Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

As incomparáveis Mães ...




Para os que vão entrar na creche, na escola, no liceu, na universidade...

Partilho a mensagem/pedido de uma Mãe…

 “Nesta hora de partida, início de um novo ano lectivo, faço um pedido de oração e entrega dos jovens guerreiros à Luz para que o Universo os proteja e os guie sempre no Caminho para o qual se autoconvocaram. Sempre na vontade divina.”

Maria Rosa Sá



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Vínculo com o Infinito



"Se compreendermos e sentirmos que nesta vida já temos um vínculo com o infinito, nossos desejos e nossas atitudes sofrem uma transformação. Numa análise final, só valemos alguma coisa por causa do essencial que personificamos, e se não personificarmos isso, a vida será desperdiçada"


Carl Jung

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Por cá, continua tudo a arder...





Por cá, continua  tudo a arder. Sinto uma inquietude interior para a qual encontro explicação no eco das energias que andam no ar. Sinto momentos conturbados a chegar. As pessoas não se convencem que tudo o que fazem, em particular à natureza, tem retorno e ela está a revoltar-se por a sua paciência estar a esgotar-se. 
Não sei como explicar: para lá do óbvio da situação que estamos a viver (o drama das pessoas que perdem casas – sem pararem para pensar na sua quota parte de responsabilidade) sinto uma energia mais forte e que está para além disso. Como sabe sinto-me muito ligada à energia da natureza e dos animais e tenho a sensação que fecho os olhos e sinto ecos da energia de sofrimento e revolta da Mãe Natureza, seja através dos animais, plantas e terras que nos rodeiam. 
É  uma sensação cada vez mais nítida, como se ela procurasse aqueles que entre nós conseguem ouvi-la para explicar o que está a acontecer e o que está para vir. Estranhamente recebo esse eco com compaixão e não com a ansiedade e revolta que no passado sentiria para com aqueles que estão na origem das causas que levam a estes acontecimentos, embora sentindo também uma profunda tristeza pela constatação de que as pessoas estão muito aquém de serem capazes de perceber o que está a acontecer, de forma a mudarem atitudes.  
Sinto como se estivéssemos à beira de abrir uma “caixa de pandora” e a humanidade, que não aproveitou as oportunidades que lhe foram dadas, vai começar a ser confrontada a sério com as consequências dos seus actos, numa espiral de sofrimento e tragédias que levarão a uma limpeza necessária de tudo e todos quantos, não estão em harmonia com o que está projectado para este planeta. 
A paciência dos nossos Guardiões esgotou-se e está na hora de aprender da forma mais dura.
E nessa altura pergunto: qual o nosso papel aqui? Eu dou por mim a consciencializar-me cada vez mais que é preciso ir contra a corrente e dou comigo à noite a ter necessidade de meditar pela paz, pela harmonia em zonas e locais que nunca vi, pelos ambientes fustigados, coisa que anteriormente achava que não fazia a diferença. Mas agora acho que faz e é cada vez mais necessário, pois tem sido o apelo que sinto nos últimos tempos: meditar, orar, devolver à natureza e ao Universo energia amorosa mesmo em pensamento, como forma de atenuar um pouco a energia que sinto que estão a emanar de cansaço perante as asneiras da Humanidade.



