Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

terça-feira, 18 de novembro de 2014



(...) Passamos a vida tão ao de leve, tão preocupados com coisas mundanas, com as contas, com os horários, com o que os outros pensam, com o que é que se tira para o jantar, com aquele berbicacho que temos de resolver até ao dia seguinte, que nos esquecemos do que realmente importa. De quem realmente importa.
Só as tragédias nos espicaçam durante uns dias. 
Nesse período, prometemos a nós próprios que vamos ser pessoas melhores, que vamos preocupar-nos mais com os outros, que vamos telefonar mais vezes aos pais, aos avós, aos amigos, que vamos cumprir aquela promessa há tanto tempo adiada. 
Prometemos tudo isto, para logo a seguir sermos novamente engolidos pelo quotidiano e atirados a um mundo que não está feito para contemplações. Um mundo que não nos dá tempo para pensar, que não nos dá tempo para tudo o que um dia gostaríamos de fazer ou dizer. 
E, quando mais de 90% da população luta para sobreviver, é quase um insulto pedir que sejamos mais contemplativos e olhemos para as pequenas coisas poéticas que a vida nos oferece. A poesia não paga as contas, não cumpre os horários, não faz o jantar.
Mas então acontece uma tragédia. Um acidente, uma doença, uma injustiça. Um segundo que nos rouba o chão, que nos traz o desejo doloroso de ter tido mais um dia, mais um abraço, mais uma palavra sussurrada ao ouvido. Nessa altura, o que nos resta senão as tais coisas poéticas? 
Quando não há um corpo, quando não há vida, matéria, substância, persistem as recordações e a culpa por todos os minutos que perdemos a pensar nas contas, nos horários e nos jantares. Porque, por muitas voltas que a vida dê, por muitas obrigações que o mundo nos imponha, são as pessoas que nos dão sentido. 
Pessoas que merecem ouvir todos os dias o quanto são importantes na nossa vida. Todos os dias. Não apenas nos dias das grandes alegrias. Ou das grandes tragédias.


Filipa Fonseca Silva





sábado, 15 de novembro de 2014

A nossa “Linhagem”





A nossa “Linhagem”





Todos nós pertencemos a um Grupo de Almas, uma Linhagem.
Cada grupo de Almas tem uma função específica, e na fusão da sinergia criada por diversos grupos podemos muito mais facilmente “mover montanhas”.
Um ou mais membros do nosso grupo de almas pode até não estar nesta dimensão, na matéria, é no entanto uma influência sempre presente nas escolhas que fazemos.
Todos os que estão D`Alma e Coração empenhados na  maturidade de consciência/crescimento espiritual, lembremos que a experiência individual é reveladora, mas a partilha com os outros fomentada apenas pelo amor incondicional, é a força da realização.
Apelamos à união, ao encontro da trindade pensamento-sentimento-energia, ao deixar para trás interesses individuais/materiais/égoicos, porque está na hora!....de colocar na prática todo o conhecimento absorvido, de experienciar toda a teoria acumulada, de tornar o conhecimento e a teoria naquilo para que foram criadas que é: Sabedoria
E para isso, o caminho é o do reencontro com os nossos Grupos de Almas.
Vamos abrir o coração, derrubar as barreiras mentais, e experimentar, realmente, A Unicidade.
Que a Esperança, o Positivismo, a Gratidão, a Entrega, sejam sempre as ferramentas mais usadas para “Elevar” as consciências com as quais ombreamos, neste maravilhoso Caminho de Evolução.


Maria Adelina de Jesus Lopes




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Significado de Colega



Envio um pequeno texto sobre uma coisa que me ocorreu hoje, logo pela manhã.
um abraço.
E.P.

