma da pessoa já tem. A rebeldia de um filho aflorará não porque a mãe é rígida, mas porque esta é uma emoção que precisa aparecer para ser percebida e curada. A vitimização aparecerá não porque alguém foi injusto com o familiar, mas porque essa emoção precisaria eclodir daquela alma para ser transformada em amor e perdão.
Não existe injustiça nas leis de Deus. É a lei de causa e efeito se manifestando e fazendo com que os desafetos se harmonizem. Se a vida é uma escola, então a família é a sala de aula e os nossos parentes são os nossos professores!

AS CILADAS FAMILIARES

Como as famílias são aglomerados reunidos pela lei de causa e efeito, pode-se concluir que há sempre muitos desafios para serem compreendidos. O primeiro deles é que existe uma missão principal em toda família: a harmonização nas relações.
Quando a vida na Terra se desenrola com o passar dos anos, uma família passa por situações naturais que geram as projeções. Essas projeções podem ser tornar elementos de muita discórdia e conflitos se não forem analisadas com a ótica do espírito. Normalmente, tudo isso ocorre pela ação arrasadora do ciúmes, das cobranças, das carências e dos medos.
Essas são emoções muito comumente afloradas no seio familiar. Se as emoções afloradas em cada situação não forem tratadas e analisadas com um olhar superior, com foco no amor, na tolerância e no perdão, os aglomerados kármicos tendem a ficar cada vez piores.
Em muitos casos, as emoções inferiores se revelam em situações comuns, o clima psíquico da família fica pesado e facilmente atrai espíritos desequilibrados em sintonia com os acontecimentos. A consequência é que além dos problemas comuns que a família vem enfrentando, ela passará a acumular outros agravantes no campo espiritual.
Situações assim acontecem com grande frequência quando há a negligência espiritual dos indivíduos daquele grupo familiar, pessoas normalmente alienadas de suas missões e verdades espirituais.
Cair nas ciladas dos laços familiares é deixar que as emoções negativas afloradas nas relações intoxiquem a visão espiritual dos fatos. Isso acontece quando estamos tão distantes de nós mesmos pela intoxicação gerada pelo egoísmo, pelo materialismo a pela corrida diária pela sobrevivência no modelo mundial de vida, que não nos damos conta de que somos espíritos reencarnando há milênios, por consequência dos mesmos erros causados pelo egoísmo e pela alienação espiritual.

A ANTIPATIA ESPECÍFICA

No ambiente familiar, os conflitos são comuns por conta do afloramento natural da inferioridade emocionais que surgem, contudo, em alguns casos há um nível mais intenso de implicância e antipatia. Notadamente esses casos revelam laços negativos de vidas passadas se mostrando.
E, embora esses casos sejam muito complicados, são eles o reveladores da necessidade se envolver com doses extras de amor e perdão. Nesses casos específicos, uma pessoa consciente das verdades espirituais precisa saber dar mais atenção, mais respeito, mais tolerância e mais amor para que os laços negativos sejam desfeitos, porque casos como esse revelam um grande potencial de libertação.

Avalie a sua família neste instante, pense nas pessoas que você tem mais conflitos ou implicância, então entenda que você pode estar desperdiçando uma incrível chance de promover uma cura espiritual. Olhe cada situação como essa com mais amor e com mais dedicação, no sentido da necessidade que você tem de se harmonizar com aquela pessoa.

O EFEITO REDENTOR DA ORAÇÃO NO LAR

Os conflitos quando surgem, indicam que os laços do passados estão se mostrando na experiência atual, contudo, aquele grupo familiar não está entendendo os aprendizados necessários. Como o clima psíquico fica pesado, a ação devastadora da discórdia atrais mais espíritos em desarmonia para aquele ambiente familiar e a situação piora.
A prática da oração no lar, realizado periodicamente pela família, pode produzir uma terapia profundamente eficiente em todos os membros da família, bem como, em toda a atmosfera espiritual relacionada.
Assim sendo, o início do processo de cura dos laços familiares negativos pode acontecer pela simples prática do evangelho no lar, em que a presença de energias balsâmicas ancoradas nas orações, e a ação dos benfeitores espirituais, poderá direcionar a sintonia daquela família na direção da harmonização dos laços.

