Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Trabalho Físico e Trabalho Espiritual - O comboio nos dois carris, lembram?



Para imensas pessoas, o trabalho físico é incompatível com o trabalho espiritual. Ora bem, elas enganam-se, porque qualquer actividade física pode ser espiritualizada se se souber introduzir nela um elemento divino e, em contrapartida, uma actividade espiritual passa a ser extremamente prosaica se não visar um ideal superior. Todos os que tomam a vida espiritual como pretexto para abandonarem o trabalho, a cooperação, a luta pela justiça no plano físico não são espiritualistas, na realidade, mas preguiçosos. Muito poucos seres são capazes de manter um verdadeiro trabalho espiritual durante várias horas. Os outros deixam-se levar apenas por divagações que os enfraquecem, que os transtornam; muitas vezes, fariam melhor se fossem lavar roupa, cozinhar ou tratar do jardim. Ainda há muitos mal-entendidos sobre esta questão. A espiritualidade não consiste em recusar as actividades físicas, mas em saber utilizá-las para se elevar, se harmonizar, se ligar a Deus.
Tenho ouvido frequentemente pessoas que se intitulam espiritualistas dizerem que, ao trabalharem no plano físico, perdiam a sua luz! Meu Deus! Mas o que compreenderam elas da natureza da luz? Os homens primitivos sabiam mais do que elas a este respeito. Quando queriam acender o fogo, por exemplo, eles pegavam em dois pedaços de madeira e esfregavam-nos um no outro: este atrito produzia calor e, passados uns momentos, aparecia uma chama, a luz. A luz é, pois, o resultado do movimento e do calor. Sim, aquele que faz trabalho no plano físico pondo nele toda a sua convicção e consciência sente nascer em si o amor, "o calor", por esse trabalho; o seu coração rejubila e jorra uma luz no seu espírito.
Deveis, pois, compreender que o trabalho no plano físico é indispensável para a evolução de cada um. Mesmo que ninguém vo-lo peça, vós próprios deveis obrigar-vos a ele; isso reflectir-se-á de uma maneira benéfica em primeiro lugar na vossa saúde, mas também na vossa compreensão das coisas. Desde acções sociais para o bem conjunto, e também em vossa casa, sempre que tiverdes ocasião de limpar, de arrumar, de lavar, de coser, de fazer pequenos trabalhos, fazei-o, nunca vos mostreis negligentes. Dizei a vós próprios que não é deixando o trabalho material para os outros que dareis mostras de que sois mais evoluídos. Precisais de vos desembaraçar de uma vez por todas desses conceitos errados. Se imaginais que trabalhando fisicamente perdereis a vossa luz, muito bem, é preferível perdê-la, porque essa não é a verdadeira luz! A verdadeira luz ninguém a perde trabalhando, pelo contrário. Se trabalhardes, ela não vos abandonará; é graças ao trabalho que compreendereis melhor as coisas, que fareis descobertas, não é deixando-o para outros, alegando que estais em conversa com os anjos ou com o Senhor.
A verdadeira luz está ligada ao verdadeiro amor, o verdadeiro amor está ligado à verdadeira vontade e a vontade treina-se pelo trabalho no plano físico. 



Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

A propósito de… p/ Marta Sobral



A propósito de…

Aquilo que muitos agora defendem para agilizar a Morte, penso que é o resultado de séculos em que a Morte foi dogmatizada pela igreja, usando-a como arma de poder sobre os Homens, que são dominados pelo Medo daquilo que não compreendem e que são criados numa civilização em que a ligação inata com o divino, manifestada na ligação à natureza, foi cortada e mediatizada pelas religiões dominantes. Se calhar deve ser por isso que não me surpreende o silêncio dos católicos, provavelmente a confissão que mais cultivou o medo da morte, que no íntimo dos seus crentes continua bem enraizado e os convida a um confortável silêncio.
Não é por acaso que nas civilizações ditas atrasadas, menos evoluídas, em que a ligação à natureza se mantém como parte estruturante da Vida, a Morte é encarada com maior leveza, respeito e até em clima de celebração, como em África. Encontro na visão budista, que encara a Morte como um momento do processo natural que é a Vida, uma abordagem que me ajudou a pacificar com o medo secular da morte, fazendo-me entender que a qualidade da minha morte apenas a mim me responsabiliza, pela forma como conduzo a vida. E no derradeiro momento não devemos reclamar o papel de julgadores, decidindo quem deve ou pode viver ou morrer, ou como e quando se deve morrer. A morte de cada um é um processo individual, marcado pelas leis do carma e do merecimento individual, sendo também muitas vezes uma prova de compaixão e de exercício do perdão, para quem assiste aquele quem se aproxima da morte:

“Segundo os ensinamentos budistas, devemos fazer tudo ao nosso alcance para ajudar quem está a morrer a lidar com a sua deterioração, dor e medo, oferecendo-lhe um apoio cheio de amor que dará sentido ao final da sua vida. Cicely Saunders, condecorada com a Ordem demérito pela rainha isabel II e fundadora do Centro de cuidados paliativos de st. Christopher em Londres, afirmou: “Se um dos nossos doentes solicita a eutanásia, significa que não estamos a fazer o que nos compete”. Ela argumenta contra a legalização da eutanásia e refere: Não somos uma sociedade assim tão pobre que não possa dispensar tempo, trabalho e dinheiro para ajudar as pessoas a viverem até á morte. É nosso dever aliviar-lhes a dor que os aprisiona no medo e na amargura. Para que tal aconteça não precisamos de as matar …. Legalizar a eutanásia voluntária (activa) seria um acto irresponsável, que dificultaria a ajuda, pressionando os vulneráveis e abdicando do nosso verdadeiro respeito e responsabilidade  para com os mais frágeis e mais velhos, os incapacitados e perante aqueles que estão a morrer”.  In O Livro Tibetano da Vida e da Morte.