Significado de Colega
“s.m. e f. Pessoa que pertence ao mesmo colégio, à mesma classe, escola, instituição, corporação, repartição ou sociedade, principalmente literária ou científica, que outra ou outras; aquele que preenche as mesmas funções, que exerce a mesma profissão ou atividade que outras pessoas: colegas de escola, de magistratura.
Bras. Fam. Companheiro de estudos, de folguedos; camarada.” - in dicionário



Perdeu-se a noção do que é ser “colega”. Um colega é apenas mais uma pessoa que trabalha connosco, que estuda connosco, que …enfim …faz uma séria de actividades connosco. É alguém que faz parte do mesmo grupo que nós. Infelizmente, ser colega, actualmente, não significa nada. É apenas mais uma pessoa no meio de tantas outras. Como é apenas um colega não importa nada se está doente, não importa saber o motivo pelo qual se ausentou, não importa saber porque está triste, alegre, porque chora, porque chegou tarde. Instalou-se a ideia de que não devemos perguntar nada ou dizer nada porque é apenas um colega e, portanto, não devemos invadir a vida dele, não temos que ver com ele. Mas se fosse um amigo! Certamente seria diferente. Ou não? Pois é, certamente seria!

A virtualidade trouxe-nos muitos amigos. Temos inúmeros amigos no facebook e é com eles que convivemos. Mas os amigos do facebook não vêm, no momento exacto, os nossos rostos alegres, tristes, preocupados, ensimesmados,…Apenas os colegas do dia-a-dia têm esse privilégio. Porque trata-se de um privilégio ter um colega que se importe connosco.

Infelizmente, a realidade (que não é a mesma do Fernando Pessoa) diz-nos que aquele privilégio está a extinguir-se porque não é cultivado. Os colegas não são cultivados. Estamos na era do cultivo dos amigos virtuais.

Ter um colega é um privilégio e como tal merecedor do nosso apreço, respeito e admiração. Constato, infelizmente que tal como o dito privilégio também a noção de Colega se está a extinguir.

São os chamados “Tempos Modernos”.

7.11.2014

E.P.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Qual o critério de avaliação do "Sofrimento"






Qual o critério de avaliação do Sofrimento


A humanidade tem vindo a ser alertada para as circunstâncias que gradualmente vão chegando, no que respeita às vivências pessoais, familiares, profissionais, afectivas, sociais, a um nível global. São, “os sinais dos tempos”.

Estes são os tempos de avaliação não da nossa capacidade de sofrimento, mas sim da tradução que cada um faz, do que chamamos “sofrimento”
São duas as vertentes principais do sofrimento: o físico e o emocional, que por sua vez interagem e se promovem. Duas são, também, as principais razões da existência do mesmo: alerta e redenção.
As facetas das nossas vidas estão interligadas, e assim mesmo estão interligadas directamente com as vidas dos que nos rodeiam, a nossa família cármica, e no global com tudo o que existe, com o Todo.
Qualquer sofrimento sentido deve ser visto como um sinal de alarme ao sentido dos desejos ou desvio do Caminho.
Qualquer sofrimento infligido deve ser corrigido, pois este torna-se bloqueio no nosso percurso evolutivo
É hora de nos desfazermos da ilusão (bastante conveniente) da existência de uma entidade externa, castigadora, que volta e meia, despeja sobre nós a sua justiça, sob a forma de algum tipo de sofrimento.
A Entidade Suprema, essa existe, mas somos nós próprios, numa dimensão subtil de existência. O modo como estamos na vida, consciente ou subconsciente é a causalidade onde germinam todos os acontecimentos dessa mesma vida, os doces, e os amargos.
Na vida de todos nós existem dois factores incontornáveis, a data do nascimento ( o vir da luz ) e a data da partida ( o regresso à luz).
Neste entremeio temporal, é de nossa escolha o que fazer com o tempo que nos é concedido, mantendo acesa a tocha do Caminho da Iluminação.
Na maior parte das pessoas onde existe sofrimento, este, é a alavanca que tenta deslocar a subconsciência (automatização comportamental) para uma supra-consciência (actuação lúcida em todas as vertentes do ser), porque não podemos mais continuar adormecidos.
Estes são os tempos onde por tantos meios somos estimulados a despertar para uma nova realidade, onde tudo se relativiza pela compreensão das causas, onde tudo se recria, na realidade superior e eterna.
Sim porque tudo é relativo…qual o nível de consciência que usamos como critério de avaliação dos nossos sofrimentos? Em relação aos que nos rodeiam, e a todos os seres? Este é hoje o teste a que todos estamos submetidos.
Só pela compaixão activa, se pode transmutar o mundanismo, o egoísmo, o egocentrismo, a arrogância, a vaidade, porque o tempo, é chegado! É a hora de dar as mãos, movidos apenas pela intenção duma real justiça humanitária e fraterna.
É o único meio, e o tempo esgota-se…


