Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O Comboio





“Assim como pensares, assim serás.
O Amor, é a força que te impele.
A Fé, o cajado que te ampara na caminhada.
Firma teus olhos na luz da tua Alma que
como um farol te indica o caminho a seguir”

Morya



O Comboio

O comboio é uma das formas mais proveitosas que existem para viajar. De forma pausada, leva-nos por uma imensidão de paisagens policromáticas, nas quais vamos deixando a nossa pegada. O comboio é também uma óptima analogia da nossa vida. Cada carruagem, um ciclo ou uma faceta dessa mesma vida.
A evolução gradual e qualitativa da lucidez consciencial dá-nos noções, razões e opções, para o sucessivo aprimorar, no dia-a-dia, da excelsa obra que é cada um dos nossos percursos de vida.
Cada comboio vem composto das carruagens necessárias e apropriadas, à missão que nos propusemos nesta encarnação.
Nenhuma está a mais, ou a menos, nenhuma é privilegiada ou defeituosa em termos comparativos com outras.
A família em que nascemos, as condições sociais, as aptidões, características físicas, são, rigorosamente, a matéria-prima que precisamos para criar a já referida obra, pela subtilização e ampliação da consciência superior. Ao longo da vida outras carruagens se juntam às iniciais, e todas, vão compondo a sinfonia maravilhosa do nosso percurso.

As Condições:

Sejam quais sejam as paisagens (condições) da nossa vida, cabe-nos a manutenção e a condução do que somos para oitavas superiores de vibração, onde a toxidade emocional planetária, não nos macule ou retenha.
Somos seres solares, cuja função última, é a implantação da Harmonia Total na dimensão que escolhemos para a concretização do percurso evolutivo, este, é inerente a todas as partículas cósmicas.

Os Conhecimentos:

O alinhamento (conhecimentos) teorizado é o princípio ainda incompleto da magia alquímica que nos transporta, literalmente, às dimensões tão preconizadas.
A generosidade, a compreensão, o desprendimento, a veracidade, o respeito, a fraternidade, são os antídotos para o medo que grassa na humanidade gerado pelo elevado grau de negatividade planetária.
O conhecimento apenas se torna efectivo quando implementado e fomentado, na energia imanada, acções e posturas, que recriem, realmente, o Céu na Terra, e espalhem como sementes ao vento, a Luz do Espírito Santo.


Maria Adelina












terça-feira, 1 de julho de 2014







Coloquemos magia em tudo que fazemos






No correr da incerteza dos dias, é fundamental manter acesa a chama interior, forte e cintilante.
Escutei há uns tempos um comovedor testemunho público de alguém que recebeu Reiki no decorrer de uma grave doença.
Esta pessoa recorreu a um excerto da imortal obra de Antoine Saint-Exupéry, “O Principezinho” para transmitir à plateia que o escutava, o seu sentir nos dias e horas que antecediam o seu tratamento pelo Reiki.
Deparei-me com esse excerto que é um diálogo entre a raposa e o principezinho, e permito-me  recomendar a quem ainda não o fez, a que leiam esta obra maravilhosa e sempre actual, o Principezinho .
Tudo isto vem também a propósito daqueles que se prestam a “estar ao serviço” em prol, e no culto da Vida e da Saúde em toda as suas vertentes, sem subjectivismos pautados por pagamento monetário, energético, ou subserviente.
Tudo o que fazemos deve ir imbuído da tal alegria, aquela que nos enche o coração quando algo de bom nos aguarda, do ritual interiorizado.
Numa inocente e expectante alegria de criança devemos depor nesse acto de doação, o amor infinito que nos foi legado pelos grandes Mestres.
Meus queridos em qualquer forma que estejamos a partilhar, e lembremos que Reiki é muito mais que um “tratamento”, que a nossa alegria e gratidão sejam plenas pela possibilidade de vivenciar a Graça Divina, e estarmos, todos nós, aptos a SER ferramentas de, e ao serviço, da Expansão Consciencial Cósmica que é o mesmo que dizer Livre, Fraterna, Pacificada.

Namastê



Parábola da pequena Alma.

Enquanto oiço a alegre saudação dos pássaros, que aqui bem em frente da janela disputam a minha atenção e convidam a uns momentos de contemplação, lembrei de partilhar convosco este belíssimo conto de Neale Donald Walsch que envio em anexo, e recomendo que o leiam sentindo, ou o sintam lendo.
Este conto, seria um excelente e prioritário manual de trabalho, em todas as escolas do mundo e para todas as idades.