ENTENDER A MISSÃO

A família reúne espíritos que estão em processos evolutivos muito semelhantes e também que possuem situações de vidas passadas que precisam ser resgatadas entre os integrantes. A proximidade que a família gera entre as pessoas é a força necessária para que as situações redentoras ocorram.
Desta forma, antigos inimigos de outras vidas podem reencarnar em uma nova experiência como mãe e filho, pai e filha, marido e mulher, irmão ou irmã. O grau de parentesco surge naturalmente por conta da ação de leis naturais que constroem a melhor condição para que os aprendizados ocorram e para que o amor supere o medo, a dor e o rancor.
Para que você seja feliz na sua família, você precisará avaliar com calma e leveza todas as relações familiares como desafios evolutivos, e a partir disso aprender oferecer muito amor, perdão, gratidão, aceitação e paciência em cada situação e em cada conflito.
Acima de tudo, a lição maior é aprender a identificar em você quais emoções negativas são afloradas em cada situação familiar.
Avalie criteriosamente as emoções negativas que cada familiar desperta em você. Compreenda com atenção que cada um é gatilho seu, pois tem a capacidade de aflorar da sua alma emoções que você precisa curar.
Perceba que ninguém é culpado pela sua mágoa, pois ela já existia em você e foi apenas acordada naquela situação gatilho. Perceba que ninguém é responsável pela sua irritação, pois já existia na sua alma, foi apenas alguém que despertou ela em você.
Portanto descubra que cada relação familiar pode afetar você porque você tem as emoções negativas que essas pessoas acionam. Quando você se conscientizar que é você quem precisa curar-se primeiro e que der a atenção devida para a sua reforma íntima, a sua relação familiar irá dar um grande salto positivo. Tudo gira em torno da sua dedicação em viver uma vida com o foco na sua real missão, que é a evolução espiritual.

SER E ESTAR

Ele não é o seu pai, mas é um espírito que reencarnou como seu pai, e está seu pai, pela necessidade que existe de que esse grau de parentesco gere mais amor e mais harmonia.

Ela não é a sua filha, mas é um espírito que está sua filha, e assim reencarnou pela necessidade que existe de que esse grau de parentesco gere mais amor e mais harmonia.
Ele não é o seu irmão, mas está seu irmão pela necessidade que existe de que esse grau de parentesco gere mais amor e mais harmonia.
Quando você considera que ele é “seu” filho, “seu” irmão, “seu” pai, cai na armadilha da ilusão, enfrenta sofrimento e ao invés de soltar os laços negativos gerados pela lei de causa e efeito, acabam que por amarrando ainda mais as coisas.
Você só irá se libertar se entender que você não é o que é, mas está o que é.
Você é um espírito que está pai, está filho, está irmão, está homem ou mulher, está negro ou branco, está alto ou baixo, está velho ou novo.
Não se iluda você não é o seu corpo, você está nele!

A MISSÃO DE CADA UM

O segredo da harmonia familiar é o respeito entre as partes.
Quando você quer que o outro se comporte de um jeito que você acha que seja o certo, por mais que pareça realmente que você sabe o que é o melhor para a outra pessoa, então você começa a sobrecarregar as relações.
Quando você não entende a decisão do outro, você sobrecarrega as relações.
Quando você critica, você armazena conflitos, quando você se magoa e não perdoa, você cai nas ciladas e prejudica a atmosfera espiritual das relações.
Quando o integrante da família ainda é jovem, portanto ainda não alcançou a maioridade, é de se esperara que os seus pais sejam mais participativos na sua educação.

 

 

http://stelalecocq.blogspot.com/2013/11/as-ciladas-e-os-lacos-familiares-como.html

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os Maleficios do Alcool

 
 
 
Texto de Maria Ferreira da Silva 




em 16 Out 2013


 
Finalmente vemos tomadas medidas sérias sobre o consumo do álcool a nível nacional e nternacional. Poderia dizer-se que é tarde, mas como diz o ditado: «mais vale tarde do que nunca». 

Tarde no sentido de que já muitos seres se arruinaram psíquica e intelectualmente com tão nefasto vício, verdadeiro flagelo da humanidade. Não exagero, apenas sou realista quanto às consequências destruidoras das capacidades mentais do ser humano que o álcool provoca, seja de que forma for ingerido: vinho branco ou tinto, cerveja ou bebidas altamente sofisticadas (misturas), que se vão inventando para que o consumo se mantenha e seja rentável. Infelizmente, quem estimula o seu consumo, assim como quem o consome, está a ditar a sua própria sentença... 

Se o país tem tanta gente depressiva, a este deplorável vício se deve, pois a ele se recorre para instantaneamente se apaziguarem os sentimentos e emoções que perturbam. Sim, não se bebe porque se está depressivo. Esse estado na maior parte dos casos é já fruto do hábito do álcool e não o contrário – bebe-se por hábito social e como já referi em inúmeros artigos de alerta para este problema, beber é de “bom-tom”. E assim um bom vinho à mesa, ou fora dela, como forma de criar ambiente e certa boa disposição, vai encobrindo problemas pessoais de frustrações, causados na maior parte das vezes por uma forma incorrecta de viver, começando pela má alimentação, ambições excessivas ou mesmo mau carácter. A fuga a si próprio resolve-se bebendo. O álcool acaba por ser para muitas pessoas uma auto-medicação para o sindroma da ansiedade. E anos a fio, naquele hábito em que as pessoas pensam que não faz mal, afectam lentamente o cérebro e as capacidades mentais vão ficando seriamente danificadas ou mesmo destruídas. É de se lamentar as pessoas quererem sentir-se bem num instante de prazer, a troco da destruição física, psíquica e o mais grave espiritual para o resto da vida ou mesmo para muitas vidas... 
Depois de muitos anos nesse hábito, mesmo quando se pára, são precisos alguns anos para que a recuperação psicossomática se faça.

