Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
De novo "Francisco" vem ao de cima
Lendo nas entrelinhas. Nesta curta mensagem o Papa diz por duas vezes: "hoje em dia a urgência é tanta"...quem tem ouvidos que oiça...
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Calendário de Sentimentos
Amizade ou Amigo não é a mesma coisa...
Ouvi
por aí, que o grosso calendário dos sentimentos com hora marcada foi
acrescentado, e que em Julho passaria a existir o dia do amigo ou da amizade
Como
se amigo e amizade fossem a mesma coisa…
Amizade, é um largo contentor onde se depositam:
- as aspirações ao reconhecimento - os “jeitos” assim nomeados que o amigo do
amigo pode conceder – as lianas de segurança dos que fogem da vida (a deles) – os
alforges onde se abastecem os egoístas naturais – os escapes dos egocêntricos quando
precisam confirmar se estão vivos – as garras dos que não querem saber quem
são, apenas o que são na nebulosa de outros perdidos. O conceito de amizade tornou-se banalizado, incompreendido.
Já
um AmigO/A, não tem descritivo, é a imagem fugaz, holográfica, da inversão de
um momentâneo sentir, que empresta seus olhos aos amigos quando os deles estão
vidrados pelo gelo, pai de todos os enganos. Aqueles que descodificam em si o ser-se amigo pertencem à estirpe solar, são preciosos.
Nenhuma
efeméride pode conter o AmigO/A, porque amigo não faz parte do tempo, ele é a
moldura do espelho da nossa imagem real, por isso, tantas vezes se quebram.
A
todos os meus AmigOS/AS, sem data ou calendário.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Os contos da nossa vida
Os contos da nossa vida
Amigos,
hoje ao dar a conhecer que reiniciei a minha actividade de artesã de compotas,
lembrei de uma pequena história que volvidos uns anos ainda me faz sorrir. Este
é um conto real como são todos os meus contos, escrito na primeira pessoa.
Como
muitos sabem de há uns anos para cá dedico parte do meu tempo, amor e
criatividade, à criação de doces totalmente artesanais.
A
dada altura, tive o enorme gosto de conhecer alguém que veio a tornar-se uma
querida amiga e que sempre que podia lá estava ela a visitar as feiras de
artesanato e gastronomia onde eu estivesse com os meus doces.
Chegava,
fazia uma grande festa aos doces, à apresentação da mesa, queria saber que
receitas novas eu tinha criado, dava-me os parabéns, ajudava se fosse
necessário, abraçava-me como se o mundo acabasse ali, e depois ia passear, visitar
os demais locais… isto sem nunca provar os meus doces… Ela, a minha amiga era
adepta do veganismo (não consumia ovos) e alguns dos meus doces ainda são confeccionados
com ovos…
Um
dia, quis retribuir todo aquele carinho de que ela fazia uso num misto de
firmeza e tolerância, e fiz um bolo especialmente para ela, porque sabia o
quanto apreciava doces.
Ela
chegou, ofereci-lhe o bolo e os olhos dela sorriram antes dos lábios se moverem
como era hábito dela. Observou o bolo com atenção, e exclamou:
-
Adelina, mas este bolo tem aspecto de ter ovos!
E
eu respondi-lhe
-
Lena, claro que levou ovos, mas são ovos de “galinhas livres”!
O
estrondo da tua gargalhada, amiga, ainda deve ecoar nos ouvidos das pessoas que
estavam próximas de nós e que ouviram o teu riso contagiante, incontido…
Mas
lá nos céus por onde agora passeias posso dizer-te que “vences-te”, ovos, apenas
os de galinhas livres, quando estas no-los concedem.
Quanta
saudade Leninha (Helena Silva)
Maria
Adelina
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