(podem encontrar este conto sem ser em vídeo na net)


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cultuar a Saúde

“Não somos nós que curamos alguém, mas é o próprio doente que se cura. É ele que emite o apelo e é ele que recebe o estímulo para se transformar. Se não fizesse esses dois movimentos, nenhuma ajuda poderia ter. Além disso, quando mantemos a consciência num nível elevado, a pessoa a ser ajudada acompanha-nos nessa ascensão se tem afinidade connosco; recebe, assim, a energia curativa dos planos superiores.”

José Trigueirinho Netto

Cultuar a Saúde

A condição normal do ser humano é ser saudável e não, ser ou estar doente.
O estado de saúde está totalmente interligado com o estado de harmonia do nosso Corpo Holístico (físico - energético – emocional – mental – espiritual)
Por séculos, a evolução do homem decorreu em harmonia perfeita com os ciclos da natureza. Ao longo das eras, e em quase todos os povos existia a crença na vida para além da vida, e na consequente compreensão e aceitação da transitoriedade da mesma.
Vivia-se a vida e aceitava-se a morte, como um ponto de partida para um novo ciclo.
Nesses povos, o processo de doença também existia, fosse por desgaste físico ou por acidente, era no entanto limitado, e aceite como um processo para o desencarne que sabiam ser o desfecho natural de qualquer forma de vida.
Num ponto não muito longínquo deste já longo caminho da história da humanidade, um enorme peso se abateu sobre os ombros do homem e que envolveu a humanidade numa espessa capa de energia densificada, a materialidade.
A contenção de formas naturais de viver, a abolição da fraternidade e do respeito pelo sentido sagrado da vida, levaram o ser humano a uma segunda “queda”, ou pelo menos a um grande trambolhão.
Outras “divindades” se geraram: a ganância, e o poder.
E entre estas duas poderosas vertentes da “civilização” as pessoas foram perdendo o sentido da saúde plena que se alcança pelo elevar da consciência, e na veracidade da forma de viver a vida.
Cabe aqui uma reflexão de S.S. Dalai Lama que diz:
“O que mais me surpreende no homem, é que perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde..”
Como desarmonia gera desarmonia, nessa procura pela recuperação da saúde dá-se um fenómeno peculiar, em menos de dois séculos cria-se uma das maiores indústrias do mundo, o gigantesco negócio das drogas químicas (para a recuperação da saúde).
A ilusão da saúde compra-se e vende-se, no grande mercado global, onde, até os guardiões do saber ancestral (terapias naturais) já têm lugar.
Como em todo o negócio, para que possa florescer, é preciso que exista quem consuma o produto que se fabrica ou vende, é o princípio básico da oferta e da procura.
Nos dias de hoje, somos literalmente bombardeados e por todos os meios de informação, com a venda de uma panóplia de remédios, tratamentos, curas, com a inerente mensagem subliminar de que precisamos daquilo para viver bem e sermos felizes.
Ou seja, induzem-nos a acreditar que somos maioritariamente doentes.
Permitimos que fosse instalado, não o culto da saúde, mas sim, o culto da doença.
A mensagem subliminar é tão intensa, que pessoas sãs sentem-se culpadas por dizerem que não tomam remédios de nenhum tipo.
Àqueles a quem chamamos guardiões do saber ancestral, lembramos que quanto maior o conhecimento maior a responsabilidade... O Curador apenas pode ajudar a que os outros encontrem a cura em si mesmos...
Permitir que outro ser fique dependente de nós, do nosso interesse, ou da nossa energia, ainda que sob a denominação de cura, torna-se de foro cármico.
Meus queridos, está na hora de recuperarmos o nosso direito natural  a um perfeito estado de saúde.
Como tópico de reflexão deixamos alguns pensamentos.
Saúde é :
- Encontrar por empatia, e implementar no nosso dia-a-dia, uma filosofia de vida que nos eleve ao SER, pela compreensão de que espiritualidade é inerente a todos nós, e que devemos vivenciar o Caminho de Retorno, pela expansão e maturidade consciencial.
- Mudança radical e profunda nos conceitos sociais, onde a justiça impere, com condições e horários de trabalho equilibrados, mas lembremo-nos que este equilíbrio e sentido de justiça apenas pode ser implantado do nosso âmago individual para o colectivo.
- Implementar uma real ecologia sustentável, que o ar que respiramos, o alimento que consumimos, volte a ser puro.
- Reencontrar em nós, a essência duma fraternidade sentida e vivida, nada nos dá mais saúde que a doação, a partilha, o bem-estar do outro.
Para tudo isto poder ser concretizado, uma condição é essencial:
Educação/Conhecimento- Auto Conhecimento/Formação
A base duma sociedade evolutiva é a educação aberta, abrangente, compassiva, além dos conceitos materializados hoje usados.
O conhecimento da alma afasta as trevas e o obscurantismo, o medo, a competitividade e a ganância.
Que cada Ser encontre em si mesmo a Centelha Divina que o compõe, e que esta nos conduza a um novo paradigma vivencial, no rumo a um Novo Mundo.