Maria Adelina de Jesus Lopes





sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O segredo da abundância total - de que precisas?







De que precisas? 



Aquilo que precisamos, retorna a nós, rigorosamente, na proporção, medida, e “qualidade” daquilo que doamos


Focalizemos a nossa reflexão sobre os receptores, aqueles que por norma, recebem.
Abundante é o acervo de pareceres acerca do conceito de doação quando gerado num verídico altruísmo. Quando doamos em generosidade, abrimos as comportas, iniciamos o processo de partilha, este só se completa, na medida da receptividade e ressonância frutífera, à nossa doação.
São inúmeras as fontes que o Universo colocou à disposição dos sequiosos do saber, do relembrar. Também nestes casos, se aplica a máxima “quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade”.
As escolhas que fazemos, e em tudo na vida, são a emissão de onda que vai retornar a nós, mais fortalecida, com o conteúdo que emitimos ou que sonegamos. Qual o teor nutritivo desse conteúdo que aproveitamos como receptores? Proveito, gratidão, passagem de testemunho? Sofregamente bebe-se de todos os açudes, sem se retirar o real provento dos mesmos…tão simplesmente porque, detemos o fluxo, barricamos em nós o conhecimento, a dádiva, e como uma pequena semente sem terra, esta morre, sem ter sequer nascido. Maioritariamente, ainda, os que buscam dádiva, consolo, serviços, raramente se colocam no papel de doadores, de consoladores, de servidores…
O nosso quinhão de terra, aquele onde podem germinar as nossas sementes, é a partilha franca, despojada.
Na procura de respostas e bem-estar, procura-se aconchego na proximidade de outros seres com as mesmas inquietações, no entanto, impõe-se ética e responsabilidade. O cuidado primordial a ter é de manter o circuito energético em expansão, em doação, seja no nível individual, seja no grupal. Se o foco de trabalho se centra no individualismo egocêntrico movido pelo anseio básico de “receber” a corrente sinergética torna-se num processo de retro alimentação viciada e tóxica, e mantém-se igual, como um charco de águas paradas.
As Leis Cósmicas são imutáveis e sempre presentes…Carma = Causa e Efeito…
“Só recebe quem estiver preparado para dar” Gandhi
 A simplicidade deste ensinamento antigo é Lei : recebemos em conformidade com o que doamos! Tudo o que sentes que precisas, dá! e receberás em abundância...
Trabalho, presença, tempo, conhecimentos, meios, todos temos algo para doar, não o que nos sobra, mas aquilo que nos faz bem… o que aprendemos, o que recebemos, são as sementes que nos tocaram, e a seara está por todo lado…
Amigos, nestes tempos de mudança, vamos mudar a agulheta que norteia os nossos medos! A saúde, a abundância, a paz, a alegria, são o resultado da libertação do foco na carência, no individualismo egoico, no comodismo.
Vamos espraiar a nossa Luz por esse imenso espelho que são todos os que nos rodeiam. Vamos elevar a vibração do nosso coração, que por ressonância, envolva tudo e todos no Planeta.


“Paz na Terra aos Homens de Boa-Vontade”



Maria Adelina de Jesus Lopes