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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

“Quis saber quem sou, e encontrei uma multidão.
Eu sou muitos, um pouco de todos.
Exercito dia a dia, repetidamente o descobrir do individuo;
encontro a alegria, o prazer passageiro do corpo que sofre.
Nada é meu, nem mesmo o prazer me pertence.
Relances de uma felicidade egoísta.
Ah, como sou estúpido!
O exercício dia a dia, repetidamente não é para o individuo,
é uma escada para o céu.
No todo eu estou, quem sou?
Talvez nada, porque nada é não ser e não ser é tudo.”


Jorge Fernandes






segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A Liberdade da Alma





A Liberdade da Alma








Neste início de ano, e como não podia deixar de ser, vamos falar de amor.
Desta feita, falamos daquele que por norma fica esquecido ou ignorado, o amor por nós próprios.
Porque é na sua energia, na sua força, que se geram todas as demais formas de amor. Quem não se ame a si mesmo, é incapaz de amar a outrem, porque só amor, pode recriar e emitir amor.
A inexistência de auto-estima e auto-respeito, promove baixas e duradouras emoções, como seja o apego, a dependência, o ciúme, a paixão obsessiva, mas, nenhuma destas emoções é, amor.
Porque amor, não é emoção mas um sentimento feito de doação, desprendimento e liberdade
Tornou-se comum, ouvirmos os desabafos de pessoas dizendo que não sabem o porquê de continuarem em relacionamentos que lhes acarretam sofrimento e frustração.
Estes relacionamentos podem ser de vária ordem, amizades, amorosos, familiares e até profissionais.
Amigos, uma corrente tem sempre dois extremos, tudo o que está acorrentado a nós só o pode estar porque nós estamos também acorrentados a esse algo ou alguém, porque somos o outro extremo da corrente…
Seja pelos desentendimentos, pelo medo, pelo desejo, por dependência, pela raiva, pelos preconceitos, pelas boas ou más recordações, por empatia energética, por vingança, por complexos de culpa, tudo se torna numa corrente, da qual, nós somos parte.
Como qualquer corrente, e com o tempo, também estas se tornam pesadas, oxidadas, condicionantes, grades para a Alma… 
- É na resistência às situações que as capacitamos e alimentamos com a energia necessária a que se desenvolvam e fortaleçam.
- É pelo reconhecimento e aceitação das mesmas que as purificamos e desmagnetizamos, elevando a nossa vibração para além do campo emocional.
Pela clarificação dos nossos caminhos, resgatamos a matriz do amor, de, e para nós, que assim renovado, será o código dos nossos portais.
O momento supremo da vida e que culmina num esplendor de liberdade, é aquele em que percebemos, e integramos em nós, que nada nem ninguém acresce nem retira nenhuma partícula à nossa felicidade.
A partir do momento em que decidimos ser felizes… felizes seremos em qualquer circunstância.
Em muitos povos, a Alma era associada à borboleta e simbolizada como tal.
Pela libertação da crisálida, a borboleta desperta em cores de céu e asas de anjo, será esse o esplendor que veremos reflectido no lago da estima e do amor pessoal… e as asas, existem para voar.