Maria Adelina

Do livro Ponte de Palavras





quinta-feira, 26 de junho de 2014

EDUCAÇÃO E INSTRUÇÃO

Nas dificuldades, espera-se das pessoas instruídas e cultas reacções comedidas, sensatas. Mas, na maior parte das vezes, não é nada disso que se vê: uma coisa de nada põe-nas em estados lastimáveis de cólera ou de depressão, e elas não têm a mínima capacidade, a mínima vontade, de remediar isso. Toda a sua instrução, toda a sua erudição, é incapaz de as ajudar. Então, mesmo que se ache desejável que os jovens estudem e obtenham diplomas, é-se obrigado a constatar que, mais importante do que a formação do intelecto, é a formação do carácter.
O essencial é viver, não ser professor, engenheiro ou economista. E para viver, para enfrentar todas as condições da existência, é importante reforçar o carácter. Senão, quando os jovens chegam à idade de enfrentar as dificuldades, não conseguem: viveram no mundo abstracto dos livros e são incapazes de suportar as realidades da vida.
Encontramos imensas pessoas que são instruídas mas estão sempre fracas, sempre vacilantes, sempre à mercê das circunstâncias! Leram uns calhamaços de que vão fazendo citações, e não passam disso. Mas de que serve pavonearem-se com as riquezas dos outros? O que devem mostrar é aquilo que elas próprias conseguiram realizar. Se forem incapazes disso, que deixem os seus conhecimentos livrescos em paz e vão, finalmente, exercitar-se no essencial: trabalhar sobre o seu carácter!
A instrução é uma coisa, a educação é outra. Os jovens não necessitam propriamente de professores eruditos, mas de instrutores que lhes revelem o que é a vida e como devem vivê-la para que as forças, as qualidades, os dons que nela estão depositados, possam de facto manifestar-se plenamente. Até lá, eles seguem por um caminho escorregadio, em que não serão alguns livros ou alguns diplomas que conseguirão mantê-los equilibrados, pois na vida o equilíbrio depende em primeiro lugar do carácter, não da instrução.
Enquanto não se puser a tónica na formação do carácter, mas somente na do intelecto, os conhecimentos ministrados nas escolas e nas universidades serão, para os jovens, meios para serem bem-sucedidos na vida, muitas vezes à custa dos outros, mas nunca para se transformarem e se tornarem benfeitores da humanidade. Se forem ambiciosos, medrosos, orgulhosos, maldosos, sensuais, avarentos, continuarão a sê-lo. Nós propomos uma outra Escola, onde os seres aprendem a conhecer a natureza humana, a modificar o seu próprio carácter, a transformar-se, a melhorar-se para bem do mundo inteiro.
Os estudos, por si mesmos, nunca tornaram as pessoas felizes, e muitas vezes até as transformaram em autênticos perigos públicos. Nas mãos daqueles que trabalharam sobre o seu carácter e que decidiram não os utilizar em seu próprio benefício, mas sim em benefício de todos, os conhecimentos são, pelo contrário, uma fonte de bênçãos. 


Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov

Este texto foi cedido por Publicações Maitreya representante e distribuidora dos livros deste Mestre em Portugal. http://www.publicacoesmaitreya.pt

segunda-feira, 23 de junho de 2014






“O sentimento abre as portas da prisão
com que o pensamento fecha a Alma”