Uma mente sã é aquela que tem claridade no pensar. Ora o consumo do álcool destrói esta capacidade criando a confusão mental. A confusão leva ao mau estar, mesmo à infelicidade, criando o inevitável sofrimento e para sair disto, o tomar-se um copo de qualquer bebida alcoólica tem um efeito imediato no funcionamento cerebral, obrigando a impulsos no cérebro fora do funcionamento normal que mais desgastam os processos naturais.
Vivemos num mundo e numa fase desgastante em que a lei do mais fácil prevalece, numa fuga ao olhar de frente os problemas, ou não aceitando aquilo que a vida nos coloca e do qual não gostamos. O álcool consumido muito ou pouco é o hábito mais nefasto para a mente, pois destrói o maior bem do ser humano que é a capacidade de “ser Consciente”! A evolução espiritual e mental da humanidade é o caminho da auto-consciência, o álcool tem uma função inversa: inconsciência de si!

Os processos internos da ansiedade que no fundo afectam qualquer ser humano, resolvem-se pelo estado consciente de observar-se a si mesmo quando tal sentimento se instala que, embora subtil, por vezes (não se sabe porquê), pode-se a pessoa aperceber dela, nomeadamente quando a mente busca algo que venha em socorro da perturbação psíquica que está a sentir (pressão mental), levando a gestos imediatos como comer, geralmente fora de horas ou excessivamente às refeições, bem como chocolates e bebidas estimulantes; como ainda procurar saída por outras vias que levam ao desgaste inútil de energias.

A ansiedade ou outro tipo de emoções perturbadores resolvem-se quando se encontra o objectivo interno espiritual pois é nessa direcção que a vida tem o seu propósito, onde a mudança de atitude, correspondendo aos anseios da Alma, encontra a tão procurada paz: aquele benefício que dá um sentido à vida…
Mas como educar agora os jovens, para que não venham a cair na mesma ilusão das gerações anteriores? Com campanhas de alerta e educativas, apontando os males que daí advêm para a saúde, especialmente no cérebro, trabalho de informação onde a medicina tem um papel preponderante.
Congratulamo-nos com as novas regras a nível nacional e europeu sobre o consumo do álcool.

Maria Ferreira da Silva

SpiritusSite


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fazer o bem melhora sua genética e sua saúde


Caros Amigos

Mais um interessante texto de Sérgio Scabia que nos indica algo que há muito pressentimos que a saúde tem uma correlação directa com o bem que se prodiga aos outros e consequentemente a nós próprios. Seguindo a linha que há muito nos indicou o monje budista Matthieu Ricard, este artigo apresenta-nos as “provas cientificas” para aqueles que delas precisem.
Boa leitura

 

Fazer o bem melhora sua genética e sua saúde

:: Sergio Scabia ::
Imagine viver em total plenitude sua vida sem precisar usar remédios, resistindo bravamente a toda sorte de vírus e outras ameaças transmitidas pelo ar ou pelo contacto, ficar dezenas de anos sem precisar tomar injecções... economizar as onerosas despesas com planos de saúde em vez de realizar aquela viagem tão desejada e merecida... Não se trata de mais uma utopia e nem de mera sorte; a fórmula parece ser bem simples e prática: aplicar o "Fazer o bem" à sua vida.
Assisti casualmente (na realidade, o Universo conspira sem parar, basta estar receptivo) faz uns dez dias, a uma reportagem da Globo News na qual o correspondente de Nova York, Jorge Pontual, trazia a informação promissora com os resultados de uma pesquisa extremamente interessante realizada por Steven Cole, um pesquisador da UCLA (Universidade da Califórnia - Los Angeles).
Não foi fácil encontrar pela busca na Web o vídeo do programa e menos ainda -com base na fala de Pontual- o texto original com o resumo da pesquisa, publicado em 02 de Agosto de 2013, no site do Medical News Today.

A pesquisa
Cole, o cientista americano, dirige um time de especialistas que examinou 21.000 genomas de humanos com referência a duas diferentes classificações de felicidade:
- O bem-estar altruísta - o tipo de felicidade associado a um "profundo propósito e sentido da vida".
- O bem-estar egoísta - o tipo de felicidade associado unicamente a uma total gratificação pessoal.