Já no Espiritismo, fez-se luz sobre a razão de a morte não dever ser abreviada, face à importância de um último minuto consciente e redentor, durante o qual o espírito, suavizado do seu sofrimento pela assistência e  compaixão de quem o envolve,  pode pacificar-se com a sua vida e partir em paz:

“Sei muito bem que há casos que se pode considerar, com razão , desesperadores. Mas se não há nenhuma esperança fundada de um retorno definitivo à vida e à saúde, não há também incontáveis exemplos de que, no momento de dar o último suspiro, o doente se reanima e recobra a sua lucidez por alguns instantes? Pois bem! Essa hora de graça que lhe é concedida pode ser da maior importância , pois ignorais os pensamentos que o espírito pode pôde fazer nos seus momentos finais da sua agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um minuto, um momento de arrependimento. O materialista que apenas vê o corpo e não se dá conta da alma não pode compreender estas coisas. (…) Suavizai os últimos sofrimentos tanto quanto vos seja possível fazê-lo, mas guardai-vos de encurtar a vida, que seja apenas um minuto, pois esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro”.  O Evangelho Segundo o Espiritismo, Alain Kardec.

Nas duas perspectivas, enaltece-se a importância da assistência compassiva e amorosa de quem acompanha a pessoa até esse momento derradeiro, assim se encarando a Morte como uma missão ou um desafio, quer para quem parte, mas também para quem pode aliviar os medos e sofrimentos dessa partida.


Marta Sobral


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Artigos - Laurinda Alves


http://observador.pt/opiniao/nao-ha-nada-mata-me/



Artigos - Luis Carvalho Rodrigues


http://observador.pt/opiniao/eutanasia-compreendo-mas-sou-contra/

Artigos - Miguel Alvim


http://observador.pt/opiniao/no-meio-de-lobos/

Artigos - Isabel Galriça Neves


http://observador.pt/opiniao/vejam-ao-que-chegamos/

Artigos - Pedro Pato


http://observador.pt/opiniao/antecipar-a-morte/ Pedro Pato 







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

ACERCA DO SUICÍDIO - por Omraam Mikhaël Aïvanhov



“Encha um copo de água pela metade e mostre-o a duas pessoas: uma diz que ele está meio cheio, e outra diz que ele está meio vazio. Para a maioria das pessoas, isto significa a mesma coisa, mas para a Ciência Iniciática revela duas mentalidades, dois processos psicológicos diferentes. Se você se fixar na plenitude, vai se sentir repleto; se fixar no vazio, você será esvaziado. É uma lei mágica: quando um doente não pensa senão na sua doença, o seu estado piora, porque todo o pensamento negativo provoca a desagregação. Ele que pense em saúde, e esse pensamento curá-lo-á.”

“A Natureza é implacável: você pode gritar, chorar, ameaçar, que ela não muda nada; você é que tem que se inclinar, que obedecer, que se por de acordo com ela. Sim, ela é implacável, irredutível. Você dirá que ela é cruel... Não, ela só pensa em tornar os humanos inteligentes, belos e, sobretudo, felizes. Mas, quando vê que eles têm cabeças duras... O que você quer? É preciso que essas cabeças amadureçam, e para isso ela emprega métodos que só ela conhece. Quando a Natureza se empenha em relação a alguém, nem sequer lhe dá explicações, diz simplesmente: “Eu desejo o seu bem e, como não há outros meios para o tornar sensato, sou obrigada a usar estes.” Não se pode censurá-la.”

“Aceite esta filosofia que lhe mostra que você é filho de Deus, herdeiro de um tesouro que só espera o momento em que você seja capaz de o colher. O que faz falta aos humanos é uma filosofia, e não qualquer outra coisa; eles têm tudo em si e à sua volta e estão sempre a se queixar. São rabugentos – é isso! -, sempre rabugentos, porque lhes falta uma filosofia divina. “

“Os humanos se parecem com aquele que caíra num lago e gritava: “Água, água, dêem-me água!” Eles estão mergulhados no oceano da luz cósmica, mas têm tantas carapaças que essa luz não consegue penetrar neles. Eis o actual estado de muitas pessoas no mundo: sentem-se infelizes, queixam-se, querem, até, suicidar-se. “

“E agora imagine que os humanos se comportam muito mal com você; durante toda a sua vida, por mais que você faça, apesar de toda a sua gentileza, doçura e bondade, choverão injustiças sobre você. Então, por fim, você achará que é tudo tão cruel, que se revoltará contra o Senhor e até poderá querer pôr fim à vida. Espere!”