Fernando Pessoa





Votos e Sentimentos

Voto vem do Latim votus, um tempo do verbo vovere, que significa : prometer solenemente, garantir, jurar. Pode ainda ser interpretado como um desejo ardente, um anelo profundo.
Bastante em desuso hoje em dia na linguagem comum, é ainda utilizado em cerimónias, ou rituais eventuais.
Partindo do princípio do enorme poder das palavras, devemos reflectir sobre a influência que esta “dívida” tem nas nossas vidas. Sim, porque sempre que fazemos um voto, tornamo-nos devoto (de…voto), ou seja, devedores de uma intenção/promessa que será tanto ou mais intensa, quanto o sentimento nela colocada.
Mais uma vez fazemos referência à expressão “pensene”:

pen – pensamento
se – sentimento
ene – energia

Com esta trilogia de forças cósmicas, podemos criar – modelar – atrair, ou ainda, rejeitar – destruir – suspender – todo o potencial de concretização, em todos os aspectos das nossas vidas.
Tudo isto está contido na nossa expressão mais comum e banalizada, a palavra.
Dela fazemos uso para formar os votos que emitimos ao longo da nossa vida actual, e também os que fizemos nas múltiplas vidas passadas. São estes, por vezes, os principais condicionadores das circunstâncias do nosso viver.
Pelo longo percurso feito, vivenciamos inúmeros papeis como por exemplo, o pertencermos a ordens religiosas ou monásticas, cujos votos, ainda hoje, estão activados no nosso subconsciente ditando directrizes nas nossas escolhas e opções (livre arbítrio).
São muitos e diversos, os exemplos práticos destas situações. Estas âncoras atemporais, podem e devem ser requalificadas.
Nos relacionamentos familiares, afectivos, e até profissionais, estes liames de compromissos pretéritos, tornam-se limitadores e factor de inadaptação.
Podemos tomar como exemplo comum, certas posturas rígidas da nossa personalidade, que ainda que reconhecidas, não conseguimos modificar.
Por vezes, e por detrás dessa ilógica e inflexível postura, está um antiquíssimo voto, assumido com um forte misto de intenção/sentimento do qual ainda nos sentimos devedores.
Assim, e como intenção de renovação interior (para os que sintam essa necessidade), recomendamos a supressão de todos os votos que possam ter feito em vidas passadas e que a memória, logicamente, não abarca, mas que se encontram vigentes ainda nos nossos registos Akáshicos.
Este exercício, é feito apenas pela força da intenção.
Assim mesmo, recomendamos uma análise profunda ao percurso de vida actual, lembrar os votos feitos em qualquer idade, motivação ou circunstância, e fazerem, se assim o entenderem, a opção de requalificar, ou neutralizar esses votos, baseados na expansão evolutiva e consciencial de cada um.
Amigos, as ferramentas podem ser as mesmas, o nosso crescimento, esse, ensina-nos novas formas de as usarmos. Isso é evolução.
Lembremo-nos permanentemente que votiva, ou não, a palavra é uma poderosa ferramenta que, tanto pode criar, elevar, consolar, como pode destruir, anular, toda intenção ou acção.


“A palavra é uma ponte de cristal
 Pela sua transparência devemos
primar e com o mais sublime
amor, a devemos construir”

Do livro “Ponte de Palavras”



Maria Adelina



domingo, 22 de junho de 2014

COMO ÁRVORES

Uma árvore não fica de costas para ninguém. Dê a volta em torno dela. A árvore estará sempre de frente para você. Os verdadeiros amigos, também.
Dizem os chineses: árvore plantada com amor, nenhum vento derruba. Uma verdadeira amizade, também.
Quem planta árvores, cria raízes. Quem cultiva bons amigos, também.
As árvores, como os amigos, produzem beleza para os olhos e os ouvidos, na mudança subtil de suas cores, com o passar das estações, no ondular de suas folhas ao vento e sombra, sempre.
Sombra protectora como a dos amigos. Sombra que varia com o dia, Que avança e faz variados rendados de luz, semelhantes aqueles, de estrelas.
As árvores são sinónimo de eternidade. Uma verdadeira amizade, é para sempre.
Ninguém conhece os mistérios da vida nem o seu sentido definitivo. No entanto, para aqueles que desejarem acreditar em seus sonhos e em si mesmos, a vida é uma dádiva preciosa na qual tudo é possível.
E dentro desse mundo de fantasias e magia, devemos guiar os nossos passos de acordo com a voz do coração. Esperança, fé e crença em coisas boas serão a bússola que nos conduzirá pelos caminhos certos, na rota da felicidade e do sucesso. A vida não faz promessas. Nós é que determinamos para onde vamos.
A vida não dá garantia. Apenas o tempo para fazermos as escolhas e aprendermos com os nossos erros. Se não ouvimos o coração, não crescemos. Se não crescemos, a vida perde sentido. O que ele nos diz é aquilo que prende a atenção e a atenção determina o que deve ser feito. Portanto, vá sempre para onde seu coração deseja e jamais contrarie essa vontade.

“Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se você fosse viver para sempre.”


Isabel Santos