 80 pessoas adultas pertencentes aos dois tipos foram testadas levando em consideração potenciais psicológicos negativos e elementos comportamentais. Amostras de sangue foram retiradas, mapeando os vários efeitos biológicos dos altruístas e dos egoístas, utilizando um perfil de expressão genética chamado CTRA, algo como "resposta transcricional permanente à adversidade". O CTRA é uma mudança associada a um aumento da inflamação e uma diminuição nas actividades antivirais com os genes. Esta resposta, observa Steven Cole, provavelmente evoluiu para ajudar o sistema imunológico, na sequência da mudança de padrões, tais como ameaças microbianas que acompanham a mudança das condições sócia ambientais - por exemplo, conflito social e de contacto.
O estudo mostrou que as pessoas que tinham níveis elevados de "bem-estar altruísta" tinham baixos níveis de manifestação do gene inflamatório e exibiam abundância de genes antivirais e anticorpos.
O oposto é verdadeiro para as pessoas que tinham altos níveis de bem-estar egoísta - resultando em alta da inflamação e baixa manifestação antiviral e de anticorpos.
Steven Cole e sua equipe vêm estudando durante os últimos 10 anos como o genoma humano reage à "psicologia negativa", incluindo estresse, sofrimento e medo. Ele observa que "na sociedade contemporânea, em nosso ambiente muito diferente, a activação crónica por ameaças sociais ou simbólicas pode promover a inflamação e causar doenças cardiovasculares, neuro degenerativas e outras, além disso pode prejudicar a resistência às infecções virais".
Este recente estudo, que foi publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências é o primeiro de seu tipo para conhecer os efeitos da psicologia positiva sobre a expressão genética. Embora os participantes do estudo com bem-estar altruísta tivessem perfis genéticos positivos em suas células do sistema imunológico e os do "bem-estar egoísta" tivessem perfis mais adversos, salienta Cole, que ambos os grupos não percebiam, nem sentiam nada diferente. Ambos os grupos tinham níveis semelhantes de positividade, mas seus genomas responderam de forma bastante diferente.

 Cole acrescenta:
"O que este estudo nos diz é que, fazendo o bem e sentir-se bem tem efeitos muito diferentes sobre o genoma humano, apesar de gerar níveis semelhantes de emoção positiva.
Aparentemente, o genoma humano é muito mais sensível a diferentes formas de alcançar a felicidade do que as nossas mentes conscientes".
A fé sem obras não é nada.
Quantos sábios nos alertaram sobre as maravilhas do amor incondicional, a importância da caridade, a necessidade de exercer a compaixão para com nossos semelhantes!
É uma pena que a grande imprensa não tenha dado a devida importância a esta preciosa e estimulante pesquisa divulgando-a com destaque, mais ainda, tendo o aval de uma respeitada Universidade norte-americana.
Ressalto aqui a importância --e a responsabilidade-- de divulgarmos a verdade, aquele essencial conhecimento --como o aqui relatado-- que tanto pode ajudar o próximo e, sendo devidamente espalhado, melhorar também o ambiente à nossa volta, multiplicando as boas acções e vindo a proporcionar a verdadeira felicidade, a que brota do coração, da percepção da Unidade do Todo que está em tudo!
Talvez seja preciso o estímulo da saúde perfeita para motivar as pessoas a optar por atitudes e frases do tipo: "Posso ajudar?" - "V. precisa de alguma coisa?" - "V. está bem?".

Sérgio Scabia
 

 