“Algumas pessoas pensam que escapam às dificuldades pondo fim à vida. Na verdade, é ainda pior, depois, quando estiverem do outro lado, porque ninguém tem o direito de partir antes do termo; é uma deserção que terá de ser paga duas vezes, três vezes mais caro. Lá em cima não há lugar para aqueles que quiseram desertar da terra, e não querem recebê-los: terão de sofrer tanto tempo quanto o que ainda lhes restava viver na terra.”

“A atitude de quem põe fim à sua vida é extremamente repreensível. Em primeiro lugar, essas pessoas são ignorantes, porque não conhecem a razão das provações que têm de suportar. Depois, são orgulhosas, porque julgam saber melhor que os Vinte e Quatro Anciãos aquilo que merecem. Finalmente, são fracas, porque não suportam as dificuldades. Demonstram, pois, ignorância, orgulho e fraqueza. E o mundo invisível fica descontente com esses seres porque eles abandonaram o seu posto.”

“A maioria dos humanos pensam que vieram à terra para viver em felicidade e realizar as suas ambições. Mas não: eles vieram à Terra para pagar suas dívidas, para se instruírem e se reforçarem. É por isso que o Céu não pode ter estima por quem tomou a decisão de pôr termo à sua vida, porque tais seres colocam-se acima do Senhor de todos os destinos, e os sofrimentos que terão de suportar a seguir são indescritíveis. Eis mais uma das grandes verdades da Ciência Iniciática.”

"Existem seres a quem nenhum acontecimento, nenhuma situação abala, porque têm um sistema filosófico ao qual se agarram. Por que se diz nos Evangelhos que devemos construir a nossa casa sobre a rocha? A rocha é o espírito, e o espírito permanece inabalável em todas as circunstâncias. O coração, o intelecto ou o corpo físico são vulneráveis, mas o espírito não."

“Os humanos estão muito mal instruídos; eles não sabem o que Deus colocou neles próprios e, à mais pequena decepção, pensam que a única solução é o suicídio. O que quer isso dizer? Que são génios? Que são seres tão excepcionais que não podem suportar o mal no mundo?... “


"Os jovens devem aperceber-se da riqueza de que dispõem. Eles têm imaginação, não é verdade? Então, por que não se servem dela? Houve numerosos casos de suicídio na História, mas podem ser resumidos em três categorias. Eles têm como causa ou falta de inteligência, ou falta de coração ou falta de vontade. Se você tiver uma boa compreensão das coisas, se souber que existe um mundo divino povoado de seres esplêndidos e que esse mundo divino imprimiu a sua marca no mundo físico; se você souber que os sentimentos e os desejos são de uma potência tal que, com perseverança, se consegue sempre realizá-los... Enfim, se você conseguir se educar para não procurar satisfazer unicamente as suas cobiças, mas a considerar todas as dificuldades como um meio de exercer a sua vontade, então, esteja certos de que jamais você se suicidará. Nem mesmo a miséria, as privações, a doença ou a solidão conseguirão vencer. Você é que triunfará."

"Os jovens devem persuadir-se ao menos de uma coisa: o mundo é vasto e eles não estão sós. Se suprimir o amor, você morrerá. Muitas pessoas suprimiram o amor e agora perguntam a si próprias por que razão já não têm gosto por nada. Pois bem, é justamente porque nelas não há amor. Eis porque eu insisto sempre no amor. Mas não nesse amor que hoje está na moda e que, na realidade, não é senão libertinagem, porque também esse amor, tal como a falta de amor, acaba por roubar aos seres todas as razões de viver."

"Sim, é sobre o amor que se deve falar constantemente, durante toda a vida, porque os humanos ainda estão longe de conhecer o verdadeiro amor, aquele que é capaz de remover montanhas, de criar mundos!... Quanto a mim, já encontrei o segredo: eu amo a Fraternidade, e como amo a Fraternidade, todas as questões estão resolvidas. Só penso nela, nada mais existe na minha cabeça, ela dá sentido à minha vida. Faça você a mesma coisa e jamais terá o desejo de se suicidar."


– Omraam Mikhaël Aïvanhov – Edições Prosveta; Portugal - 

A ÉTICA É A BASE FUNDAMENTAL DE QUALQUER SOCIEDADE


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O suicídio analisado pelo Espiritismo