Marta Sobral

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entrega



Uma das palavras que Jesus mais tem dito, paralelamente a
- Confia...
é:
- Entrega.
Esta palavra tem sido tão forte que foi precisamente o título do meu primeiro livro. A doença da minha filha foi o início do processo que culminou com a Meditação de dia 28 de Março de 2001, quando vi Jesus pela primeira vez. Nessa altura eu ainda não tinha iniciado o meu percurso espiritual, e comecei a ouvir uma voz - que eu não sabia de quem era. E essa voz dizia:
- Entrega, entrega a tua filha. Ela é tua filha, mas ela não é tua. Tu não tens nada. Nada é teu. Por isso entrega.
E eu entreguei, mesmo sem compreender nada. Sem saber o que estava a fazer. A minha filha atualmente está ótima, mas a verdade é que nestes 14 anos eu não tenho feito outra coisa senão entregar absolutamente tudo. Porque eu sei que quando nós deixamos de querer que as coisas sejam de uma determinada maneira, quando nós aceitamos que as coisas vão ser o que tiverem de ser - para que nós consigamos evoluir mais -, a nossa vida ganha um enorme sentido de propósito, um grande significado.
Esta talvez tenha sido das maiores bênçãos que recebi, esse significado.
A forma de viver a minha a vida também mudou completamente. Quando começamos a entregar tudo - tudo mesmo: relações com pessoas, família, bens materiais, apegos, preocupações, controlo sobre a vida, etc. - começamos a receber imensa proteção do Céu.
- O Céu protege quem se compromete - diz Jesus regularmente.
E começamos a notar que algumas coisas acabam por ser muito melhores do que nós alguma vez pensámos. O nosso ego acha que sabe tudo, mas a verdade é que ele é muito pouco ambicioso. Eu tenho recebido bênçãos muito maiores do que alguma vez o meu ego pôde ambicionar. Muito maiores do que alguma vez o meu ego pôde sequer sonhar.
O nosso ego não consegue almejar coisas muito, muito altas, porque ele quer fugir da dor. E ao fugir da dor, fica sem foco. O foco deixa de ser alcançar alguma coisa concreta e passa a ser conseguir alcançar a ausência de uma outra coisa, no caso, a ausência da dor.
A partir do momento que eu aceito encarar a dor, aceito fazer o processo de a libertar, acedo a outras dimensões, a desenvolvimentos muito mais improváveis. E incríveis. E desafiadores.
E por isso esta entrega. A melhor maneira de evoluir é compreender que nada é meu, e entregar tudo ao Céu. Entregar-me ao Céu. Para que tudo seja o que tem de ser. Para que tudo seja da forma como tem de ser. Para que o rigor da energia de que somos feitos nos devolva isso mesmo. As coisas serem como podem ser na nossa vida.
Para que consigamos evoluir cada vez mais rápido. Ter acesso às lições cada vez mais rápido, aprender cada vez mais rápido. E quando nós nos dignamos a aprender, quando nós somos humildes o suficiente para perceber que nada é nosso e aceitamos aprender as lições, o grande portal energético abre-se e leva-nos a viver o resto da vida suspensos a 10 centímetros do chão.

Alexandra Solnado


A quem escreve e a quem lê


Como todos os anos, recomendo aquele que é o ponto de encontro da cidade do Porto com os livros, esses tesouros intemporais feitos de palavras.

A Feira do Livro está a decorrer até 18 de Setembro no Palácio de Cristal.

Permitam-me partilhar as palavras de uma amiga:


O escritor dá, o leitor acolhe. A escrita é uma relação bilateral, e por isso é que é estimulante e motivo de crescimento. Faz pontes, cria vínculos, estabelece laços entre as pessoas, cada vez mais sós e mais desavindas. Mas admiro sobretudo a capacidade do escritor de se dar ao mundo...Julgo que não é nada fácil mostrar-se por dentro, ainda que sob o signo plurissémico da poesia. O leitor é um sortudo. Recebe do escritor o que ele tem de mais pessoal, e em troca empresta a sua sensibilidade. Ser escritor é, quanto a mim, um puro ato de altruísmo, pois, por mais que ele se esconda por detrás das palavras, das metáforas, das personagens, há sempre o sentir subjectivo do escritor”

Cecília Pires



sábado, 3 de setembro de 2016


O mais misterioso dos sentidos




Não sei bem por onde começar a descrever os aromas que evolam e dançam no ar. Sós, ou em grupo, combinam entre si como as notas da mais bela composição musical.
Assim é amigos, as coisas mais simples são por vezes as mais difíceis de descrever, no entanto são também as que marcam indelevelmente a nossa alma pela vida inteira.
Sabiam que o olfacto é o sentido mais duradouro que temos? Os cheiros, tão ou mais que outros sentidos, são frequentemente os motivadores das nossas emoções. Através deles sentimos atracção ou repulsa, boas recordações ou medos. Pelo olfacto revivemos experiências, e até aos momentos mais marcantes ou traumáticos das nossas vidas passadas. O olfacto está directamente ligado à nossa capacidade de memorização. E também pelo olfacto amamos, sendo este o mais nostálgico dos sentidos.
Perco-me um pouco na dissertação acerca destes curiosos factos sobre o olfacto, já que o meu cérebro é atraído pelos aromas que me rodeiam.
Como é habitual nesta época dedico-me às compotas, o ar que respiro está impregnado de toques aromáticos intensos, que se combinam na mais bela “composição musical” onde dançam as fadas dos sabores.

- A canela que enaltece a abóbora-menina
- O agreste limão que em ponto se derrete
- A laranja que de gengibre se inebria
- O tomate coração estrelado de anis
- A maça e o rosmaninho, que paixão
- A ameixa voluptuosa com sabor a sol
- O pêssego perfumado de jasmim

E as caldas vibram de cor, cobre, dourado, bordeaux, e se comprazem em macerar os sabores e os aromas das dádivas da terra, gratas aos sentidos do homem, presentes dos deuses...

Maria Adelina