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

“O Riso do Sábio” de Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov





XIII Capítulo: PARA QUE O VOSSO NOME SEJA INSCRITO NO LIVRO DA VIDA

Em várias passagens da Bíblia, menciona-se um livro chamado “livro da vida”. Nesse livro, que é, evidentemente, um símbolo, estão inscritos nomes e é referido, por exemplo: «Que eles sejam apagados do livro da vida; que eles não sejam inscritos com os justos.» Ou então: «O nome do vencedor jamais será apagado do livro da vida e eu proclamarei o seu nome perante o meu Pai e perante os seus anjos.»
Vós perguntareis: «Mas como podemos nós saber se o nosso nome está inscrito no livro da vida?» Para responder a esta questão, eu uso apenas uma comparação: sabeis se o vosso nome está inscrito nesse livro exactamente da mesma forma que sabeis se ele está inscrito nos registos de uma organização ou de um serviço público. Quando desejais fazer a assinatura de um jornal, uma secretária anota o vosso nome e a vossa morada e depois, todos os dias, o carteiro coloca a nova edição desse jornal na vossa caixa de correio. Se mudais de residência, dais essa indicação e o jornal passa a ser enviado para a nova morada.
Se recebeis todos os dias esse jornal, é porque o vosso nome está inscrito algures num ficheiro. Do mesmo modo, quando o vosso nome está inscrito no alto, no livro da vida, é como se tivésseis feito a assinatura de um jornal, mas um jornal muito especial que se destina à vossa alma e ao vosso espírito e que vos traz, em cada dia, um novo saber, uma melhor compreensão das coisas, a paz, a luz e a alegria. Então, bem-aventurados aqueles cujo nome está inscrito no livro da vida!
Não se pode esquecer aqueles que figuram numa lista; os humanos, que estão sempre a criar e a manter registos, sabem bem disso. A diferença entre os registos celestes e os registos terrestres é que, para figurar nos primeiros, não basta fazer um pedido; é necessário merecer isso pelo seu trabalho, pelos seus esforços, e então, mesmo sem se pedir o que quer que seja, fica-se inscrito. Quem não trabalha não fica inscrito em parte alguma nem recebe nada. Só lhe resta fazer como aquele homem que achava que o considerariam uma pessoa distinta se tivesse cartões de visita, mas, como não tinha títulos honoríficos para inscrever neles, mandou pôr a seguir ao seu nome a menção... “cliente da companhia de gás e electricidade”! Sim, isso também é uma “assinatura”!*
* A palavra francesa “abonnement”, usada aqui pelo autor, significa “assinatura” mas também “contrato de fornecimento”. (N. R.)
Para que o vosso nome seja inscrito...
Mas também deveis compreender que, se o livro da vida não é um verdadeiro livro, o nome inscrito nesse livro também não é o vosso nome de cidadão. O livro da vida é um símbolo do universo e, quando se diz que nele estão inscritos nomes, é porque, do ponto de vista da ciência espiritual, o nome exprime a quinta-essência de uma criatura, é uma síntese de todo o seu ser.
Uma passagem dos Evangelhos refere que os discípulos vieram dizer a Jesus: «Senhor, os demónios submeteram-nos em teu nome», e Jesus respondeu-lhes: «Pois bem, eu dei-vos o poder de caminhar sobre as serpentes e os escorpiões e sobre todo o poder do inimigo; e nada poderá fazer-vos mal. Contudo, não vos regozijeis por os espíritos vos terem submetido, regozijai-vos antes pelo facto de os vossos nomes estarem inscritos nos céus.» Os nomes serem inscritos nos céus ou no livro da vida significa exactamente a mesma coisa. Mas o que tinham os discípulos compreendido destas palavras de Jesus? Se eles tivessem compreendido, teriam tido uma outra atitude no momento da sua prisão no jardim do Gethsémani. Ora, está escrito que, nesse momento, «todos os discípulos o abandonaram e fugiram».
Caminhar sobre as serpentes e os escorpiões é, evidentemente, uma imagem que representa a vitória sobre «o poder do inimigo». «E nada poderá fazer-vos mal», acrescenta Jesus. Mas os discípulos não estavam preparados, estavam ainda muito agarrados à terra, eram muito sensíveis às seduções do mundo. Como podiam eles suportar ver o seu Mestre preso como um malfeitor, quando esperavam vê-lo triunfante? Baseando-se numa profecia de Zacarias, eles acreditavam que ele era o rei dos Judeus que estava anunciado: não era ele da linhagem do rei David? E se Jesus se tornasse rei teria poder, um poder que partilharia com eles. Mas Jesus não tinha qualquer ambição terrestre.