O suicídio analisado pelo Espiritismo

O suicídio é a interrupção da vida (óbvio). Mas nesta frase se encontra a chave de todo o drama que o suicida passa após a morte. Assim como o mais avançado dos robôs, ou simples um radinho de pilha, o corpo também tem sua bateria, e um tempo de vida útil baseado nesta carga. De acordo com nossos planos (traçados do "outro lado") teremos uma carga X de energia, que pode ser ampliada, se assim for necessário. Então, um atentado contra a vida não é um atentado exactamente contra Deus, mas contra todos os seus amigos, mentores ou engenheiros espirituais que planejaram sua encarnação nos mínimos detalhes, e contra a própria energia Divina que foi "emprestada" para animar seu veículo físico de manifestação: seu corpo. Equivale aos EUA gastar bilhões pra mandar um homem a Marte, e quando ele estivesse lá resolvesse voltar porque ficou com medo ou sentiu saudades de casa. Todos os cientistas envolvidos na missão ficarão P da vida, e com razão. Afinal, quando ele se candidatou para a missão estava assumindo todos os riscos, com todos os ónus e bónus decorrentes de um empreendimento deste tamanho. Quando esse astronauta voltar à Terra vai ter trabalho até pra conseguir emprego de gari. É mais ou menos assim no plano espiritual. Um suicida nunca volta pra Terra em condições melhores do que estava antes de cometer o autocídio.
Segundo Allan Kardec, codificador do espiritismo, "Há as consequências que são comuns a todos os casos de morte violenta; as que decorrem da interrupção brusca da vida. Observa-se a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito ao corpo, porque este laço está quase sempre em todo o vigor no momento em que foi rompido (Na morte natural ele enfraquece gradualmente e, às vezes, se desata antes mesmo da extinção completa da vida). As consequências desse estado de coisas são o prolongamento do estado de perturbação, seguido da ilusão que, durante um tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda se encontra no mundo dos vivos. A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de recuperação do estado do corpo sobre o Espírito (ou seja, o espírito ainda sente, de certa forma, as acções que o corpo sofre), que assim se ressente dos efeitos da decomposição, experimentando uma sensação cheia de angústias e de horror. Este estado pode persistir tão longamente quanto tivesse de durar a vida que foi interrompida.
Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interditado. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram."
Algumas máximas do espiritismo para o caso de suicídio:
As penas são proporcionais à consciência que o culpado tem das faltas que comete.
Não se pode chamar de suicida aquele que devidamente se expõe à morte para salvar o seu semelhante.
O louco que se mata não sabe o que faz.
As mulheres que, em certos países, voluntariamente se matam sobre os corpos de seus maridos, obedecem a um preconceito, e geralmente o fazem mais pela força do que pela própria vontade. Acreditam cumprir um dever, o que não é característica do suicídio. Encontram desculpa na ignorância em que se acham.
Os que hajam conduzido/induzido alguém a se matar terão de responder por assassinato, perante as Leis de Deus.
Aquele que se suicida vítima das paixões é um suicida moral, duplamente culpado, pois há nele falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus.
O suicídio mais severamente punido é aquele que é o resultado do desespero, que visa a redenção das misérias terrenas.

Pergunta - É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma acção má?
Resposta dos espíritos - O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as consequências.
Será desculpável o suicídio, quando tenha por fim impedir a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família?
O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, isso é levado em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma acção má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que à de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniquidades, tendo-se privado dos meios de repará-los aqui na Terra. O arrependimento sincero e o esforço desinteressado são o melhor caminho para a reparação. O suicídio nada repara.
Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?
Outra loucura! Que faça ele o bem, e mais cedo irá lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma ideia falsa.
Não é, às vezes, meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes?
Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. É contrária às Leis cármicas todo sacrifício inútil, principalmente se for motivada por qualquer traço de orgulho. Somente o desinteresse completo torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus. Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um acto soberanamente meritório, porque resulta da prática da lei de caridade. Mas, antes de cumprir tal sacrifício, deveria reflectir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte.
Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. Não há culpabilidade, entretanto, se não houver intenção, ou consciência perfeita da prática do mal.
Conseguem seu intento aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se a eles?
Muito ao contrário. Em vez de se reunirem ao que era objecto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo.





terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Onde está a Voz da Igreja? - A visão de Bandarra há 600 anos


Num País de larga maioria cristã, a deplorável tentativa de tornarem os portugueses coniventes com o que chamam eufemisticamente "morte assistida", é em si mesmo um insulto aos milhões de portugueses católicos/cristãos.
A questão impõe-se, que resposta? Ou será que Bandarra, há 600 anos, tinha razão?




Eutanásia, morte digna? então a morte natural é indigna? Vasco Pinto de Magalhães, Padre Jesuíta



Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento
Gostava de perceber o que se entende por dignidade. Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou situação “sem cura” perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente “terminal” ou o Papa João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se indignos? Não seria melhor “ajudá-los a morrer” ou, talvez, “matá-los piedosamente”? A resposta que me dão é que “faz muita impressão”, que “não há direito de deixar ali a sofrer”, que “a sua vida já só é um peso para si mesmo e para os outros” que “a sua vida acabou”, “que sentido tem?”; e por isso mais vale acabar mesmo… e nós ajudamos; claro… se for esse o seu desejo pedido com liberdade.
Vale a pena comentar e responder a estas questões.
1) Então, a dignidade da morte viria desta ser a pedido, consciente e livre! Mas… todos sabemos que a liberdade é sempre condicionada e, de modo especial, ainda mais, no grande sofrimento ou na euforia. Um mínimo de psicologia e de entendimento da linguagem sabe que não se pode tomar à letra o que se ouve ou se lê. Quantas vezes atendo pessoas que mais ou menos com insistência me dizem “não aguento mais”, “não sei o que ando cá a fazer”, “isto não faz qualquer sentido”, “quero morrer, ajude-me”, etc. Então começa a conversa, respeitando essa dor. Conte-me a história toda, vamos ver por onde entra essa imensa solidão ou essa revolta, essa culpabilidade ou experiência de desamor insuportável… vamos falar dessa infelicidade, desse medo aterrador, desse sentimento de exclusão… E, tirando alguns casos de suicidas obsessivos, sempre se encontra algum caminho, uma janela, que ajuda a ver a luz (lá ao fundo), a descobrir uma aceitação possível. É preciso tempo, paciência e acolhimento para que a pessoa se comece a sentir amada ou, pelo menos, a admitir que pode ser reconhecido o seu valor. Tomo muito a sério a pessoa que pede a morte, mas devo perguntar-me: quer morrer ou está a dizer-nos outra coisa? Quer que aquele sofrimento morra, certamente. Mas a morte pela eutanásia, não mata o sofrimento, mata a pessoa! Aliás o que a minha experiência diz é que se eu, mais do que entender o seu sofrimento, também lhe mostro que concordo com a eutanásia, o que lhe estou a comunicar é: “realmente, mais um que acha que eu já não sirvo para nada”.
2) A desfiguração e o sofrimento psíquico ou físico não tira dignidade à pessoa: esta, por maior que seja a limitação, não deixa de ser pessoa, sempre digna de ser respeitada e amada. O que é indigno na pessoa é a mentira, a corrupção, a inveja, a prepotência e a soberba que exclui e escraviza. A eutanásia também não resolve essas doenças morais, nem dá espaço para que sejam repensadas e superadas, eventualmente, com o acompanhamento, com o perdão e o paliativo necessário. Se, em vez de acompanhar a pessoa, para lhe dar dignidade a mato, não só não a compreendi como a “coisifiquei”. Diz-se: faço-o por pena, para que não sofra! Mas bem dizia o Prof. Daniel Serrão: “a morte por compaixão é a morte da compaixão”. Na verdade o que acaba ali é a relação e o cuidado com o outro; e, por um acto não médico, alivia-se a tensão: resolve-se, sim, o problema de quem acompanha e já não sabe lidar com ele. Uma subtil tentação, nem sempre perceptível, sob a capa de parecer que é um agir “pro vida”.
3) A morte a pedido manifesta a autonomia da pessoa e daí a sua dignidade? Pode parecer, mas vejo aí uma confusão entre autossuficiência e autonomia. Autonomia significa que se tem uma “lei própria” e se tem consciência dela e se é coerente com ela, com todos os seus condicionamentos. A pessoa vai-se tornando cada vez mais autónoma na medida em que se vai tornando cada vez mais moralmente livre. E a liberdade, que é uma aprendizagem difícil, é a capacidade de gerir os seus condicionamentos e escolher o bem maior; isto é, decidir-se pelo que é mais humano e mais nos humaniza como seres sociais. A autossuficiência é não ter que dar contas a ninguém e fazer o que se entende por imaginar que se pode dispor de si e dos outros “como se quiser”. Não somos autossuficientes. A morte a pedido pode não parecer, mas é uma tentação de autossuficiência. Escolher matar-se tal como matar, não é, certamente, escolher o bem maior – com autonomia e liberdade. É mais um grito de socorro. E socorrer deve ser um acto inteligente (o que se passa aqui? Qual é a dor?) e não uma cedência a um impulso ingénuo e “piedoso”.
4) Se admitirmos que há um direito a querer morrer (e um direito a que me matem?), isso não implica que alguém, um médico, por exemplo, tenha o dever de o fazer. Terá o dever moral de ajudar quem faz tal pedido, na medida das suas possibilidades, mas ninguém pode impor essa obrigação de matar outro, mesmo que compreenda a sua dor e o seu pedido. Se se chegasse a legalizar a eutanásia devíamos ter claras várias coisas importantes. A primeira, que o que é legal não só não é necessariamente bom, como não é necessariamente legítimo moralmente. A segunda, que os direitos de uns não podem forçar os de outros; além do direito de discordar, tem-se o direito a que se respeite, positivamente, a objecção de consciência. Por fim, cada um deveria ter o direito de ter a lista toda dos médicos “eutanasistas”. Eu não recorreria a um médico que pudesse olhar para mim e pensasse “este já está a mais; não vai longe; a sua vida não é digna!” Aliás, nenhum parlamento tem direito a avaliar e legislar sobre a vida. Isto é a determinar que há vidas que se podem descartar ou que não são dignas; mesmo que se diga que é para respeitar a autonomia e a liberdade.
5) A “solução” da eutanásia, no estádio actual da medicina (do acompanhamento psicológico e espiritual, dos cuidados paliativos, das possibilidades de enquadramento social, etc.), seria uma saída completamente reaccionária e violenta. Sim, num estádio anterior de civilização, cultural e socialmente falando, talvez se pudesse entender os defensores da “boa morte” ou até os “abafadores”. Mas, hoje, é difícil de aceitar o matar como um bom caminho. É claro que é preciso compreender a dor de quem acompanha a doença prolongada de uma pessoa querida sem ver saídas rápidas e eficazes. Mas os cuidados paliativos também atendem e apoiam o contexto familiar da pessoa em processo terminal, mais ou menos prolongado.
6) Há ainda um outro perigo ou tentação. A eutanásia pode dar dinheiro! Poupar nos gastos com velhinhos ou deficientes, ter mais facilmente espaço e camas para outros com mais possibilidades e mais ricos, poderia ser um razoável negócio, dentro de uma cultura de morte que elimine quem não é útil, quem não produz, ou quem é considerado um peso demasiado. Nessa cultura, seriam os próprios infelizes, pobres e feios a pedir a eutanásia, não encontrando lugar num “desejável mundo cosmeticamente limpinho”. Os totalitarismos já fizeram essa experiência e não deu resultado. Como seria “O admirável mundo novo” dos “eutanasistas”?
7) Morte assistida! Todas as mortes devem ser acompanhadas com cuidado respeito e afecto: não assistidas como quem vê o espectáculo, mas como quem vive solidário esse momento tão importante de cada vida humana. Porquê trocar os nomes à realidade? Para enganar quem? Se estou a facilitar e dar condições para que alguém se suicide, não é suicídio assistido, é conivência e participação. Se estou a “eutanasiar” outra pessoa, ainda que com todo o jeito e preparação, estou a matá-la. Mesmo que tenha sido a seu pedido, não é assistência, é ser autor “responsável”. Para quê branquear o acto de matar com o título de “morte assistida”? Se é preciso perceber o que se quer dizer com “mata-me!”, também é preciso desmascarar o que se quer dizer com “dou assistência à tua morte!”
Como é possível que, num mundo cheio de mortes por ideologias fanáticas e doentes que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem lugar, estejamos, nós, a discutir como matar para eliminar o sofrimento! Que atraso civilizacional!

