Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Proveito do Proveito





O Proveito do Proveito






São amplamente comprovados os benefícios de se estudar (trabalhar, pesquisar) em grupo. Ao longo das eras sempre foi o processo normalmente utilizado, as pessoas reuniam-se com outras com os mesmos anseios, interesses, dúvidas, inquietudes e com a mesma vontade de progredir, de trabalhar.
Uma das razões pelas quais este hábito é recomendável é vivermos numa sociedade que está programada para nos desviar do nosso foco. Por inúmeras formas somos conduzidos a um processo de abstracção e alienação que nos desvia daquele que devia ser um dos nossos interesses fundamentais, que é a re_ligação ao que somos, além do invólucro com que nos identificamos. A sinergia grupal é uma forma de debelar essa dispersão.
Outra razão benéfica é o evitar uma exagerada concentração em si mesmo. No isolamento de si, per si, corre-se o risco da aquisição duma visão de ângulo fechado, a qual se defina depois numa extremada postura opinativa e rígida, devida à singularidade perceptiva de cada um. O trabalho em grupo constitui em si mesmo um louvor ao respeito e reconhecimento da Luz de cada pessoa.
Aquela que considero ser a motivação mais importante tem a ver com Dádiva. O que aprendemos e não fazemos uso, torna-se apenas um peso na nossa mochila de caminhantes pela vida.
Altruísmo é muito mais que dar…é transmitir a outros seres a sensação de comunhão, e assim criar uma esteira sem-fim de dádivas encadeadas. E este dar em partilha, é fundamentado nas experiências às quais as teorias nos conduzem. A isto acresce que todos os seres têm em si um acervo de conhecimento a despertar, e que o propício estímulo de um grupo torna na mais valiosa ferramenta para a expansão evolutiva dos membros do grupo.

E este, é o mais elevado Proveito de todo o proveito das nossas acções.

Maria Adelina

14 Set 2016

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O significado de "Dar a Outra Face"

Dá a Outra Face

Quando alguém te agredir, quando alguém te magoar, dá a outra face.
Uma das coisas mais completas, ao nível evolutivo, que se pode fazer na Terra é manter a energia. Isto é: manter a frequência vibratória de quem eu sou, do que venho cá fazer, do que eu tenho de limpar, do que eu tenho de curar em mim, na minha Alma. A energia da minha Alma manifestada na matéria.
Todas estas coisas são coisas que eu venho fazer. Quando alguém me chateia, quando alguém me agride, e vou lá "dar o troco", como se costuma dizer, eu estou a desistir de todo este trabalho energético que tenho estado a fazer. E porquê? Porque eu desço à energia da pessoa. E a partir do momento em que eu desço à energia da pessoa, a minha energia fica igual à dela. E se eu não gostei da energia dessa pessoa que me agrediu, agora estou igual a ela. Eu deixo de conseguir manter a minha energia. Quanto mais tempo eu consigo manter a minha energia, mais forte, mais consolidada ela fica, e, consequentemente, mais difícil é sair dela.
Por isso, geralmente, as pessoas que "fervem em pouca água" são pessoas que não têm uma energia própria trabalhada. Essas pessoas deviam dedicar-se mais a manter a sua própria energia.
E como é que se mantém a nossa energia?
Uma das respostas mais importantes a essa pergunta é: fazendo coisas de que se gosta, que têm a ver connosco. Ter um hobby prazeroso, ter um universo interior rico, povoado de interesses diversos, tais como, arte, criatividade, natureza, é um bom princípio para se conseguir manter a nossa vibração energética alta. Manter uma mente aberta e nunca, jamais, julgar. Nem os outros, nem a nós próprios. Considerar que cada um de nós foi feito de forma diferente e que a diversidade é o grande dom da humanidade. E, por fim, trabalhar no que se gosta. Isso é fundamental. Quando uma pessoa não gosta de um emprego, é porque esse emprego não tem a sua energia. Essa pessoa provavelmente utiliza 8, 10 ou até 12 horas do seu dia útil a trabalhar, a fazer uma coisa que não gosta, a vibrar por uma energia que não é a sua. Depois é normal que na sua vida pessoal não consiga ir buscar a sua energia original.
Primeiro, porque não pode. Já passou tanto tempo longe da sua vibração que já não a sabe evocar. Segundo, porque não quer. Corre o risco de se apaixonar pela sua própria vibração, e depois vai ser muito mais difícil voltar no dia seguinte a trabalhar, tendo de se afastar da sua energia mais uma vez. Assim, as pessoas que trabalham em locais de que não gostam têm a tendência de "encaixar" permanentemente uma energia estranha, nunca voltando "para casa" energeticamente. A determinada altura já nem sabem do que gostam, já nem sabem o que as faz feliz. Esse nunca voltar "para casa" faz com que as pessoas fiquem deprimidas, ansiosas, tristes e sem energia sem saber porquê.
Na realidade é porque a sua energia original não está a ser activada, não está a ser mantida. E essa manutenção da nossa energia original tem a ver com todas as nossas escolhas na vida. Diariamente, a cada hora, a cada minuto. Sempre a escolher.