Quando compareceu perante Pilatos e este lhe perguntou «És tu o rei dos Judeus?», ele respondeu apenas: «Tu o dizes.» Para Jesus, a verdadeira realeza era a realeza celeste, ele não confundia os bens temporais com os bens espirituais, como se pode ver no episódio em que os fariseus o interrogam sobre o imposto devido a César. E ele também não confundia a glória humana com a glória divina. Então, se quereis tornar-vos um verdadeiro discípulo de Jesus, fazei vós também por não confundir a terra com o Céu. E sobretudo nunca penseis que um compromisso espiritual vos trará vantagens materiais.
Alguns ficam surpreendidos com o facto de os discípulos de Jesus não se terem mostrado à altura do seu Mestre; eles pensam até que, no lugar deles, teriam tido um comportamento mais nobre e corajoso. Pois bem, isso não é garantido! Nada é mais difícil para o ser humano do que desapegar-se da sua natureza inferior, pois ela mergulha as suas raízes na matéria e teme, acima de tudo, aquilo que ameaça a sua segurança, o seu conforto, o seu prestígio, etc. As pessoas consideram-se altruístas, fortes e corajosas, mas, quando chegam as tentações ou as provações sob uma forma que elas não esperavam, sucumbem.
Ter o seu nome inscrito nos céus... ou no livro da vida, nada é comparável com isto, nem o poder, nem as riquezas, nem a glória... Nada mais, diz Jesus, deve regozijar-nos, e é por isso que devemos trabalhar pondo-nos ao serviço de uma ideia sublime, o Reino de Deus na terra, para que todos os seres humanos vivam na paz, na abundância e na luz. Sim, todos e não somente alguns, como acontece presentemente. Como é que pessoas que se dizem esclarecidas podem aceitar esta situação? Nós só representamos algo de grande e de belo na medida em que fazemos alguma coisa pela colectividade, por toda a humanidade; só nessas circunstâncias é que assumimos o nosso verdadeiro valor, pois tornamo-nos colaboradores do próprio Deus.
O sábio trabalha para o bem da colectividade, é um obreiro no campo do Senhor. Os espíritos luminosos aproximam-se dele para o marcarem com o seu selo e, uma vez marcado, é como se ele estivesse inscrito numa lista; junto ao seu nome é anotado o que lhe é devido e, em cada dia, ele recebe uma correspondência ou, melhor dizendo, um “salário”. Esse salário assume diversas formas: força para o espírito, dilatação para a alma, luz para o intelecto, calor para o coração, saúde para o corpo físico. Podemos usar ainda uma outra imagem e dizer que ele está ligado a uma espécie de central eléctrica: pelos fios que o ligam a ela descem correntes que, penetrando nele, fazem funcionar os seus aparelhos psíquicos e espirituais.
Numa casa, há imensos aparelhos que é possível pôr a funcionar ligando-os a tomadas eléctricas: lâmpadas, radiadores, forno, ferro de engomar, assador, aparelhos de rádio e de televisão, máquina de lavar!... Imensas actividades são possíveis graças à corrente eléctrica distribuída por uma central! Acontece o mesmo convosco se os vossos receptores estiverem em bom estado de funcionamento: graças à corrente celeste, toda uma vida interior desperta e é activada.
Mas há tantas pessoas que se assemelham a edifícios quando falha a electricidade! Os elevadores, a iluminação, tudo para de funcionar. Porquê? Porque nem o fio ligado entre elas e o Céu nem o livro da vida lhes interessam. Para elas só contam as realizações visíveis e tangíveis, o dinheiro. Sim, mas, no fim de contas, o dinheiro servir-lhes-á sobretudo para arranjarem um bom lugar no hospital ou no cemitério.
Pelos vossos sentimentos, pelos vossos pensamentos e pelos vossos actos, esforçai-vos por participar na vida divina e por expandir essa vida por tudo o que vos rodeia: o vosso nome será inscrito nos céus e nunca mais sereis privados de nada. Mas, enquanto o vosso nome não estiver inscrito, como quereis que as entidades celestes que folheiam o livro da vida vos conheçam para vos enviarem as suas bênçãos? Para onde podem elas enviá-las, se o vosso nome não está registado em parte alguma no alto? Sim, é exactamente como na terra: quando o vosso nome é conhecido e está registado, recebeis a correspondência, o dinheiro. Vós conheceis bem isso: os seguros, as pensões, etc.
Tornai-vos, pois, colaboradores do trabalho divino, obreiros do Reino de Deus, para que o vosso nome seja registado no livro da vida. Sim, e que aqueles que ainda não recebem nada, que se sentem pobres, abandonados, miseráveis, saibam que nunca é tarde demais para se tornarem dignos de aí se inscreverem. Os Evangelhos referem que Jesus foi crucificado entre dois malfeitores. Mas, enquanto um deles o provocava fazendo troça dele, o outro, que tinha sentido na sua alma a excepcional grandeza de Jesus, dirigiu-lhe este pedido: «Lembra-te de mim quando estiveres no teu reino.» E Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo, hoje mesmo estarás comigo no paraíso.» 