P. Vasco Pinto de Magalhães, Padre jesuíta


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Sobre a Eutanásia - Maria Ferreira da Silva


Sobre a Eutanásia

Com tantos debates (ao nível público e televisivo) que tem havido sobre eutanásia e deveriam continuar, ninguém se pronuncia sobre a Alma ou o Espírito, nem os líderes religiosos, principalmente os cristãos do nosso País falam da componente espiritual; como se não fosse esse o fundamento do Cristianismo, como se nada mais existisse para além da matéria. Que eu saiba há milhares senão milhões de crentes do Cristianismo em Portugal e Cristo veio falar, exactamente, do Espírito e de Deus. Obviamente, que para os cristãos existe o Espírito, senão para que serviria a religião?

Num assunto tão importante porque não se fala no mais crucial que são as repercussões espirituais de actos de atentados à vida, tal a eutanásia? Que medo é este? Hoje, e no nosso País, onde se fala tanto na liberdade de expressão porque tantos têm medo de tão poucos? Como é que tão poucos conseguem o poder para legislar sobre um assunto tão vital para a maioria da população?
Aqueles que defendem a eutanásia provavelmente não passam de 20% da população e estes apoiam-se na deliberação proposta pela ciência para se acreditar que não existe nada mais para além do corpo físico e como tal, o Espírito não é tomado em consideração. Contudo, os restantes 80% da população são crentes; quer cristãos, quer de outras religiões, quer ainda dos que não estão vinculados especificamente a uma religião, ou seja, acreditam na vida em Espírito.

Os não crentes influenciam pela convicção. Onde está a convicção dos crentes para se oporem? Se não há convicção nas ideias que se professam, nomeadamente os cristãos, então falharam na sua fé e, assim serão ultrapassados (engolidos) pelos convictos.

Por muita incapacidade física e mental que alguém tenha no derradeiro momento da sua vida pelo sofrimento causado pela doença, até ao último suspiro está a sua Alma, que nunca morre e, por isso está para além da morte, a transferir, a transmutar e a preparar o Ser para a partida definitiva. Aqueles que morrem lentamente através de doenças têm uma grande oportunidade de maior preparação para a morte, elevação e progresso da sua vida espiritual, talvez o momento crucial para entrar na “dimensão consciencial” (após a morte), que lhe é destinada pelo seu mérito em vida, nem que no parecer da medicina já esteja em estado vegetativo.

Quem sabe o que se passa nesse momento crucial e derradeiro da morte? Inevitavelmente, cada um acaba por descobrir por si mesmo só no fim da vida.

Que sabem estes 20% que professam o ateísmo destes processos espirituais? Nada! Contudo, os crentes sabem. Porque não falam? Têm medo de falar? Porque não se põe a dúvida tanto para um lado como para outro? Aonde estão os crentes?

Esta será uma lei para dizer aos cidadãos como devem morrer e quando, pois como viver há muito que outras leis o fazem, condicionando-nos. Esta lei diz-nos que devemos acabar com a vida quando não sabemos lidar com o sofrimento. Não sou apologista do sofrimento, mas que cada um deva preparar-se durante a vida no sentido de ser cada vez mais consciente da sua condição espiritual, para um dia na morte, que é inevitável, possa encará-la corajosa e dignamente. Esse poderá ser o momento crucial meritório em prol do reconhecimento da vida também como Espírito.
Que se façam mais petições apelando à consciencialização e não aos referendos, pois estes são sempre imprevisíveis pela falta de conhecimento dos votantes. É preciso esclarecer a população, mas sobretudo deixar que manifestem sem medo as suas convicções espirituais, elas fazem parte da vida de todos os povos.

Que consciência tem uma pessoa moribunda para decidir quanto ao seu desfecho final, se não o de deixar-se levar lentamente para a libertação do sofrimento através da morte, sem que outrem a apresse? Que risco corre no seu nível de consciência a pessoa que decide o fim da vida de outrem (desse moribundo), interrompendo o processo em que a Alma prepara o desprendimento final do corpo físico? Não só a eutanásia implica a responsabilidade de quem decide desistir da vida (caso ainda seja consciente de o fazer), como do assistente que decide acabar com a vida de outro Ser. A questão é grave!

Seja lá quais forem as medidas éticas para tal procedimento, sem dúvida qua a maior é não tirar a vida a ninguém, nem a si mesmo.

