Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entrega



Uma das palavras que Jesus mais tem dito, paralelamente a
- Confia...
é:
- Entrega.
Esta palavra tem sido tão forte que foi precisamente o título do meu primeiro livro. A doença da minha filha foi o início do processo que culminou com a Meditação de dia 28 de Março de 2001, quando vi Jesus pela primeira vez. Nessa altura eu ainda não tinha iniciado o meu percurso espiritual, e comecei a ouvir uma voz - que eu não sabia de quem era. E essa voz dizia:
- Entrega, entrega a tua filha. Ela é tua filha, mas ela não é tua. Tu não tens nada. Nada é teu. Por isso entrega.
E eu entreguei, mesmo sem compreender nada. Sem saber o que estava a fazer. A minha filha atualmente está ótima, mas a verdade é que nestes 14 anos eu não tenho feito outra coisa senão entregar absolutamente tudo. Porque eu sei que quando nós deixamos de querer que as coisas sejam de uma determinada maneira, quando nós aceitamos que as coisas vão ser o que tiverem de ser - para que nós consigamos evoluir mais -, a nossa vida ganha um enorme sentido de propósito, um grande significado.
Esta talvez tenha sido das maiores bênçãos que recebi, esse significado.
A forma de viver a minha a vida também mudou completamente. Quando começamos a entregar tudo - tudo mesmo: relações com pessoas, família, bens materiais, apegos, preocupações, controlo sobre a vida, etc. - começamos a receber imensa proteção do Céu.
- O Céu protege quem se compromete - diz Jesus regularmente.
E começamos a notar que algumas coisas acabam por ser muito melhores do que nós alguma vez pensámos. O nosso ego acha que sabe tudo, mas a verdade é que ele é muito pouco ambicioso. Eu tenho recebido bênçãos muito maiores do que alguma vez o meu ego pôde ambicionar. Muito maiores do que alguma vez o meu ego pôde sequer sonhar.
O nosso ego não consegue almejar coisas muito, muito altas, porque ele quer fugir da dor. E ao fugir da dor, fica sem foco. O foco deixa de ser alcançar alguma coisa concreta e passa a ser conseguir alcançar a ausência de uma outra coisa, no caso, a ausência da dor.
A partir do momento que eu aceito encarar a dor, aceito fazer o processo de a libertar, acedo a outras dimensões, a desenvolvimentos muito mais improváveis. E incríveis. E desafiadores.
E por isso esta entrega. A melhor maneira de evoluir é compreender que nada é meu, e entregar tudo ao Céu. Entregar-me ao Céu. Para que tudo seja o que tem de ser. Para que tudo seja da forma como tem de ser. Para que o rigor da energia de que somos feitos nos devolva isso mesmo. As coisas serem como podem ser na nossa vida.
Para que consigamos evoluir cada vez mais rápido. Ter acesso às lições cada vez mais rápido, aprender cada vez mais rápido. E quando nós nos dignamos a aprender, quando nós somos humildes o suficiente para perceber que nada é nosso e aceitamos aprender as lições, o grande portal energético abre-se e leva-nos a viver o resto da vida suspensos a 10 centímetros do chão.

Alexandra Solnado


A quem escreve e a quem lê


Como todos os anos, recomendo aquele que é o ponto de encontro da cidade do Porto com os livros, esses tesouros intemporais feitos de palavras.

A Feira do Livro está a decorrer até 18 de Setembro no Palácio de Cristal.

Permitam-me partilhar as palavras de uma amiga:


O escritor dá, o leitor acolhe. A escrita é uma relação bilateral, e por isso é que é estimulante e motivo de crescimento. Faz pontes, cria vínculos, estabelece laços entre as pessoas, cada vez mais sós e mais desavindas. Mas admiro sobretudo a capacidade do escritor de se dar ao mundo...Julgo que não é nada fácil mostrar-se por dentro, ainda que sob o signo plurissémico da poesia. O leitor é um sortudo. Recebe do escritor o que ele tem de mais pessoal, e em troca empresta a sua sensibilidade. Ser escritor é, quanto a mim, um puro ato de altruísmo, pois, por mais que ele se esconda por detrás das palavras, das metáforas, das personagens, há sempre o sentir subjectivo do escritor”

Cecília Pires



sábado, 3 de setembro de 2016


O mais misterioso dos sentidos




Não sei bem por onde começar a descrever os aromas que evolam e dançam no ar. Sós, ou em grupo, combinam entre si como as notas da mais bela composição musical.
Assim é amigos, as coisas mais simples são por vezes as mais difíceis de descrever, no entanto são também as que marcam indelevelmente a nossa alma pela vida inteira.
Sabiam que o olfacto é o sentido mais duradouro que temos? Os cheiros, tão ou mais que outros sentidos, são frequentemente os motivadores das nossas emoções. Através deles sentimos atracção ou repulsa, boas recordações ou medos. Pelo olfacto revivemos experiências, e até aos momentos mais marcantes ou traumáticos das nossas vidas passadas. O olfacto está directamente ligado à nossa capacidade de memorização. E também pelo olfacto amamos, sendo este o mais nostálgico dos sentidos.
Perco-me um pouco na dissertação acerca destes curiosos factos sobre o olfacto, já que o meu cérebro é atraído pelos aromas que me rodeiam.
Como é habitual nesta época dedico-me às compotas, o ar que respiro está impregnado de toques aromáticos intensos, que se combinam na mais bela “composição musical” onde dançam as fadas dos sabores.

- A canela que enaltece a abóbora-menina
- O agreste limão que em ponto se derrete
- A laranja que de gengibre se inebria
- O tomate coração estrelado de anis
- A maça e o rosmaninho, que paixão
- A ameixa voluptuosa com sabor a sol
- O pêssego perfumado de jasmim

E as caldas vibram de cor, cobre, dourado, bordeaux, e se comprazem em macerar os sabores e os aromas das dádivas da terra, gratas aos sentidos do homem, presentes dos deuses...

Maria Adelina

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Tempo Suspenso


Cada hora é um regalo (presente)



Todas as acções, percepções, emoções ou sentimentos devem ser analisadas, sempre, sob uma óptica única e especial, directamente ligada ao ciclo planetário que vivenciamos.
São cada vez mais os que de forma consciente e até inconsciente se buscam no labirinto de Maya. O guia, esse é individual e intransponível.


No entanto meus queridos, quanta sabedoria bloqueada pelo preconceito, pelo medo, e especialmente pelo negativismo.
Está na hora de permitir o jorrar da fonte de todos os saberes acumulados, agradecer, e saltar fora do comboio da robotização e da manipulação.
Readquirir a liberdade de pensar, ser, olhar, pela fasquia da unicidade compassiva que em cada um, é o espelho d`água do nosso próprio Ser.
Este, límpido e renovado, exala naturalmente o aroma de um lirismo consciente, alegria serena, onde já não se aguarda a esperança pois esta, faz parte do dia-a-dia!
O sonho é o fazer! Cada hora é um regalo de partilha do ser com o Ser, cada acção de, ou para nós, é um presente da Suprema Consciência.
A gratidão consciente, expressa, partilhada, é o efeito degustativo com que vão sendo agraciados a cada dia, todos aqueles que se aproximam da mesa de Deus Pai/Mãe.
A herança da humanidade remanescente será cada vez mais, a prece concludente de um novo amanhecer.

Bem-hajam

Maria Adelina


Que o tempo de re_início escolar, seja também tempo de reflexão...que escolhas para as nossas crianças?