Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
(...)
Passamos a vida tão ao de leve, tão preocupados com coisas mundanas, com as
contas, com os horários, com o que os outros pensam, com o que é que se
tira para o jantar, com aquele berbicacho que temos de resolver até ao dia
seguinte, que nos esquecemos do que realmente importa. De quem realmente
importa.
Só as
tragédias nos espicaçam durante uns dias.
Nesse
período, prometemos a nós próprios que vamos ser pessoas melhores, que vamos
preocupar-nos mais com os outros, que vamos telefonar mais vezes aos pais, aos
avós, aos amigos, que vamos cumprir aquela promessa há tanto tempo
adiada.
Prometemos
tudo isto, para logo a seguir sermos novamente engolidos pelo quotidiano e
atirados a um mundo que não está feito para contemplações. Um mundo que não nos
dá tempo para pensar, que não nos dá tempo para tudo o que um dia gostaríamos
de fazer ou dizer.
E, quando
mais de 90% da população luta para sobreviver, é quase um insulto pedir que
sejamos mais contemplativos e olhemos para as pequenas coisas poéticas que a
vida nos oferece. A poesia não paga as contas, não cumpre os horários, não faz
o jantar.
Mas então
acontece uma tragédia. Um acidente, uma doença, uma injustiça. Um segundo que
nos rouba o chão, que nos traz o desejo doloroso de ter tido mais um dia, mais
um abraço, mais uma palavra sussurrada ao ouvido. Nessa altura, o que nos resta
senão as tais coisas poéticas?
Quando não
há um corpo, quando não há vida, matéria, substância, persistem as recordações
e a culpa por todos os minutos que perdemos a pensar nas contas, nos horários e
nos jantares. Porque, por muitas voltas que a vida dê, por muitas obrigações
que o mundo nos imponha, são as pessoas que nos dão sentido.
Pessoas que
merecem ouvir todos os dias o quanto são importantes na nossa vida. Todos os
dias. Não apenas nos dias das grandes alegrias. Ou das grandes tragédias.
Filipa
Fonseca Silva
sábado, 15 de novembro de 2014
A nossa “Linhagem”
A nossa “Linhagem”
Todos nós
pertencemos a um Grupo de Almas, uma Linhagem.
Cada grupo
de Almas tem uma função específica, e na fusão da sinergia criada por diversos
grupos podemos muito mais facilmente “mover montanhas”.
Um ou mais
membros do nosso grupo de almas pode até não estar nesta dimensão, na matéria,
é no entanto uma influência sempre presente nas escolhas que fazemos.
Todos os que
estão D`Alma e Coração empenhados na maturidade de
consciência/crescimento espiritual, lembremos que
a experiência individual é reveladora, mas a partilha com os
outros fomentada apenas pelo amor incondicional, é a força da realização.
Apelamos à
união, ao encontro da trindade pensamento-sentimento-energia, ao deixar para
trás interesses individuais/materiais/égoicos, porque está na hora!....de
colocar na prática todo o conhecimento absorvido, de experienciar toda a teoria
acumulada, de tornar o conhecimento e a teoria naquilo para que foram criadas
que é: Sabedoria
E para isso,
o caminho é o do reencontro com os nossos Grupos de Almas.
Vamos abrir
o coração, derrubar as barreiras mentais, e experimentar, realmente, A Unicidade.
Que a
Esperança, o Positivismo, a Gratidão, a Entrega, sejam sempre as ferramentas
mais usadas para “Elevar” as consciências com as quais ombreamos, neste
maravilhoso Caminho de Evolução.
Maria
Adelina de Jesus Lopes
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Significado de Colega
Envio um pequeno texto
sobre uma coisa que me ocorreu hoje, logo pela manhã.
um abraço.
E.P.
Significado de Colega
“s.m. e f. Pessoa que pertence ao mesmo colégio, à mesma
classe, escola, instituição, corporação, repartição ou sociedade,
principalmente literária ou científica, que outra ou outras; aquele que
preenche as mesmas funções, que exerce a mesma profissão ou atividade que
outras pessoas: colegas de escola, de magistratura.