Se alguém comete alguma imprudência, ela vai repercutir-se na sua Consciência e a Consciência representa a Alma no comando do corpo físico. Quando alguém resolve acabar com a vida, seja qual for a circunstância é um acto de desistência e que tem consequências ao nível da Alma ou vida espiritual. Qualquer ser humano que desiste da sua vida comete naturalmente um atentado à vida.


Maria Ferreira da Silva, escritora e  principal impulsionadora do Budismo Theravada em Portugal

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Coragem para que te quero


Coragem para que te quero

A palavra coragem que adoptamos como propulsor do Caminho, significa agir com o coração, sem os entraves do medo, do silêncio comprometido, do comodismo (letal) para a nossa missão de vida.
E a coragem é, nesta reflexão, factor de vida ou morte. Não amigos, não estamos a exagerar, falamos de um terrível plano de suicídio/homicídio em estudo no plenário que supostamente representa a consciência nacional e cujo objectivo é patrocinar com os meios necessários, sem pena ou agravo, o homicídio legal ou o suicídio “assistido” a que chamam “eutanásia”.
Numa tão profunda ignorância que é impossível quantificar ou descrever, partidos políticos planeiam e querem a aprovação nacional, sem referendo obviamente, para instalarem a indústria da morte direccionada à “peste grisalha” * e a outros cuja existência não seja produtiva, e de encargo pesado para o estado. 
Se existisse nestes grupos o mais pequeno laivo de conhecimento dos custos espirituais do suicídio, do pesado carma para quem o pratica e neste caso para quem o promove, incluídos todos nós via carma nacional, seria impensável sequer, a ideia em si mesma, na Pátria do Espírito Santo - no Portugal do Quinto Império (o Império do Espírito) ainda por cumprir. Amigos:

- Portugal foi consumido pelo fogo
– Portugal agita-se em abalos sísmicos
– …

Esta terra consagrada contorce-se de indignação e o grito dela é audível:

“despertem homens e mulheres de valor, que a coragem é o vosso sinal de nascença, templários de sempre não deixem afundar Portugal”

Como? Por tantas formas:

- Façamos ouvir a nossa voz - escrevam  - repassem – publiquem – digam Não!
Façamos das Juntas de Freguesia locais de esclarecimento – apelemos ao Presidente da República, abanemos as organizações pró vida, e tantas outras ideias que podem ser dinamizadas.

Além dos motivos já mencionados outros obscuros interesses são previsíveis, como seja o nascer da indústria e comercialização da morte, criando-se meios e produtos para a concretização da “pena capital” que é esta proposta caso seja aprovada; só que esta “pena capital” não é para criminosos condenados, mas para pessoas inocentes e indefesas.

Lembrem que por detrás do palco onde distraem (continuamente) os portugueses com os “ópios do povo”, os inimigos da vida trabalham pela calada para que em poucos meses um dia abramos um jornal que diga em letras pequenas que a Eutanásia foi aprovada nas leis portuguesas, como várias outras pelo mesmo modo, e que são uma violação da nossa Consciência Humana, Espiritual, e Linhagem.

Maria Adelina

*  Peste Grisalha é a denominação que em 2013, um deputado, atribuiu aos idosos portugueses quando afirmou que “Portugal tinha sido “contaminado” pela peste grisalha, em referência ao aumento da população idosa.








sábado, 10 de fevereiro de 2018

Daqui a bocadinho, não tarda nada…



Daqui a bocadinho, não tarda nada, nós, eu, tu, ele, seremos a figura a que hoje chamamos “idoso/a”.

A teoria de Schumann sobre a aceleração temporal dá-nos a cada dia com mais intensidade essa perspectiva, a da ilusão temporária que se esvai em experiências mais ou menos proveitosas, ou na sua larga maioria totalmente inúteis para a finalidade desta vida, que é a aquisição de um “niquinho” mais de consciência, ou seja, progresso evolutivo espiritual.

Numa sociedade de ritmo alienante cujo maior desejo é ter tempo para nada fazer, deixou de existir tempo para o tempo que os idosos precisam. 

A decrepitude física, mental, ou ambas, provocam um transtorno na família, (mais um, numa sociedade pseudo-doente cheia de transtornos com siglas pompeantes)  que podemos denominar por TAI (Transtorno Anti Idoso) de cujos sintomas sobressai a amnésia selectiva, deixamos de ter um Pai ou uma Mãe, um Avô ou uma Avó, e ficamos com um “idoso” cuja carga fonética significa: trabalho – obrigação – chatice.

Numa sociedade onde tantos meios se movimentam a favor de situações nada naturais, tenhamos, cada um de nós, a coragem de reflectir, gerar e canalizar, acções de transformação da “idosofobia” e das suas consequências, que são o isolamento desumano, desrespeitoso, cruel,  daquilo que, de forma natural seremos, tu, eu, e aquele, daqui a bocadinho…não tarda nada...


