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quinta-feira, 18 de agosto de 2016




O Fenómeno da Sincronicidade – por James Redfield

Receber notícias de pessoas imediatamente após termos sonhado com elas; Receber telefonemas de amigos em quem não conseguimos parar de pensar; Começar a falar ao mesmo tempo, a mesma frase que nosso interlocutor; Cantarolar a mesma canção que nosso colega de trabalho está começando a assobiar; Encontrar, repentinamente, sem ter marcado, ou planeado, justamente aquela pessoa com quem queremos ou precisamos conversar; Descobrir que alguém que acabamos de conhecer como cliente já foi vizinho de nosso melhor amigo; Estar numa cidade em que você nunca esteve, entrar num restaurante qualquer, apenas para constatar que o gerente foi seu colega de turma na faculdade; E, finalmente, experimentar a esquisita sensação de estar vivendo uma situação pela enésima vez, em todos os seus mínimos detalhes, sem conseguir determinar quando  ou onde ­a primeira vez aconteceu; aquilo que as pessoas costumam chamar de “déjà-vu”, deixa sempre um traço de mistério no ar. A maioria das pessoas costuma considerar fatos assim como frutos do mero acaso. Elas acham que as coincidências se explicam pela Lei das Probabilidades. Certamente, no meio da infinita gama de interacções que acontecem entre os seres humanos, a cada instante, em todo o planeta, ocorrências como as que descrevemos são matematicamente previsíveis. O que não parece fácil de explicar é a dimensão de seu impacto sobre a vida das pessoas. Há coincidências que mudam completamente a vida da gente. Acasos, que nos levam por caminhos inusitados, apontando, como setas fluorescentes, soluções que, de outra forma, estariam totalmente fora do nosso campo de visão. Acontecimentos inusitados, que chacoalham nossa existência, apresentando-­nos uma nova perspectiva do mundo e das coisas. É justamente por causa disso, que algumas pessoas acreditam que as coincidências são eventos reveladores, sinais de que uma força superior actua sobre nossas vidas, criando situações de aprendizado, abrindo um caminho claro em meio à densa névoa de ilusão que teimamos em aceitar como realidade. Pessoas que pensam assim chamam as coincidências de sincronicidade. Na Profecia Celestina descrevo de que maneira esses fenómenos ocorrem no nosso dia-a-dia e como podemos utilizá­-los para acelerar o processo de autoconhecimento e desenvolvimento espiritual.

James Redfield

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