Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O DIA EM QUE EU MORRI
Texto de Lígia Guerra


Estranho?
Nem tanto.
Se depois de ler esse texto você achar que ainda está vivo, óptimo!
Caso contrário, é bom repensar se ainda existe algum sopro de vida aí dentro.
Vou contar como tudo aconteceu.
A minha primeira parcela de morte aconteceu quando acreditei que existiam vidas mais importantes e preciosas do que a minha. O mais estranho é que eu chamava isso de humildade. Nunca pensei na possibilidade do auto abandono.
Morri mais um pouquinho no dia em que acreditei em vida ideal, estável, segura e confortável.
Passei a não saber lidar com as mudanças.
Elas me aterrorizavam.
Depois vieram outras mortes.
Recordo-me que comecei a perder gotículas de vida diária, desde que passei a consultar os meus medos ao invés do meu coração. Daí em diante comecei a agonizar mais rápido e a ser possuída por uma sucessão de pequenas mortes.
Morri no dia em que meus lábios disseram, não.
Enquanto o meu coração gritava, sim! ( ou vice versa....)
Morri no dia em que abandonei um projecto pela metade por pura falta de disciplina.
Morri no dia em que me entreguei à preguiça.
No dia em que decidir ser ignorante, bulímica, cruel, egoísta e desumana comigo mesma.
Você pensa que não decide essas coisas?
Lamento. Decide sim!
Sempre que você troca uma vida saudável por vícios, gulodice, sedentarismo, drogas e alienação intelectual, emocional, espiritual, cultural ou financeira, você está fazendo uma escolha entre viver e morrer.
Morri no dia em que decidi ficar em um relacionamento ruim, apenas para não ficar só.
Mais tarde percebi que troquei afecto por comodismo e amor por amargura.
Morri outra vez, no dia em que abri mão dos meus sonhos por um suposto amor.
Confundi relacionamento com posse e ciúme com zelo.
Morri no dia em que acreditei na crítica de pessoas cruéis.
A pior delas? Eu mesma.
Morri no dia em que me tornei escrava das minhas indecisões.
No dia em que prestei mais atenção às minhas rugas do que aos meus sorrisos.
Morri no dia que invejei, fofoquei e difamei.
Sequer percebi o quanto me havia tornado uma vampira da felicidade alheia.
Morri no dia que acreditei que preço era mais importante do que valor.
Morri no dia em que me tornei competitiva e fiquei cega para a beleza da singularidade humana.
Morri no dia em que troquei o hoje pelo amanhã.
Quer saber o mais estranho? O amanhã não chegou.
Ficou vazio… Sem história, música ou cor.
Não morri de causas naturais.
Fui assassinada todos os dias.
As razões desses abandonos foram uma sucessão de desculpas e equívocos.
Mas ainda assim foram decisões.
O mais irónico de tudo isso?
As pessoas que vivem bem não tem medo da morte real.
As que vivem mal é que padecem desse sofrimento, embora já estejam mortas.
É dessas que me despeço.

Assinado,

A Coragem


http://stelalecocq.blogspot.com/2014/06/o-dia-em-que-eu-morri.html
Fonte: thesecret.tv.br


terça-feira, 10 de junho de 2014




“Este é o primeiro dia do resto das nossas vidas”




Somos o que acreditamos ser, acreditemos no Ser que Somos.

Pela via da sementeira dos actos dia-a-dia, desintegremos o falso conceito de amor que preenche os relacionamentos de todos os tipos, a permissividade, o apego adicto, o abuso e o deixar-se abusar, o comodismo e o conformismo paralisante.

- AMOR é: a redescoberta do conceito de fraternidade, verídica, plena e abrangente a todos os seres que connosco partilham este espaço/tempo

-AMOR é: a coragem e a entrega à missão de se ser pais e de ensinar os filhos, não pelo castigo mas pelo exemplo constante.