Maria Adelina



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Entre_Vista - Uma ponte de palavras especial



Entre_Vista (homenagem a cada vida) é uma rubrica que promovemos e convidamos a que se juntem a ela. Compõe-se de uma pergunta que a pessoa entrevistada, e em tempo a combinar, responde por escrito ou por gravação de voz.
Mas, esta iniciativa tem uma característica especial, está direccionada aos que nos antecederam, a pessoas que sustentaram os nossos aprendizados pela vida e que ainda têm tanto para nos ensinar.
O mundo precisa muito de ouvir as pessoas de longa idade, hábito de muitas civilizações e que na nossa infelizmente se perdeu, e consequentemente, a sabedoria das mesmas também.
Mantendo intacta a dignidade das suas mentes e corpos físicos, daremos ouvidos apenas, ao desnudar das suas memórias que fluam naturalmente e no tempo de cada um, com todo o nosso respeito e gratidão.
E quem sabe quantas e proveitosas derivações podem advir desta ideia?
Nesta primeira fase começaremos pelas Avós. Deixo o convite a que participem e partilhem  esta ideia, vamos lá a convidar as avós? As nossas e as dos outros...
Gratidão e que o Universo nos ilumine, também, pela luz dos que nos antecederam.

Maria Adelina





segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Os tabus que compõem a liberdade






Reflectindo

Os tabus que compõem a liberdade


Hoje em dia em que “a liberdade” anda confusa a madrugada chegou pródiga de argumentos para mais uma reflexão do “status quo” da nossa nação, esta, apenas reflexo do painel que compõe a maior parte das nações do mundo. Pensei partilhar as minhas reflexões sobre:
- os descalabros da tecnocracia ignorante e desumanizada  que liquefaz a nação
- o estado hipnótico que vai tomando posse da opinião individual embebida do negativismo corrosivo que as mídias fomentam, a alienação do “futebópio”, entre outras, que engendram um medo que se não reconhece mas que cala! Cala a voz dos resquícios das consciências despertas, embaça a lucidez dos que ainda vão escapando à formatação.
Tem-se medo de falar, de exprimir o que realmente se pensa, pois se já não existe uma Pide (supostamente), existe algo mais terrível…o medo de se não ser aceite, de se ser considerado “quadrado”, antiquado, de não se receber “likes” nas redes sociais, e até ignorante, quando o parecer se insurge em contra das trevosas forças que promulgam, e promovem, temas ofensivos da dignidade da mulher, da criança, do homem, da família, de outras formas de vida, sustentáculos duma sociedade sã, natural, em evolução.
É longo o rol e só pode ser combatido com a assunção da responsabilidade individual que rege o nosso percurso em mais uma missão de vida, e percebermos que crise existe, mas que é essencialmente de valores espirituais, a outra, vem por arrasto.
O combate, o bom combate, faz-se apenas pela via do conhecimento, pela transcendência da densidade tridimensional e suas limitações conscienciais, pela postura individual que se vai reflectir no colectivo.

Paz e Bênçãos na Terra e no Céu, a todos os Seres de Boa-Vontade

Maria Adelina



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Os Inocentes Likes





Os profissionais da psicologia estão em crise pois têm um forte concorrente, as redes sociais!
As mais diversas patologias escorrem pelo divã das postagens facebokianas, sem que as pessoas tenham noção de não só a prejudicial e infeliz exposição, mas mais que isso as energias deletérias a que se ligam, como pior que isso se tornam alvo dos arquivos globais sobre quem é quem, e que estas redes provêm das melhores informações, dado que são bem demonstrativas do desalinho psico/emocional dos seus utentes.
A Psicopatia, a Esquizofrenia, e outras patologias mais ou menos graves são facilmente observáveis e registadas em arquivos de dados para posterior selecção.
Todas as informações individuais de personalidade, financeiras, familiares, são detectadas, analisadas por especialistas e endossadas de imediato aos arquivos identificativos de cada utente da rede, que por sua vez os fornecem a outras e poderosas redes de informação secretas de todo o mundo.
Ou seja, quando alguém se candidata a um emprego, a um cargo público, ou outras situações de foro pessoal ou social a súmula dos seus gostos, preferências, hábitos, tendências politicas, religiosas, etc., etc., são do mais que perfeito conhecimento das grandes empresas ou entidades públicas que pagam essa mercadoria, dados pessoais a nível global.
As postagens, os likes, os comentários, são ainda utilizados como forma orientativa do estímulo ao consumismo compulsivo, da reacção de públicos-alvo que sabem poder controlar seja para consumo, opinião, criar leis controversas e contrárias ao bem da humanidade, etc.
No que concerne à ética/moral a disseminação da baixa vibração de tantos contamina tantos outros que se afinizam com a mesma frustração ou estados de ânimo em desarmonia, é enorme a responsabilidade cármica destas contaminações.
No plano profissional os utentes contínuos da rede "social" perdem 30 a 40% do seu foco de concentração e competências laborais, interesse e criatividade, mais ainda quando trabalham em áreas que exijam foco e concentração plena.
Não estranhe se ao concorrer ao que quer que seja vir a sua pretensão recusada apesar do seu excelente Cv...pois é, eles, os que tomam as decisões, sabem mais da sua vida que Vç mesmo - o que é e não diz - as horas que passa ligado - e são perfeitos conhecedores destas percentagens de avaliação da saúde psíquica fortemente influenciada pela rede "social".
Esta é apenas uma das vertentes de controlo da Matrix ou governo sombra, sendo outras o programa Chip, o controle pelas doenças criadas, a intensificação da robotização, a liberalização da eutanásia, a aberrante Ideologia do Género, e algumas mais.
Sim…para isso servem os “inocentes” Likes, controlo global...a herança de nossos filhos e netos.


Por favor, acordem…

Maria Adelina