Maria Adelina de Jesus Lopes











            Os Portais do Rei Ki









Este título é em si mesmo sugestivo… porque afinal todos conhecem o Rei Ki como terapia, mas, como repetimos exaustivamente, o Rei ki é uma terapia diferente….
Vamos então à descoberta dessa diferença…Comecemos por esclarecer o que é “terapia e terapeuta” :
- Terapia: é um processo de cura
- Terapeuta: é o agente de cura
Para formar terapeutas existem escolas, institutos que com toda legitimidade e que dentro do seu campo de conhecimentos formam terapeutas.
Mas, o Rei Ki é diferente….
Prosseguindo à descoberta da tal diferença, e quando analisamos em profundidade as circunstâncias vivenciais da sociedade actual, exacerbadamente materialista, verificamos que os terapeutas (mesmo os chamados alternativos), estão já totalmente inseridos no que eu chamo a Matrix. Ou seja um sistema onde se faz a apologia da doença, e não o da cura. Este é o estado actual da nossa sociedade!
São tantos a quererem curar outros tantos, que na conivência e estimulados por lobbies poderosíssimos como são as mega indústrias farmacêuticas, tudo roda para alimentar a ideia generalizada de que somos todos doentes…
Esta ideia está tão enraizada, que muitas pessoas que têm em si mesmas as ferramentas da cura, no entanto, continuam a preferir o auto-envenenamento sistemático pelos fármacos ou a recorrência a tratamentos milagrosos, ou máquinas sofisticadas, que apenas disfarçam os sintomas, ou têm o efeito placebo, sem nunca eliminarem a causa.
Existem umas partilhas da autoria de Trigueirinho  “Os curadores em oposição aos curandeiros” cuja leitura recomendamos. O sistema do curandeirismo, tal como o dos fármacos, atenua e disfarça por horas, dias ou até meses a sintomatologia, mas não cura a causa das desarmonias.
Amigos… ninguém cura ninguém – Somos nós que nos curamos a nós próprios, e o ideal é, evitar, prevenir a doença…
Para tal, somos livres de exercer o direito de opção pela saúde ou pela doença. Para fazermos isso, temos antes de mais de nos conhecermos, e quando gradualmente vamos conhecendo este Ser que somos, em todas a suas vertentes, quando nos permitimos reconhecer as nossas facetas emocionais desalinhadas, quando nos permitimos abrir a mente para novas formas de estar e ser, quando permitimos ao nosso coração que se expresse pela sua verdade, a sua única verdade, que é o Perdão e o Amor Incondicional, nada, mas nada nos pode atacar em qualquer dos nossos campos dimensionais ou corpos.
Quando afirmamos que o Rei Ki é diferente, é pelo simples facto de que este tem duas vertentes, numa primeira e básica abordagem, o Rei Ki é realmente uma terapia, que actua no imediato, em qualquer área dos corpos e nivela, vitaliza, harmoniza, e abre os portais à cura. Mas quem tem que passar os portais é a própria pessoa, sejamos nós ou outro, que veio à procura de ajuda.
Mas, ninguém consegue passar os portais com as vestes que sempre usou, é preciso remodelar o fato, ……porque somos seres perfeitos, que ao longo de vidas fomos armazenando múltiplas estirpes de bactérias astrais ….
A outra faceta do Rei Ki é a vertente espiritual, porque a Energia é Sagrada, é a expressão do Espírito ao serviço, pela entrega total.
Rei Ki é o Espírito Santo…chega a todos? Paira sobre todos, está ao alcance de todos no seu máximo limite de descida! Depois, toca-nos a nós elevar-nos, um pouquinho que seja, para que o encontro se dê.
Existem também os casos das curas chamadas milagrosas em que num simples passe magnético, num toque, num tratamento, alguém se cura de uma longa e difícil doença.
Nestes casos, que estão documentados ao longo da História e da qual Jesus é figura central, existem dois factores fundamentais, dois ingredientes que na sua fusão alquímica promovem o milagre:
- um desses elementos é o amor (mas um amor de qualidade e quantidade tão plena, que quando estamos em desarmonia não conseguimos sequer percebê-lo), este era o amor que Jesus emitia
- o segundo elemento, mas não menos importante, a contra- parte do milagre, é a Fé da pessoa que pede ajuda, o acreditar, o querer! ELE dizia-o sempre, quando um destes milagres ocorria “ A tua Fé te salvou”.
Aqui, e nos tempos actuais, o conceito Fé tem que ser acrescido pelo conhecimento, saber aquilo que somos, e optar, por aquilo que queremos ser e isto faz-se pelo desbravar o conhecimento.
Depois é só meter pés a caminho, o do meio, o TAO.
Ao trilhar o caminho, as pessoas adquirem uma expansão de consciência, reparem, não é uma nova consciência, porque ela é só uma, é a expansão da sua própria consciência.
Como um balão que estivesse amarfanhado pelas nossas pequenas mentes egóicas, pelas nossas emoções doentias, que de repente se solta dessas correntes, enche-se de ar puro e começa a subir e quanto mais sobe, obtêm-se, naturalmente, outras perspectivas, que por sua vez facilitam continuar a subida.
Nas civilizações antigas, remanescentes da Atlântida, entre elas a Egípcia, existiu e ainda existe, um grande saber oculto, que gradualmente vai sendo desvendado à humanidade, exactamente na proporção que cada ser tem capacidade para assimilar.
Nessa civilização fundaram-se as famosas Escolas de Mistérios, de onde saíram posteriormente grandes Mestres.
As pessoas que pelo seu trabalho e mérito conseguiam ser aceites nessas escolas eram chamados de Iniciados, que significa: procurar a conexão do homem com o Universo, a junção ou fusão da dualidade, o conhecimento do que vai além do físico, por outras palavras, ir ao encontro da metafísica, a superação da missão motivadora da nossa encarnação.
Amigos, é o tempo de recuperar a compreensão e o respeito pela tradição, não a limitadora, mas a sábia, que nos ensina que o processo é por vezes longo, mas fascinante. Não se “formam” pessoas em Rei Ki, menos ainda por atacado….
Rei Ki, é um estado de consciência a atingir gradualmente, conforme vamos fazendo, e de que forma fazemos, o TAO (Caminho)….
Porque não é a ferramenta que faz o trabalhador, é a prestação e o equilíbrio do trabalhador que atrai a si, mais e melhores ferramentas…
E aí, emerge a Maestria, porque esta é algo que deve nascer de dentro para fora, e que se expande até tocar as fímbrias de outros seres.
Somos uma Família, em que cada um de nós é em si mesmo uma semente, que a seu devido tempo vai desabrochar, ser Água Viva para tudo o que o rodeia, ser a boa semente de outros campos, para o qual devemos ainda fortalecer-nos, que o caminho é longo.

A palavra TERAPIA vem de THERAPEUEN, palavra de origem grega e que significa INICIAÇÃO



Maria Adelina de Jesus Lopes