- AMOR é: percebermos que “missão” significa serviço ( não subserviência) em todas as vertentes da nossa vida,  criativo, amoroso, sendo este a semente e o fruto da razão da nossa existência neste plano

-AMOR é: a resistência pacífica mas firme em prol de causas sociais e humanitárias que o coração desperto aponta, todas, e não apenas aquelas que afectam os nossos interesses pessoais

-AMOR é: amar-se a si mesmo, e que a expressão desse amor seja o estudo, a interiorização, a compaixão, a transcendência do ser que se é, para se poder ser, o SER que fomos destinados a SER


Maria Adelina





PORTUS GRAAL (Portugal)




Quo Vadis?







Naus ou miragem que rumo tomais
Pela utopia de tesouros materiais

Flocos de nuvens sereias do ar
Que o mar cobiça e quer amar

Arcos de Fé de olimpos celestes
Portais abertos p`ra outra margem

Quo vadis? Pois não vedes quem sois
Semente da Arca cujo tempo é chegado

Cavaleiros do meu Templo, sois em solo sagrado
Minha voz, meu amado…Portus Graal


M.







segunda-feira, 9 de junho de 2014





Intenção






Tudo passa…excepto a inteireza das tuas intenções mesmo quando não compreendidas

Tudo passa…excepto as sementes boas que plantaste sem intenção alguma

Intenção ou não intenção ambos são veículos de elevação quando movidos pela verdade, fraternidade, amor sem condição, mansidão, serviço, entrega

As pegadas formam trilhos que facilitam a outros o caminho - e nas suas margens, as flores germinam no olhar de quantos queiram ver

Intenção, com ou sem, pura e santa, é a pá do moinho que o vento arremessa ao colo de Deus

O demais não deixa rasto algum, tudo passa…


9 de Junho 2014 - Maria Adelina







domingo, 8 de junho de 2014



Pássaro incolor tem raízes que o dão firmeza, e tem assas leves que o façam voar até ao infinito... canta o teu pássaro, canta-o e acende todo o seu amor dentro de ti, cantar é sair do escuro, canta teu pássaro em louvor, agradecendo a deus pai, agradecendo a deus mãe, agradecendo ao amor entre ambos... 6 elementos no meio está o amor ordem de alimentação fogo-terra-metal-água-madeira-fogo, ciclo de auto controle fogo derrete o metal.

o metal corta a madeira.
a madeira ocupa e consome a terra.
a terra seca a água.
a água apaga o fogo.

todo o ciclo todo o voo tem seu sentido...
sê a consciência do pássaro... cria raízes de amor...
tem assas de amor para voar mesmo que sozinho...
que logo virão outros pássaros navegar por dimensões nunca antes sentidas...


liberta o pássaro do teu coração...
liberta o boi do teu estomago...
liberta os seres do mar nos teus rins e na tua bexiga...
liberta todos seres na arca de noé...
liberta a nossa mentalidade...
liberta o homem de sua prisão mental...


voa, acorda o divino que está em ti homem e mulher.. na humildade te reconhecerei...
na vaidade terei dificuldades mas mesmo assim reconheço-te meu deus...
na simplicidade reconheço-te...
na generosidade reconheço-te...
na paciência reconheço-te...
na verdadeira alegria de se contentar com o suficiente reconheço-te.



Rafael Ferreira



segunda-feira, 2 de junho de 2014






A Borboleta






Nos confins do mundo conhecido, a borboleta bateu as asas douradas, santo-e-senha do efeito de onda lento e progressivo da ascensão.
Magma em ebulição a bulir com as raízes cansadas que se rendem com o estertor da árvore quando é derrubada, e as amarras mentais vão sendo desgastadas na disfarçada loucura da escravização a que chamam racionalidade civilizacional.
Outras, as vides fortificadas, libertas das raízes do ego/individualismo, ganham asas. São hostes numericamente pequenas, embebidas do sal da terra e da essência do céu.
Como pássaros em migração, ajustam o V da formação, energia taquiónica, poder de tracção, são a força de elevação.
No tempo do não tempo tudo se cumpre no plano de Deus.


Maria Adelina