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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

MISSÃO DE ALMA - A POLARIDADE DO SEXO NUMA VIDA DE MUITAS EXISTÊNCIAS



A Alma enquanto uma dimensão personalizada do Espírito Universal, de quem emana e de quem se autonomizou, tem como Missão de Vida e da sua própria existência trazer Luz à densidade do plano material. Para tal, a Alma, que provém de uma dimensão onde tudo é Uno, onde tudo é Luz, terá de aprender a viver na dualidade/polaridade da matéria.
A Alma vive no Espírito individualizado que habita em cada ser humano e a sua aprendizagem na matéria, para cumprir a sua Missão de trazer luz a esta dimensão, vai ser feita ao longo de sucessivas encarnações, onde terá de experimentar todas as manifestações da dualidade física: vai nascer pobre e rica, bonita e feia, audaz e insegura, atlética e deficiente, europeia, asiática, americana, indígena ……. E mais importante de tudo Homem ou Mulher. Temos de aprender de todos os lados, colocarmo-nos no lugar do outro, que em outra vida não mereceu a nossa compaixão e foi alvo da nossa crítica e julgamento, com quem contraímos dívidas cármicas.  Só experimentando tudo, mudando de religião, raça, posição económica e de sexo, poderemos evoluir na aprendizagem inerente à nossa Missão de Espírito Encarnado, cada um à sua velocidade.
O sexo (e utilizo esta palavra propositadamente, em vez de género, porque nascemos com um sexo definido pelas caracteristicas biológicas e físicas do corpo onde habita o espírito) é a manifestação no próprio Homem da polaridade que existe na matéria: só enquanto encarnado o Espírito vivencia esta polaridade, escolhendo um ou outro sexo em cada encarnação, de acordo com o seu plano encarnatório, que ele próprio escolhe e planeia do outro lado do véu, em função de dois factores essenciais: os desafios que precisa vivenciar para transmutar a densidade que acumulou em si, desde aquele momento inicial em que desceu das estrelas para a matéria; o contributo que pode dar à vida na matéria como um farol de luz, nas concretas circunstâncias de vida que escolheu e que aceitou como o laboratório de mais uma encarnação. O Espírito não tem sexo, e muito menos género, porque na dimensão de onde provém e onde retorna no fim de cada vida Tudo é UNO. Enquanto Espírito encarnado num corpo, nascerá Homem ou Mulher, em função do compromisso que aceitou do outro lado do véu. Negar esta realidade é reduzir o Homem (nascido homem ou mulher) a uma dimensão material, de ser instintivo, que abdica da sua essência de ser divino, criado pela magnificência da força criadora do cosmos, que aqui nos pôs com um propósito, dotando-nos daquele factor diferenciador do livre arbítrio, que mais do que algo que serve para afirmar a superioridade da espécie sobre os outros seres vivos, é algo que nos emancipou à qualidade de Seres Morais, responsáveis pelas suas escolhas: Se somos a única espécie dotada com o livre arbítrio, de onde emerge a consciência moldada pelas nossas escolhas, não será porque existe algo mais do que a matéria, onde nos bastaria o instinto para sobreviver?

Marta Sobral

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