Este é um trecho do livro O Riso do Sábio de Mestre Omraam gentilmente cedido por Publicações Maitreya que pela primeira vez edita este livro em português.

O Livro Tibetano dos Mortos - (Leitura recomendada)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Prisioneiro da própria criatividade!


 

 
por Vera Ghimel -

 

Achamos muitas vezes que estamos vivendo a nossa espontaneidade e, na verdade, estamos criando, a todo momento, uma prisão móvel.

Isso pode ser percebido, por exemplo, quando você tem um cão e ele reage agressivamente, quando do seu lado, por onde passa. Você, na verdade, está passando para ele a sua insegurança e o seu desconforto com o novo, com o imponderável. Os animais são por natureza dóceis e o cachorro não foge a essa regra. Quando lemos notícias de incidentes entre cachorros ou cachorros e pessoas, pode ter certeza que o animal está sofrendo uma interferência de seu tratador. Isso acontece também com os gatos, mas é no cachorro que vemos isso melhor. Os animais, principalmente os domésticos, são preciosos amigos que nos trazem informações sobre a nossa forma de ser e de reagir. Excepcionais companheiros de viagem que reencontraremos por ocasião de nosso desencarne, e isso me foi assegurado pelos meus guardiões.

Tudo o que se refere a nós, objectos, pessoas, bichos, reage de acordo com a nossa forma de agir e de pensar. Curar o que for em nossa vida requer uma percepção do que está sendo mostrado do lado de fora, até mesmo a reacção de amigos, de bichos, de parentes. Uma vez me pediram socorro espiritual para um cachorro com câncer no pulmão e eu, sem saber nada sobre quem o cuidava, adiantei que a pessoa deveria parar de fumar, pois o cachorro estava com o câncer que ela deveria ter. Se essa pessoa amasse realmente o seu cão, deveria parar de fumar, pois assim o cachorro se curaria. Ela não quis parar de consumir três maços de cigarro diários e o seu cachorro morreu. Isso vale como sugestão para os veterinários, pois eu defendo a tese que um animal está doente porque o seu dono está. E isso tem que ser falado ao dono. Que ele cuide de si para curar o seu animal de estimação. Os animais não são por natureza doentes, eles absorvem a doença do meio em que vivem.

Toda a criatividade que pensamos ter e usar, muitas vezes é uma distorção de realidade e de crenças. O Ego faz um papel de agente de distração levando-nos a concluir coisas que nem sempre são as verdadeiras. Ele nos distancia de nós mesmos, ao contrário do que muitos acham.

Um acontecimento pode ter centenas ou até milhares de conclusões, mas é o "seu olhar" que dará a ele a conclusão personalizada, aquela que leva o seu nome. E como sair dessa cilada em que tudo depende da forma com que você vê? Basta não conduzir a  conclusão do facto pelo seu julgamento. Não se antecipe "achando alguma coisa" que invariavelmente você estará escolhendo um roteiro definitivo para aquele acontecimento que se aproximou de você. Entregue à Suprema Inteligência, ao Criador, à Sabedoria Divina, a Deus, ou ao nome que você especifica a sua real essência e deixe que essa energia escolha o melhor final para esse história. Julgar, achar, induzir um final para qualquer experiência é aprisionar a criatividade que habita em você e que pode te libertar dos grilhões da individualidade do Ego que só te faz infeliz!

 

 
Vera Ghimel

Por que muitas terapias não curam?


 
Muitos buscam a terapia holística e espiritual só após já terem passado pela medicina e pela psicologia ocidental, sem obter os resultados esperados.

Essas pessoas têm uma tendência a criar uma expectativa ilusória que a terapia complementar e a espiritualidade apresentarão uma fórmula milagrosa para transformar suas vidas. Seja qual for a terapia que escolham, logo estão decepcionadas com a falta de resultados e consideram como ineficiente os  recursos terapêuticos utilizados.

Durante minha experiência terapêutica, pude observar com clareza o processo que conduz a pessoa do estado de expectativa para estado de frustração.

A terapia transpessoal e holística busca complementar os tratamentos convencionais e actua nas dimensões mais subtis, como no corpo energético, por exemplo, que é a matriz do corpo físico.

Alterando a matriz energética se tem a possibilidade de reestruturar o corpo físico. Isso, porém, não impede que a causa da enfermidade ou desequilíbrio continue a minar a pessoa, que após um período de "saúde", volta a adoecer.

A obtenção da cura definitiva não ocorre enquanto não se expurgar e enfrentar a verdadeira causa do desequilíbrio.

A causa de todo sofrimento, seja nos corpos físico, energético, emocional, mental ou espiritual, será tratada definitivamente somente com a participação da própria pessoa que está em desequilíbrio, como agente principal da cura.
Buscar passes magnéticos, aconselhamento espiritual e terapias alternativas sempre são muito importantes, mas de nada adiantarão os tratamentos se a pessoa estiver refractária a eles.

Não existe nenhuma fórmula mágica. O caminho da cura é a capacidade interior que todos trazemos de nos transformarmos.

Num aconselhamento espiritual, a maioria dos consulentes traz em seus questionamentos uma expectativa ilusória. Eles pretendem ouvir algo que lhes aprove suas condutas. Eles esperam determinadas respostas às suas questões.

Mas, quando se trata de um aconselhamento sério e imparcial, quase sempre, há uma enorme frustração por conta do consulente, que não previu uma resposta diferente daquilo que gostaria de ouvir.

Não temos o poder de mudar ou transformar ninguém sem que a pessoa seja retirada de sua zona de conforto. Seja qual for a terapia, ela só obterá sucesso definitivo com a participação integral daquele que a recebe.

Se fôssemos mais atentos à nossa vida diária, aos nossos pensamentos e atitudes, não haveria a necessidade de buscarmos terapias alternativas para nos auxiliar em nossos problemas.

Estar atento requer vontade própria e foco. Existem terapeutas e terapias maravilhosas, mas infelizmente, não conseguem penetrar as entranhas da pessoa pela força.

Tanto o terapeuta quanto o cliente têm que vivenciar o processo terapêutico conscientes da responsabilidade que cabe a cada um. O terapeuta é o ser compassivo que munido de uma lanterna, dá as mãos para o cliente e segue junto com ele o caminho do autoconhecimento e da transformação.

Existem dois tipos de terapias: aquela que apenas escuta, não interfere e passa a mão na cabeça do paciente e a outra que sacode o consulente, dá-lhe uma tapa na cara e pede para que ele acorde!

