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sábado, 3 de setembro de 2016

O mais misterioso dos sentidos




Não sei bem por onde começar a descrever os aromas que evolam e dançam no ar. Sós, ou em grupo, combinam entre si como as notas da mais bela composição musical.
Assim é amigos, as coisas mais simples são por vezes as mais difíceis de descrever, no entanto são também as que marcam indelevelmente a nossa alma pela vida inteira.
Sabiam que o olfacto é o sentido mais duradouro que temos? Os cheiros, tão ou mais que outros sentidos, são frequentemente os motivadores das nossas emoções. Através deles sentimos atracção ou repulsa, boas recordações ou medos. Pelo olfacto revivemos experiências, e até aos momentos mais marcantes ou traumáticos das nossas vidas passadas. O olfacto está directamente ligado à nossa capacidade de memorização. E também pelo olfacto amamos, sendo este o mais nostálgico dos sentidos.
Perco-me um pouco na dissertação acerca destes curiosos factos sobre o olfacto, já que o meu cérebro é atraído pelos aromas que me rodeiam.
Como é habitual nesta época dedico-me às compotas, o ar que respiro está impregnado de toques aromáticos intensos, que se combinam na mais bela “composição musical” onde dançam as fadas dos sabores.

- A canela que enaltece a abóbora-menina
- O agreste limão que em ponto se derrete
- A laranja que de gengibre se inebria
- O tomate coração estrelado de anis
- A maça e o rosmaninho, que paixão
- A ameixa voluptuosa com sabor a sol
- O pêssego perfumado de jasmim

E as caldas vibram de cor, cobre, dourado, bordeaux, e se comprazem em macerar os sabores e os aromas das dádivas da terra, gratas aos sentidos do homem, presentes dos deuses...

Maria Adelina

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