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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Singularidade dos Relacionamentos




A Singularidade dos Relacionamentos









As denominações comuns que conferem um determinado estatuto a qualquer relacionamento, não são de forma alguma a sua identificação. Esta, é mais permeável à singularidade energética do mesmo, que ao seu enquadramento classificativo.
Podemos tomar como exemplo o que classificamos por amizade, esta, pode na realidade ser um compêndio de experiências sócio-afectivas distribuídas numa paleta tão abrangente, quantas as reacções sensórias que a Alma tenha vindo experimentar. Ou seja, os “amigos” não são a expressão de um sentimento generalista conhecido por amizade, mas filamentos energéticos interligados, alma/alma, cujas raízes alcançam os primórdios da caminhada do homem.
Quando as pessoas se cruzam e daí advém o desenvolvimento de laços de amizade, estes têm uma função específica no rol das tarefas em benefício do desenvolvimento emocional, e consequentemente espiritual mútuo.
Também nesta vertente, a da amizade, ao aspirante requerem atenção minuciosa e contínua os factores: veracidade, generosidade, desapego.
- Veracidade na intenção e razão de fomentar energia emocional com alguém,  percebendo e actuando em conformidade ao detectar a subjectividade desses campos quando induzidos por egoísmo, dependência, vaidade, orgulho, ou interesses mesquinhos.
- Generosidade na entrega plena ao momento, à partilha, num esforço de auto-elevação de padrões, com os quais possa, também, elevar aqueles com quem se “comparte”, porque na amizade superior, mais que compartir as posses, os seres compartem-se a si mesmos.
- Desapego da presença, da energia, do sentido de posse – o aspirante conhece as leis do cosmos, entre elas, a de que não existe barreira de tempo ou distância que separe ou macule.
Cada partilha energética (amizade) é única e específica nas suas coordenadas de tempo e intensidade. As vivências não podem ser repetidas ou copiadas, no entanto, todas comportam a importância devida, a cada fase da vida dos intervenientes.
Mais ou menos impregnadas de magnetismo, tornam-se catalisadoras das experiências necessárias ao crescimento individual, e por indução, colectivo.
Baseado nestes conhecimentos o aspirante reconhece a inutilidade do ciúme ou da possessividade entre aqueles que se amam.
Cada emissão energética tem o seu poder, a sua vibração, a sua cor, nenhum ser pode apagar ou substituir as vibrações de outro.
Apenas na diversidade e amplitude de conhecimentos partilhados pode existir crescimento em maturidade e harmonia.
Estas reflexões são apropriadas a todo tipo de relacionamentos, demos como exemplo a amizade, dado ser esta a base afectiva que sustenta qualquer outro relacionamento.



Maria Adelina de Jesus Lopes







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