A doença e o sofrimento têm como objectivo alertar e fazer com que a pessoa saia desse estado de morbidez.

"Eu não estou aqui para preencher suas expectativas. Se eu preencher suas expectativas eu nunca serei capaz de transformá-lo. Eu estou aqui para lhe dar um choque. E nessas experiências chocantes sua mente vai parar. Você não será capaz de saber o que aconteceu, e esse é o ponto onde algo novo entra em você". Osho

Om Shan

Nadya Prem


 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Profunda reflexão


Horizontes da Marta


 

Agradeço esta partilha que muito me tocou. Recentemente também vivi uma experiência de uma doença súbita que alterou muito a minha forma de vida.

Fez-me parar. Pensar no que realmente queria da vida. Depois da fase inicial de revolta, daquela pergunta quase obrigatória "porquê eu meu Deus? Logo eu que não faço mal a ninguém?" fui aprendendo a conviver com as limitações e o desconforto.

Um dia de cada vez. Todos os dias o azedume vai tornando-se mais fraco e a revolta inicial começa a ter outra faceta.

Um improvável sentimento de gratidão pelo que aconteceu. Pela doença que me fez parar e rever tudo. Como dizia uma amiga brasileira, obrigou-me a uma "freagem de arrumação" e repensar toda a vida. Não é fácil. Às vezes a revolta instala-se sem aviso, o desconforto e limitação física tira-nos a serenidade. Mas no dia seguinte já estamos melhor.

As pequenas vitórias tornam-se imensas. Aquilo que dávamos como um dado adquirido ganha novo significado. Limpar os pés depois de um banho, passear a cachorra, baixar-me para apanhar um objecto do chão. E um dia destes vou voltar a correr atrás da minha cachorra! Este testemunho mais do que uma lição de vida, é um hino à própria vida! Resume de uma forma simples a maior das verdades: "quando me libertei daquilo que achava que devia ser, fui capaz de criar uma vida nova!". É esse o meu propósito hoje e agradeço por ter sido alertada a tempo.

 

 

 Marta Sobral

 

 

 

 



 

O Livro Peregrino






Neste início de semana lanço um convite ou o terno desafio para se juntarem à ideia do 

"Livro Peregrino"

Esta nada mais é que uma partilha de energia numa forma deliciosamente diferente. 
Concretamente a ideia compõe-se do seguinte: 
No próximo dia 11 (sexta-feira) cada um de nós escolhe um livro da sua estante, recomendo que seja um livro da nossa preferência, carregado com o nosso afecto e gratidão e que o deixemos "esquecido" em qualquer lugar público para que ele seja achado por outra pessoa.
A ideia é criar um caminho que o nosso livro irá percorrer, em que se irá juntar a muitos outros livros peregrinos, símbolos de generosidade e fraternidade.
Claro que além do livro devemos deixar um texto que explique a ideia e que cada um possa perceber que pode tornar-se mais um aderente a esta singela ideia tão cheia de significado.
Envio de seguida e também em anexo um pequeno texto que idealizei e que pode ser impresso em forma de marcador de livro, podem fazer uso dele ou criarem o vosso próprio texto. Segue também um cartaz que podem imprimir e colocar nos locais de trabalho ou outros.
Este abraço, dado através de um livro a alguém que nunca vimos terá a dimensão da nossa generosidade em reenviar esta  informação a tantos quantos pudermos e pelos mais diversos meios.
As crianças e os jovens vão com certeza adorar fazer parte deste jogo de ternura. 
Vamos lá amigos? no dia 11 de Outubro ou nos dias subsequentes entregar ao mundo uma onda de amor fraterno através do nosso Livro Peregrino.

Paz e Luz em todos os corações

Adelina


O Livro Peregrino
Este livro não ficou esquecido, deixei-o ficar para ti, sim para ti que o encontras-te!
Acolhe-o como se acolhe um amigo, lê-o, e que ele te transmita o mundo de emoções e saberes que com ele aprendi.
Depois, seja esse ou outro que tenhas, junta-te à ideia, e deixa um livro “esquecido” em qualquer lugar público, num banco de jardim, na cadeira do cinema, no autocarro, na mesa do café, ou em qualquer outro lugar que escolhas. Lembra é de deixares este texto, ou outro de tua autoria, para que a pessoa que encontre o teu livro perceba a ideia e se possa juntar a ela.
Já imaginaste que ele pode dar a volta ao mundo? Que um dia em qualquer lugar longínquo, alguém vai encontrar o teu livro…e ainda que desconheça o idioma, essa pessoa vai sentir o teu toque fraterno.
Vamos abrir caminho para o livro peregrino. Deixa que a tua mão toque o coração de alguém.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

OS ESQUECIDOS DOS HOMENS, LEMBRETES DE DEUS.


" Que difícil é a vida dos homens, eles não têm asas para voar por cima das coisas más"

Sophia de Mello Breyner