Alexandra Solnado

Servir é a nossa Excalibur






“O servirmo-nos uns aos outros é o que nos torna livres”
Lema da Távola Redonda




Quanto mais próximo se encontra o “Reino de Avalon” que em algum cantinho da nossa alma sabemos ser inevitável, mais subterfúgios criamos para nos desidentificarmos com a alameda da redenção, com o acesso à bem-aventurança.

Esse é o trilho ambivalente, temeroso, que tantos seguem, não porque o sintam, mas porque dele se deixam imbuir pela repetição dos conceitos massificantes de poderes instituídos de vários quadrantes, os assumidos gestores das mentes dos humanos (da maioria).

Conceitos que derrotam o homem sem sequer existir batalha, que o empobrecem sem retorno, que o marginalizam de si próprio, do seu poder, da sua maestria. 

Elevar a mente, mãos e coração para receber Excalibur

Que soluções?
- Fé em si mesmo em todo o seu esplendor.
- Pacificação com o que nos é dado viver.
- Transpor pela capacitação do espírito as condições desse viver.
…elevação elevação elevação…
Em tudo que as mãos tocam, que os olhos vêem, que o coração sente que a mente partilha.

Maria Adelina


Toda a gente morre, mas nem toda a gente vive

domingo, 11 de setembro de 2016

Honrar a Vida



Não! Permanecer e deixar andar
Não, perdurar não é existir
Nem honrar a vida

Há tantas maneiras de não ser
Tanta consciência sem saber
Adormecida

Merecer a vida não é calar e permitir
Tantas injustiças repetidas
É uma virtude, é dignidade
E é a atitude de identidade
Mais definida

Isso de durar e deixar andar
Não nos dá o direito de presumir
Porque não é o mesmo que viver
Honrar a vida

Não! Permanecer e deixar andar
Nem sempre quer dizer
Honrar a vida!

Há tanta pequena vaidade
Na nossa tonta humanidade
Que está cega

Merecer a vida é erguer-se na vertical
Mais além do mal e das quedas
É igual que dar à verdade
E à nossa própria liberdade
As boas-vindas

Isso de durar e deixar andar
Não nos dá o direito de presumir
Porque não é o mesmo que viver
Honrar a vida

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

"EM VERDADE VOS DIGO"

Não, não é engano...sei que este não é o blogue de poesia mas, considerei que esta sublime mensagem/poema, devia estar em todos os nossos blogues:





"EM VERDADE VOS DIGO"

Quem disse que eu não durmo?!
Que dou o sono que eu não tenho
Ah! como se enganam
Na procura da minha ovelha separada
Deixo-me adormecer no meio do rebanho
E ainda sonho a manhã clara.
E  "Em verdade vos digo"
Toda a minha sonolência vem da terra
Porque são raros os profetas da verdade
Tão poucos os que vivem em comunhão
São poucos os que trabalham a vinha
São tão poucos os que vejo em oração.
Vejo um rio de gente que vai ao fundo
Sinto sinos chorando tristezas do mundo
Seres tão tristes que se arrastam abandonados
Semente que germina no círculo vicioso do pecado.
Escuto tão poucos risos das crianças
Minha obra prima, pássaros brancos, que são anjos
São tantos os meninos que não brincam
São tantas as criaturas que se calam
São tantos os inocentes que me chegam
Abafados na violência da terra...
Eu! "Em verdade vos digo"
Dou-lhes luz, embalo-as
E adormeço com Elas!

Anabela Coelho