Bras. Fam. Companheiro de estudos, de folguedos; camarada.” - in dicionário
Bras. Fam. Companheiro de estudos, de folguedos; camarada.” - in dicionário
Perdeu-se a noção do
que é ser “colega”. Um colega é apenas mais uma pessoa que trabalha connosco,
que estuda connosco, que …enfim …faz uma séria de actividades connosco. É
alguém que faz parte do mesmo grupo que nós. Infelizmente, ser colega,
actualmente, não significa nada. É apenas mais uma pessoa no meio de tantas
outras. Como é apenas um colega não importa nada se está doente, não importa
saber o motivo pelo qual se ausentou, não importa saber porque está triste,
alegre, porque chora, porque chegou tarde. Instalou-se a ideia de que não
devemos perguntar nada ou dizer nada porque é apenas um colega e, portanto, não
devemos invadir a vida dele, não temos que ver com ele. Mas se fosse um amigo!
Certamente seria diferente. Ou não? Pois é, certamente seria!
A virtualidade
trouxe-nos muitos amigos. Temos inúmeros amigos no facebook e é com eles que
convivemos. Mas os amigos do facebook não vêm, no momento exacto, os nossos
rostos alegres, tristes, preocupados, ensimesmados,…Apenas os colegas do dia-a-dia
têm esse privilégio. Porque trata-se de um privilégio ter um colega que se
importe connosco.
Infelizmente, a
realidade (que não é a mesma do Fernando Pessoa) diz-nos que aquele privilégio
está a extinguir-se porque não é cultivado. Os colegas não são cultivados.
Estamos na era do cultivo dos amigos virtuais.
Ter um colega é um
privilégio e como tal merecedor do nosso apreço, respeito e admiração.
Constato, infelizmente que tal como o dito privilégio também a noção de Colega
se está a extinguir.
São os chamados
“Tempos Modernos”.
7.11.2014
E.P.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Qual o critério de avaliação do "Sofrimento"
Qual o critério de avaliação do Sofrimento
A humanidade tem vindo a ser alertada
para as circunstâncias que gradualmente vão chegando, no que respeita às
vivências pessoais, familiares, profissionais, afectivas, sociais, a um nível
global. São, “os sinais dos tempos”.
Estes são os tempos de avaliação
não da nossa capacidade de sofrimento, mas sim da tradução que cada um faz, do
que chamamos “sofrimento”
São duas as vertentes principais
do sofrimento: o físico e o emocional, que por sua vez interagem e se promovem.
Duas são, também, as principais razões da existência do mesmo: alerta e
redenção.
As facetas das nossas vidas estão
interligadas, e assim mesmo estão interligadas directamente com as vidas dos
que nos rodeiam, a nossa família cármica, e no global com tudo o que existe,
com o Todo.
Qualquer sofrimento sentido deve
ser visto como um sinal de alarme ao sentido dos desejos ou desvio do Caminho.
Qualquer sofrimento infligido
deve ser corrigido, pois este torna-se bloqueio no nosso percurso evolutivo
É hora de nos desfazermos da
ilusão (bastante conveniente) da
existência de uma entidade externa, castigadora, que volta e meia, despeja
sobre nós a sua justiça, sob a forma de algum tipo de sofrimento.
A Entidade Suprema, essa existe,
mas somos nós próprios, numa dimensão subtil de existência. O modo como estamos
na vida, consciente ou subconsciente é a causalidade onde germinam todos
os acontecimentos dessa mesma vida, os doces, e os amargos.
Na vida de todos nós existem dois
factores incontornáveis, a data do nascimento ( o vir da luz ) e a data da partida ( o regresso à luz).
Neste entremeio temporal, é de
nossa escolha o que fazer com o tempo que nos é concedido, mantendo acesa a
tocha do Caminho da Iluminação.
Na maior parte das pessoas onde
existe sofrimento, este, é a alavanca que tenta deslocar a subconsciência (automatização comportamental) para uma
supra-consciência (actuação lúcida em
todas as vertentes do ser), porque não podemos mais continuar adormecidos.
