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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Quem os Clonou?





Quem os clonou?

Por onde se escoou a capacitação de expor, de argumentar com saber, da luminescência de tantos seres inteligentes, criativos? Vejo formas semelhantes...

- apressados por uma pausa na conversa para que possam consultar o apito que locomove sua mente condicionada quando chega mais uma postagem ao smartphone
– irritados porque a rede ali não funciona e ouviram o tlim tlim
– desconcentrados na atenção que lhes exige o estudo, o trabalho, o “estar” em grupo ou pior… em família
– desinformados porque ingerem apenas o que lhes é apresentado
– alienados pela futilidade do que recebem e enviam
- esgotados, sem criatividade ou dinamismo, exangues de energia pela vampirização a que se sujeitam o dia inteiro

Autênticos zombies com um apêndice mecânico radioactivo, às mãos colado, como se dele dependesse a sua própria vida…e de certa forma depende pois quem os clonou retirou-lhes o que de mais importante o ser humano tem, a liberdade, e a capacidade de renovarem o prana (energia fundamental). 

Assim transformados são retroalimentados por círculos de iguais, igualmente amestrados, cujo formato alimentar são “likes” que significa gostar, ainda que o postado seja o mais horripilante facto.

Que fizeram da vida viva, presente, luminosa, magnificente, produtiva estes companheiros de jornada, que nos embebeceram com os seus saberes, presença, criatividade, alegria! E que hoje desconhecemos no seu transe hipnótico saturado de clichés repetitivos, ocos, na bolha narcisística que os encarcera.

Onde estão? Quero acreditar que não se tenham irremediavelmente perdido, e que ainda se libertarão… Quem clonou tantos seres humanos? Devolvam-nos já!




Maria Adelina


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