Estes são os tempos onde por
tantos meios somos estimulados a despertar para uma nova realidade, onde
tudo se relativiza pela compreensão das causas, onde tudo se recria, na
realidade superior e eterna.
Sim porque tudo é relativo…qual o
nível de consciência que usamos como critério de avaliação dos nossos sofrimentos?
Em relação aos que nos rodeiam, e a todos os seres? Este é hoje o teste a que todos estamos submetidos.
Só pela compaixão activa, se pode
transmutar o mundanismo, o egoísmo, o egocentrismo, a arrogância, a vaidade,
porque o tempo, é chegado! É a hora de dar as mãos, movidos apenas pela
intenção duma real justiça humanitária e fraterna.
É o único meio, e o tempo
esgota-se…
Maria Adelina de Jesus Lopes
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
O segredo da abundância total - de que precisas?
De que precisas?
Aquilo que precisamos,
retorna a nós, rigorosamente, na proporção, medida, e “qualidade” daquilo que
doamos
Focalizemos a nossa reflexão sobre os receptores, aqueles que por norma,
recebem.
Abundante é o acervo de pareceres acerca do conceito de doação quando
gerado num verídico altruísmo. Quando doamos em generosidade,
abrimos as comportas, iniciamos o processo de partilha, este só se completa, na
medida da receptividade e ressonância frutífera, à nossa doação.
São inúmeras as fontes que o Universo colocou à disposição dos sequiosos
do saber, do relembrar. Também nestes casos, se aplica a máxima “quanto maior o
conhecimento, maior a responsabilidade”.
As escolhas que fazemos, e em tudo na vida, são a emissão de onda que vai
retornar a nós, mais fortalecida, com o conteúdo que emitimos ou que sonegamos.
Qual o teor nutritivo desse conteúdo que aproveitamos como receptores?
Proveito, gratidão, passagem de testemunho? Sofregamente bebe-se de todos os
açudes, sem se retirar o real provento dos mesmos…tão simplesmente porque,
detemos o fluxo, barricamos em nós o conhecimento, a dádiva, e como uma pequena
semente sem terra, esta morre, sem ter sequer nascido. Maioritariamente, ainda,
os que buscam dádiva, consolo, serviços, raramente se colocam no papel de
doadores, de consoladores, de servidores…
O nosso quinhão de terra, aquele onde podem germinar as nossas sementes,
é a partilha franca, despojada.
Na procura de respostas e bem-estar, procura-se aconchego na proximidade
de outros seres com as mesmas inquietações, no entanto, impõe-se ética e
responsabilidade. O cuidado primordial a ter é de manter o
circuito energético em expansão, em doação, seja no nível individual, seja no
grupal. Se o foco de trabalho se centra no individualismo egocêntrico movido
pelo anseio básico de “receber” a corrente sinergética torna-se num
processo de retro alimentação viciada e tóxica, e mantém-se igual, como um
charco de águas paradas.
As Leis Cósmicas são imutáveis e sempre presentes…Carma = Causa e Efeito…
“Só recebe quem estiver preparado para dar” Gandhi
A simplicidade deste ensinamento antigo é Lei : recebemos em conformidade
com o que doamos! Tudo o que sentes que precisas, dá! e receberás em abundância...
Trabalho, presença, tempo, conhecimentos, meios, todos temos algo para doar, não
o que nos sobra, mas aquilo que nos faz bem… o que aprendemos, o que recebemos, são as sementes
que nos tocaram, e a seara está por todo lado…
Amigos, nestes tempos de mudança, vamos mudar a agulheta que norteia os
nossos medos! A saúde, a abundância, a paz, a alegria, são o resultado da
libertação do foco na carência, no individualismo egoico, no comodismo.
Vamos espraiar a nossa Luz por esse imenso espelho que são todos os que
nos rodeiam. Vamos elevar a vibração do nosso coração, que por ressonância,
envolva tudo e todos no Planeta.
“Paz na Terra aos Homens de Boa-Vontade”
Maria Adelina de Jesus Lopes
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